(071) 3117-1800
contato@han.net.br

Família de criança atendida na cardiopediatria do Ana Nery faz cartaz agradecendo aos profissionais da unidade

A família de uma pequena paciente da cardiopediatria do Ana Nery fez um cartaz de agradecimento aos profissionais da unidade.

A menina nasceu com uma doença cardíaca congênita, e é acompanhada desde o período neonatal pela cardiopediatria do Ana Nery, que é liderada por Dra. Isabel Guimarães. A pequena passou por duas cirurgias cardíacas, e foi liberada para voltar para casa.

No cartaz, que foi colocado na enfermaria da cardiopediatria, a família escreveu:

“Em momentos difíceis, percebemos quem realmente importa, e vocês são essenciais. Obrigada a todos os funcionários do Hospital Ana Nery. Vocês fizeram a diferença em nossas vidas! Agradecemos por todo o cuidado e pela oportunidade de recomeçar! Que Deus abençoes vocês”.

Yara Santos Oliveira, coordenadora da enfermaria da cardiopediatria, agradeceu o gesto da família e celebrou o reconhecimento.

“É uma iniciativa que gera sentimento de gratidão em toda a equipe, pois buscamos fazer sempre o melhor para os nossos pacientes”, disse.

Com decoração divertida, mais uma enfermaria pediátrica do Ana Nery é entregue após reforma

Foi entregue na quinta-feira (31), após obras de requalificação, mais uma enfermaria pediátrica do Hospital Ana Nery a ser totalmente requalificada.

A sala tem capacidade para atender até 6 pacientes. Esses leitos somam-se a outros três, que também foram totalmente requalificados e entregues no início do mês.

Além de revisão da parte elétrica e hidráulica, a requalificação das duas enfermarias deu grande atenção ao fator lúdico, já que se trata de uma unidade pediátrica, e transformou a área em uma incrível viagem pelo espaço sideral.

O tema central é o espaço, e cada enfermaria será um tipo de planeta. A sala entregue na quinta representa o planeta da diversão, enquanto a que ficou pronta no início do mês representa o planeta do conhecimento e do saber.

As paredes do “Planeta Diversão” mostram o astronauta criança, mascote da enfermaria, interagindo com brinquedos como montanha russa, roda gigante, cavalo de pau, entre outros. Já no “Planeta do Conhecimento e do Saber”, o pequeno astronauta se vê em meio a livros, lápis, letras, pinceis e outros materiais.

Além das salas, o corredor da ala pediátrica também ganhará decoração com tema espacial, simulando a viagem que as crianças farão até chegarem nos planetas (salas).

E para a imersão dos pequenos nesse mundo do espaço sideral ser completa, a sala no centro cirúrgico onde são realizados os procedimentos pediátricos foi decorada para ser a nave do astronauta.

Cão terapeuta retorna ao Ana Nery para visitar os pequenos da cardiopediatria

O “cão terapeuta” Thor, um labrador de cinco anos de idade, retornou nesta terça-feira (8) ao Ana Nery, para visitar os pequenos pacientes da cardiopediatria. Ele já havia visitado o HAN em dezembro de 2021.

Treinado especialmente para confortar e auxiliar no tratamento de pacientes, Thor distribuiu simpatia, ganhou carinho e até entregou presentes para as mamães do local, em homenagem ao Dia da Mulher.

Thor visitou todas as enfermarias da ala pediátrica, ganhou biscoito e muito carinho dos pequenos.

Para exercer sua função de “cão terapeuta”, Thor passou por treinamento especializado.

Ilustração mostra um coração normal e um com síndrome da hipoplasia do coração esquerdo

SÍNDROME DA HIPOPLASIA DO CORAÇÃO ESQUERDO: cardiopatia congênita grave

  • DO QUE SE TRATA?

A síndrome da hipoplasia do coração esquerdo (ou Síndrome do coração esquerdo hipoplásico – SHCE) é uma malformação cardíaca rara e grave, constituindo um conjunto de anomalias cardíacas congênitas, que consiste em hipoplasia significativa ou ausência do ventrículo esquerdo e hipoplasia da aorta ascendente. Com isso, o coração do bebê é incapaz de fornecer fluxo sanguíneo adequado para as necessidades sistêmicas.

A síndrome da hipoplasia do coração esquerdo acomete cerca de 1 a 5 a cada 10 mil bebês nascidos vivos. É considerada uma cardiopatia congênita crítica, sendo responsável por cerca de 23% das mortes cardíacas na primeira semana de vida, e de 15% das mortes cardíacas no primeiro mês de vida. A sobrevivência acima de seis semanas de vida é rara na evolução natural.

  • COMO E QUANDO É FEITO O DIAGNÓSTICO?

A síndrome da hipoplasia do coração esquerdo pode ser diagnosticada durante a gestação por meio da ecocardiografia fetal. Após o nascimento, o exame de escolha para o diagnóstico é o ecocardiograma, que deve ser realizado ainda na maternidade.

Imagens mostram exames de ecocardiografia e ecocardiograma fetais

  • ESTÁ ASSOCIADA A OUTRAS MALFORMAÇÕES?

Em 25% dos casos, a síndrome da hipoplasia do coração esquerdo está associada a outras mal formações e apresentam um risco elevado de recorrência na mesma família, o que reforça a base genética da condição.

  • QUAL O TRATAMENTO PARA A HIPOPLASIA DO CORAÇÃO ESQUERDO?

A síndrome da hipoplasia do coração esquerdo é uma doença fatal, muito difícil de tratar, não sendo possível a correção do defeito com cirurgia, mas existem na atualidade propostas de intervenções cirúrgicas paliativas que devem ser realizadas nos primeiros dias de vida.

O tratamento da síndrome da hipoplasia do coração esquerdo começa no nascimento ou assim que o diagnóstico tenha sido feito, e consiste em terapia pré-operatória intensiva, devendo o procedimento cirúrgico, quando indicado, ser realizado idealmente entre dois a cinco dias de vida.

Há duas formas de tratamento cirúrgico na atualidade: o transplante cardíaco neonatal, não disponível na grande maioria dos países; e a reconstrução paliativa estagiada, cuja a primeira etapa mais comumente realizada é a cirurgia de Norwood. Pode ser também empregado o tratamento híbrido na primeira etapa da reconstrução estagiada. A segunda e terceira etapas do tratamento estagiado visam o funcionamento do ventrículo direito em posição sistêmica.

A expectativa de sobrevivência é baixa – raramente os bebês com síndrome da hipoplasia do coração esquerdo sobrevivem alguns anos.

  • CONTRAINDICAÇÕES DO TRATAMENTO CIRÚRGICO

A contraindicação cirúrgica como tratamento da síndrome da hipoplasia do coração esquerdo deve ser admitida quando a avaliação do recém-nascido pela equipe de especialistas mostrar que não há condições de sobrevivência após os procedimentos que o conduzem a uma fisiologia circulatória de ventrículo único.

Cardiomiopatia grave, doenças genéticas graves e malformações neurológicas com prognóstico ruim são também condições que contraindicam os procedimentos cirúrgicos.

Ilustração que mostra bebê e coração dentro dele

  • O QUE ACONTECE QUANDO A CRIANÇA CRESCE?

A hipoplasia do coração esquerdo é uma condição complexa, e algumas crianças não sobreviverão aos três estágios da cirurgia. Embora a cirurgia possa proporcionar uma melhor qualidade de vida, não é possível corrigir a anormalidade cardíaca, e é incerto por quanto tempo as crianças com essa condição viverão. Os sobreviventes mais longos estão na casa dos 20 anos. O transplante de coração pode ser uma opção para alguns pacientes, embora isso raramente seja considerado antes da idade adulta.

As crianças com síndrome da hipoplasia do coração esquerdo serão sempre limitadas em suas atividades físicas, e a resistência física pode piorar na adolescência ou na vida adulta jovem.

A cirurgia é paliativa e não resulta em cura, de modo que, na idade adulta, podem surgir problemas e sintomas difíceis de tratar.

  • O QUE SE DEVE FAZER, ENTÃO?

É fundamental o diagnóstico precoce da síndrome da hipoplasia do coração esquerdo, com a realização de um pré-natal adequado, esclarecendo a família em relação à complexidade da patologia e da necessidade de cuidados e aconselhamento desde o período perinatal, através de uma assistência multidisciplinar, adequando as expectativas das famílias relacionadas às dificuldades e limitações que essas crianças terão ao longo da vida.

Enviar mensagem
Precisa de ajuda? Entre em contato.
Agora você pode agendar e tirar suas dúvidas via WhatsApp.
Powered by