Heart team: reunião de equipe multidisciplinar do Ana Nery discute casos complexos de pacientes

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 9 de novembro, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração), do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça, foram discutidos os casos de quatro mulheres de 29, 47, 71 e 80 anos de idade; além de três homens com 55, 64 e 73 anos.

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira as decisões dos casos apresentados na reunião anterior:

  • Mulher de 58 anos, hipertensa, diabética insulinodependente, com história de três IAM prévios, AVC prévio com hemiplegia à direita e disartria há 11 anos. Iniciou no dia 12/10/21 quadro de dor epigástrica com irradiação para hemitórax esquerdo, em pontada, em repouso, sem fator de melhora, associada à dispneia. No mesmo dia foi à UPA para realizar exames – ECG evidenciou IAM, com evidência de isquemia e troponina elevada. Veio regulada para realização de Cateterismo, o qual foi realizado dia 21/10/21, evidenciando lesões graves em TCE, CD, DA e Cx. Desse modo, a paciente foi internada, pois apresentava alto risco de novos eventos em anatomia complexa. Paciente com limitação funcional importante e considerada como de alto risco cirúrgico.
    Decisão da equipe: Proposta inicial era de procedimento percutâneo e, após a discussão em Heart Team, foi definido que realizará ATC da ACD.
  • Mulher de 81 anos, tem HAS e histórico de quatro IAM prévios (SIC), apresentou mal-estar em fila de vacinação, evoluindo com perda transitória de consciência. Foi atendida na UPA de Arembepe, submetida a exame de ECG, o qual foi visto SST de parede inferior. Regulada ao HAN para realização de CATE, com lesão de TEC grave. Nega dispneia e sintomas gripais.
    Decisão da equipe: Paciente com proposta inicial de tratamento clínico entretanto, após a discussão do caso clínico em Heart Team, foi optado por tratamento percutâneo de ATC da ACD.
  • Mulher de 88 anos, tem HAS, DM, amaurose à esquerda, passado de amputação de MIE. Internada na UPA de Brotas desde o dia 18/10 por epigastralgia e dor em dorso, troponina reagente, visto ECG sem supra e iniciadas medidas para IAMSSST. Paciente estava evoluindo estável em enfermaria, vinha aguardando regulação para CATE, quando apresentou queixa de dor precordial, intensidade 10/10, sem irradiação, associada a dispneia e sudorese. Ao exame, crepitação difusa e PA 240 x 110 mmHg, sendo iniciadas medidas para EAP. Novo ECG com infra ST lateral e inferior.
    Decisão da equipe: Paciente com proposta inicial de tratamento cirúrgico entretanto, após a discussão do caso clínico, foi optado por tratamento clínico, visto que a paciente apresenta alto risco cirúrgico.
  • Mulher de 80 anos, com DPOC, relata que, há 4 anos, iniciou quadro de dispneia aos moderados esforços, associada a dor precordial, tontura, náuseas e vômitos. Relata episódios de síncope com frequência de até 02 vezes por semana, sem abalos musculares associados, com relato de duração de 20 a 30 minutos até recuperação do nível de consciência. Durante esse período, apresentou evolução do quadro, agora com dispneia e dor precordial aos pequenos esforços, porém com diminuição dos episódios de síncope. Em consulta com cardiologista, foi medicada, apresentando melhora parcial dos sintomas, e foi diagnosticada com estenose aórtica importante e DAC.
    Decisão da equipe: Foi encaminhada para esta unidade com proposta inicial de tratamento cirúrgico de TVAO e RM. Após a discussão de caso clínico a respeito do alto risco cirúrgico da paciente (idade, baixa estatura, aorta muito calcificada) com ela e os seus familiares, ambos cientes destes fatores optaram por prosseguir com a cirurgia de TVAO, considerando que a paciente está muito sintomática e com qualidade de vida ruim.
  • Homem de 71 anos, tem HAS, DM e diagnóstico de IAMSSST. Segue internado na UPA dos Barris.
    Decisão da equipe: Seu médico assistente propôs inicialmente ATC porém, após discussão em Heart Team, a equipe multiprofissional optou por manter em tratamento clínico pelas lesões difusas e leitos distais ruins.
  • Mulher de 71 anos, com diagnóstico de estenose aórtica moderada, IAMSSST (DAC triarterial) e FER 28%, segue internada no Hospital Municipal de Salvador.
    Decisão da equipe: Paciente com proposta inicial de tratamento percutâneo, entretanto após discussão de caso clínico a equipe multiprofissional optou inicialmente por tratamento clínico e acompanhamento ambulatorial para melhor avaliação do caso.
  • Homem de 55 anos, internado no Hospital do Subúrbio com quadro de suspeita de SCA (DAC triarterial), EAP, DRC dialítico. Assintomático no momento.
    Decisão da equipe: Paciente com proposta inicial de tratamento clínico e após a discussão do caso clínico a equipe multiprofissional optou por manter o mesmo em tratamento conservador.