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Heart Team: Médicos do Ana Nery debatem casos complexos de pacientes

Foi realizada na manhã da última terça-feira, 22 de novembro, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração) do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nessa terça (22/11), foram discutidos os casos de dois homens (77 e 53 anos) e duas mulheres (75 e 59 anos).

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira a decisão do caso apresentado na reunião anterior:

  • Mulher de 65 anos, com cirurgia cardíaca contraindicada devido a aterosclerose de membros inferiores (MMII), sendo sugerida a realização de angioplastia transluminal coronariana. Constatou-se no Laudo do Cateterismo (CATE) de 21/07/22: Circulação coronária de dominância direita; artéria coronária direita com lesão de 70% em origem, 80% em terço proximal e 95% em terço médio; ramo ventricular posterior direito com suboclusão em terço proximal de 80% e de 70% em terço médio; artéria descendente anterior com lesão de 70-80% em terço médio; e artéria circunflexa com lesão excêntrica de 70-80% em terço médio. Além disso, a paciente apresenta lesão infiltrativa, mal delimitada, friável, áreas de necrose e sangramento ativo, estenosante, porém passível a progressão, 22 cm da borda anal, bem como pólipo reto alto.

 

Decisão do Heart Team: Visto que a anatomia é desfavorável para intervenção, optou-se por tratamento clínico.

 

 

  • Mulher de 63 anos, portadora de diabetes e hipertensão, com passado de neoplasia de pulmão com lobectomia. A paciente referiu ainda que tem um rim único (realizou nefrectomia devido à neoplasia). Atualmente, possui diagnóstico de neoplasia de mama em proposta de mastectomia a direita. Em exames pré-operatórios, teve o diagnóstico de Comunicação Interatrial(CIA OS) com repercussão. Nesse sentido, foi proposta a avaliação da ordem do tratamento cirúrgico (mastectomia ou correção de CIA).

 

Decisão do Heart Team: Diante do caso, optou-se por seguir com cirurgia de mastectomia.

 

  • Mulher de 78 anos, hipertensa e dislipidêmica, apresentou no dia 25/09/22 quadro clínico caracterizado por disartria e hemiparesia facial, fato que a fez comparecer em 2 horas à emergência de uma Unidade Hospitalar, onde recebeu o diagnóstico de Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCi), sendo este trombolisado com Alteplase, sem intercorrências, apresentando melhora do déficit neurológico. Durante o internamento, ao realizar Ecocardiograma transtorácico, foi evidenciado aneurisma de aorta ascendente, motivo pelo qual solicitou a avaliação da cirurgia cardíaca, indicando tratamento cirúrgico. Assim, foi solicitada a estratificação de risco pré-operatória, realizando CATE em 11/10/22, que constatou Doença Arterial Coronariana (DAC) com padrão triarterial e aneurisma de aorta com ulceração aórtica. Paciente referiu que médico assistente orientou a realização de cirurgia de revascularização miocárdica e correção de aneurisma aórtico, porém, como não apresentava cobertura de plano de saúde, foi transferida para rede pública, onde será avaliada para definição de conduta. Atualmente, não apresenta sintomas cardíacos. Desse modo, foi proposto o tratamento cirúrgico.

 

Decisão do Heart Team: Devido ao baixo peso da paciente, idade avançada e fragilidade, optou-se por mantê-la em tratamento clínico.

Hospital Ana Nery comemora o milésimo transplante renal

No dia 9/11, o Hospital Ana Nery (HAN) comemorou a realização do milésimo transplante de rim. O procedimento foi realizado em setembro de 2022 e foi considerado bem-sucedido pela equipe médica do Hospital.

Com mais essa cirurgia de alta complexidade, o HAN consolida-se como referência em transplantes renais de adultos e crianças, ocupando o 8º lugar nacional em número de transplantes realizados, atendendo pacientes oriundos de diversos municípios do Estado da Bahia.

É importante ressaltar que o Programa de Transplante Renal do Hospital Ana Nery foi reativado há dez anos e atende exclusivamente através do Sistema Único de Saúde (SUS).

Na oportunidade, aproveitamos para parabenizar os profissionais do HAN envolvidos – médicos, enfermeiros, técnicos, instrumentadores e residentes – bem como a todos que disseram SIM a doação de órgãos, proporcionando alegria e esperança a tantas pessoas!

Seja doador(a) de órgãos e tecidos! Diga sim e avise sua família!

Hospital Ana Nery inaugura Farmácia Central

No dia 08/11, às 10h, foi inaugurada a Farmácia Central do Hospital Ana Nery (HAN). O espaço foi requalificado e ampliado, com vistas a melhorar a assistência prestada aos pacientes da Unidade.

Localizada logo na entrada principal do Hospital, ao lado da rampa do serviço de Bioimagem, a Farmácia Central é responsável por 80% da validação das prescrições do HAN e atende a todas as unidades de enfermaria e pacientes ambulatoriais dos programas institucionais de desospitalização. 💊💉

“Uma farmácia desse porte, com volume importante de produção, necessitava de uma infraestrutura otimizada, como a que temos agora. O espaço, atualmente, conta com: Sala Central de Avaliação da Prescrição (CAP), Área de Dispensação, Sala de Planejamento de Compras e Área de Ensino e Pesquisa. Essa ampliação proporcionou o fortalecimento da cultura de segurança do paciente na Instituição” explicou o farmacêutico Jefferson Gama, Coordenador do Serviço de Farmácia.

 

Mutirão do Hospital Ana Nery inscreve pacientes na fila do transplante renal

No dia 17/09, das 7h30 às 12h, no ambulatório do Hospital Ana Nery (HAN), foi realizado um mutirão com o objetivo de inscrever pacientes em diálise, advindos de diferentes Clínicas e Hospitais do Estado, na fila do transplante renal. Participaram da ação diversos médicos nefrologistas, além de estudantes residentes de nefrologia que atuam no HAN.

Na ocasião, o público-alvo conseguiu realizar, num só dia, a consulta e os exames preparatórios para o transplante. Uma vez constatada a condição clínica favorável para ser transplantado, o paciente já saiu do ambulatório inscrito na fila.

Hospital Ana Nery inaugura novos espaços para melhorar a assistência aos pacientes

Com o objetivo de melhorar a assistência prestada na Unidade, no dia 06/09, o Hospital Ana Nery (HAN) inaugurou as seguintes instalações:

– Farmácia de Alto Custo;
– Auditório;
– Plataforma Elevatória;
– Laboratório de Análises Clínicas;
– Agência Transfusional;
– Ampliação das UTIs Cardiológicas Neonatal e Pediátrica.

Confira, abaixo, as fotos dos novos espaços:

 

Tecnologia de ponta a serviço do SUS: Ana Nery adquire nova mesa e arco cirúrgico que garantem mais segurança ao paciente

Com o apoio da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB), o Ana Nery adquiriu recentemente um arco cirúrgico, ferramenta de imagem que utiliza tecnologia de ponta para tornar as cirurgias feitas na unidade ainda mais seguras, além de uma moderna mesa cirúrgica.

Nos primórdios das cirurgias, o médico precisava fazer grandes cortes no corpo do paciente, para conseguir visualizar o que acontecia no seu interior. Graças a equipamentos de imagem que foram sendo desenvolvidos, isso não é mais necessário. O arco cirúrgico é um desses equipamentos.

O arco cirúrgico facilita o trabalho da equipe médica durante as cirurgias, proporcionando uma maior visibilidade do médico e, consequentemente, garantindo ao profissional mais controle do que acontece no organismo do paciente. O equipamento tornou as cirurgias menos invasivas, diminuindo consideravelmente os riscos de erro e o tempo de recuperação do paciente.

Além disso, o equipamento permite ao cirurgião uma visualização dinâmica e em tempo real de todas as estruturas internas do corpo do paciente, reduzindo o tamanho de cortes e permitindo movimentos mais precisos.

Os arcos cirúrgicos apresentam um design semicircular, em forma de arco em C. Em uma das pontas fica a fonte emissora de raios X (o tubo e o gerador), enquanto na outra está localizado o detector de raios X.

Esse design de arco em C é especialmente projetado para uso cirúrgico, já que o formato permite que ele seja posicionado de diferentes maneiras durante o procedimento, facilitando a captação das imagens, sem atrapalhar a movimentação médica. Por isso, o arco cirúrgico é muito utilizado em cirurgias cardíacas e vasculares.

A incorporação do arco cirúrgico nos procedimentos representou uma grande evolução para a execução eficiente das cirurgias e para a segurança do paciente, se tornando de extrema relevância para unidades de saúde que realizam cirurgias.

Já a mesa cirúrgica adquirida pelo Ana Nery se destaca por várias características, como a capacidade de mobilidade

Segundo o cirurgião vascular, Dr. André Brito, a mesa possibilita que o profissional faça praticamente todos os movimentos necessários durante cirurgia, como de lateralidade, proclive, declive, subida e descida.

“Mas a principal vantagem é que um segmento dela é radio-transparente, ou seja, não tem interferência com o raio-x do arco cirúrgico. Mais da metade da mesa não tem nenhum material metálico, o que impede essa interferência da mesa com o arco cirúrgico, que usualmente acontece nas mesas cirúrgicas tradicionais. Esse conjunto do arco cirúrgico com essa mesa é fundamental para a gente ter uma qualidade de imagem operatória maior”, afirma o médico.

Para Dra. Fernanda Martin, diretora técnica do Ana Nery, a aquisição do arco cirúrgico e da mesa é um marco para o hospital.

“Vamos conseguir, com maior segurança, atender a mais pacientes, porque vamos reduzir o tempo cirúrgico. Desta forma, a população terá uma melhor assistência, principalmente para procedimentos cirúrgicos complexos”, destaca.

Os novos equipamentos adquiridos pelo Ana Nery serão montados já na próxima semana, quando começarão a ser utilizados.

Excelência no SUS: Ana Nery praticamente elimina uso de cateter de curta permanência na Hemodiálise

O Ana Nery praticamente eliminou o uso de cateteres de curta duração na Hemodiálise do Hospital. Atualmente, dos 144 pacientes em diálise no HAN, apenas três utilizam o cateter temporário.

Existem três tipos de acesso, para a realização da Hemodiálise: cateter curta permanência, cateter de longa permanência e fístula.

O cateter de curta permanência (ou temporário) possui desvantagens quando comparado com as outras opções. Ele precisa ser trocado com frequência, o uso prolongado desses acessos predispõe a infecções e pode levar ao desgaste dos vasos que por sua vez, inviabiliza a confecção de fístula artéria venosa, que é o padrão ouro para doentes em Hemodiálise.

Muitas vezes o cateter temporário é mantido pelas dificuldades de se conseguir trabalhar com as outras opções. O acesso ao implante de cateter de longa permanência, por exemplo, é mais é mais caro e exige um suporte maior da unidade de saúde. A fístula é dificultada porque, às vezes, o paciente não tem vaso suficiente, precisa fazer um doppler antes, entre outros motivos.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia, em 2021, 8,6% dos pacientes em Hemodiálise no Brasil, seja em unidades públicas ou privadas, utilizavam o cateter de curta permanência. No Ana Nery, atualmente, esse índice é de apenas 2%.

Dra. Fernanda Martin, médica nefrologista e diretora técnica do HAN, afirma que, nos últimos anos, foi prioridade da direção do Ana Nery trabalhar para melhorar o acesso dos pacientes na Hemodiálise.

“Hoje, fico muito contente que a agente só tem três pacientes em uso do cateter temporário, sendo que dois deles já estão com a fístula maturando. Praticamente zeramos o uso numa população humilde, do SUS. Esses resultados que obtivemos aqui no Ana Nery, pelo SUS, supera muitos dos serviços particulares no país”, diz.

Há cerca de cinco anos que o Ana Nery possui um Programa de Gerenciamento de Acesso Vascular, no qual o paciente é direcionado de forma mais rápida para fazer o acesso. O programa envolve consulta com médico vascular, encaminhamento para a Hemodinâmica, priorização dos pacientes da Hemodiálise para realização de doppler, além de avaliação de cardiologista quando necessária.

Uma das responsáveis por fazer o projeto funcionar, a enfermeira Maria Rosa explica que o Programa de Acesso Vascular criou uma parceria entre as equipes de Nefrologia e Angiologia

“Houve a inserção da enfermagem no ambulatório, com discussão dos casos e compartilhamento das informações técnicas; aquisição de aparelho de doppler na realização das consultas, otimizando a definição quanto ao acesso vascular; dedicação dos residentes na realização de acessos praticamente todos os dias. Um conjunto de acontecimentos acompanhados de muita dedicação de toda equipe. Me sinto realizada em participar desse programa e proporcionar qualidade de vida e um tratamento de qualidade aos pacientes renais crônicos”, destaca.

“Os pacientes da Hemodiálise são priorizados no HAN e, por isso, a gente conseguiu esse resultado”, conclui Dra. Fernanda.

Heart Team: Médicos do Ana Nery debatem casos complexos de pacientes

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 28 de junho, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração) do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça (28), foram discutidos os casos de duas mulheres (58 e 72 anos) e dois homens (com 46 e 56 anos).

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira a decisão do caso apresentado na reunião anterior:

  • Mulher de 58 anos, com hipertensão arterial (HAS), diabetes (DM) não insulinodependente, obesa, dislipidêmica, ex-tabagista, portadora de doença arterial coronariana (DAC), tendo realizado angioplastia transluminal coronária (ATC) de coronária direita (CD) em 2013 com 2 stent’s, mais ATC de CD em julho de 2021 com 3 stent’s. No último mês foi a emergência 3 vezes devido a angina CCS (Canadian Cardiovascular Society) II-IV. Já no dia 10/06/2022, enquanto aguardava consulta ambulatorial no HAN, evoluiu com episódio de angina instável, dispneia, náuseas e vômitos, além da ausculta pulmonar evidenciar crepitação bilateral até terço médio. Logo, foi admitida em UCV 3 para melhor entendimento do quadro clinico da paciente. Com isso, foi realizado ecocardiograma transtorácico (ECOTT) que constatou disfunções sistólicas dos ventrículos, insuficiência mitral de grau grave (Carpentier III A), insuficiência tricúspide de grau moderado, fração de ejeção (FE) de 42% e hipertensão pulmonar com pressão sistólica em artéria pulomar (PSAP) de 75mmHg. Além disso, realizou cinecoronariografia (CATE) que demonstrou coronárias com padrão de lesão biarterial grave, reestenose de stent na CD, circulação colateral de múltipla origem para descendente anterior (DA) (grau III Rentrop) e circulação colateral de coronária esquerda para CD (grau I Rentrop). Devido ao infarto do miocárdio (IM) grave de possível etiologia reumática mais o evento isquêmico com leito desfavorável para RM esse paciente foi levado para discussão em Heart Team, com a proposta inicial de cirurgia de revascularização miocárdica (RM) e uma troca de valva mitral (TVM).
    Decisão Heart Team: diante do IM grave primário, optado por seguir com cirurgia de TVM e RM.

 

  • Homem de 90 anos, ex tabagista, HAS, etilista e com passado de 2 infartos agudos do miocárdio (IAM) em 2012 e 2014 segundo o paciente. No dia 15/05, às 23h, iniciou quadro de parestesia em membros superiores (MMSS), evoluindo com dor torácica em peso, de intensidade 4/10, associada a palpitação. Foi atendido pelo SAMU e transferido para UPA, onde foi dosada troponina reagente no dia 16/05 e realizado eletrocardiograma (ECG) que evidenciou inversão de onda T em parede anterolateral, com infradesnível do segmento ST em V3 – V5 (TIMI risk 5 (alto risco)). Com isso, foi internado em um hospital, evoluindo sem recorrência dos sintomas, no qual fez CATE em constatou lesão grave em terço médio da DA com presença de importante lesão aneurismática proximal à lesão, gerando desproporção significativa de calibre em uma possível intervenção percutânea. Caso foi levado ao Heart Team, com a proposta inicial de angioplastia coronariana (ATC).
    Decisão Heart Team: optado por manter em tratamento clinico e rediscutir em caso de refrateriedade de sintomas, visto que se trata de um paciente desfavorável para intervenção percutânea e elevado risco para abordagem cirúrgica.

 

  • Mulher de 77 anos, HAS, diabética, insulinodependente, deu entrada no dia 08/06 em hospital do seu município com quadro álgico em hemitórax esquerdo de leve intensidade e irradiação para escapula esquerda, há 3 dias com piora nas últimas 24 horas. Realizou ECG na unidade que evidenciou isquemia subendocárdica anterior, com suspeita diagnóstica de IAM. Encaminhada para o HAN com quadro de DAC estável para realização de CATE, o qual constatou padrão triarterial (CD, DA, CX) com lesão subocluída na DA ostial e proximal. Caso levado ao Heart Team, com proposta inicial de ATC da DA.
    Decisão do Heart Team: pela característica da lesão na DA proximal, optado por seguir com cirurgia de RM. Contudo, antes se deve avaliar comorbidades e fragilidades no ambulatório de checklist cirúrgico.

 

  • Homem de 58 anos, HAS, diabético, etilista, tabagista, cursou, no dia 9/6 enquanto subia uma ladeira, com dor torácica, EVA (Escala Visual Analógica) 9/10, associada à dispneia (caracterizado como cansaço), formigamento nas mãos, epigastralgia, sialorreia, náuseas e sensação de “bolo” na garganta. Paciente buscou atendimento na UPA referindo o quadro anterior, além de informar também que apresentou quadro similar outras duas vezes anteriormente, os quais melhoraram após repouso. Nessa unidade realizou dois eletrocardiogramas que evidenciaram alteração ventricular em parede inferior e lateral; presença de onda Q patológica e alteração difusa de repolarização ventricular. Devido ao quadro apresentado foi regulado para um hospital, onde realizou ECOTT que constatou FE 56% (S), acinesia dos segmentos basais das paredes inferior e ínfero-septal, remodelamento concêntrico do ventrículo esquerdo (VE), disfunção diastólica do VE e alteração do relaxamento (grau I, leve). Com isso, foi encaminhado para o HAN para realização de um CATE que mostrou CD ocluída e DA com lesão grave proximal segmentar e lesão no terço médio. Caso levado ao Heart Team, com a proposta inicial de revascularização miocárdica.
    Decisão do Heart Team: optado por seguir com cirurgia de RM (utilizar a artéria mamária interna esquerda (MIE) para a DA, avaliar enxerto para CD no intra-operatório).

 

  • Mulher de 51 anos, HAS, tabagista, com hipotireoidismo, cursou com quadro de angina típica, procurando serviço hospitalar em 07/05, no qual foi evidenciado angina instável. Após uma semana mantendo o quadro de angina, foi realizado CATE em 12-05 que constatou padrão triarterial com CD ocluída e DA ocluídas no terço médio e CX com lesão de 75% em terço médio. Devido ao resultado do CATE, e a paciente ter apresentado episódios recorrentes de angina, necessitando de uso de vasodilatador, foi encaminhada para unidade fechada (UCV) para vigilância e iniciado o uso de Tridil. Em 15/06 realizou novo CATE que mostrou CD com lesão de 99% na origem e ocluída em proximal, DA com lesão de 99% em proximal e ocluída em distal e CX com lesão de 90% em proximal. O ECO demonstrou apenas acinesia medial inferosseptal e basal inferior. Diante do quadro de IAM recente com alteração dinâmica de ECG com supra de aVR, mantendo angina refratária apesar de otimização de anti-anginosos orais, porém sem condição de desmame do Tridil por angina em repouso, decidiu-se levar o caso para discussão no Heart Team, com a proposta inicial de tratamento cirúrgico.
    Decisão Heart Team: apesar da anatomia coronariana desfavorável, a paciente segue com angina refratária. Logo, optado por seguir com cirurgia de RM.

RELATÓRIO DE GESTÃO DO HOSPITAL ANA NERY: 2015 – 2022

O presente Relatório de Gestão, alusivo ao período de 2015 a 2022, objetiva apresentar um breve resumo dos últimos 8 anos de trabalho da gestão do Hospital Ana Nery (HAN). Para alcançar tal intuito, este documento descreve o desempenho operacional do Hospital, quantifica dados advindos das diferentes áreas que compõem a sua estrutura e expõe, com clareza e transparência, as atividades realizadas durante o mencionado período. [veja link abaixo]

RELATÓRIO DE GESTÃO DO HAN: 2015-2022

Heart Team debate casos complexos de pacientes do Ana Nery

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 21 de junho, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração) do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça (21), foram discutidos os casos de três mulheres (51, 58 e 77 anos) e dois homens (com 58 e 90 anos).

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira a decisão do caso apresentado na reunião anterior:

  • Homem de 48 anos, previamente hipertenso (HAS), com história de 3 infartos prévios – sic – (2016, 2018 e 2020) sem histórico de CATE ou revascularização. Internado há um mês em outro hospital devido a evento agudo, no qual cursou com dor torácica com caráter em aperto de intensidade 8/10, iniciando em ombro esquerdo com irradiação para todo o tórax, associada a dispneia, tontura, náuseas, vômitos e um episódio de síncope. Constatou-se edema agudo de pulmão com alteração de marcadores sanguíneos (Troponina I de 0,46) e ao eletrocardiograma (ECG) infarto agudo do miocárdio (IAM) com supra em parede anterior Killip 3 (TIMI Score 5/ Grace 172). Está internado há um mês em outro hospital, onde realizou Cineangiocoronariografia (CATE) que evidenciou doença arterial coronariana (DAC) com padrão triarterial – lesões graves e sequenciais na artéria descendente (DA), circunflexa (CX) ocluída e lesões graves em coronária direita (CD). Além disso, o ecocardiograma transtorácico (ECOTT) constatou aumento grave de câmaras esquerdas, com função sistólica do ventrículo esquerdo (VE) reduzida de grau grave, com hipocinesia difusa, além de disfunção diastólica do VE de grau II com fração de ejeção (FE) de 23%.
    Decisão Heart Team: tratando-se de um paciente jovem e com risco cirúrgico elevado, optado por tratamento medicamentoso otimizado. Além disso, inseri-lo em acompanhamento no ambulatório do HAN e reavaliar, em 6 meses, a possibilidade de intervenção percutânea.
  • Mulher de 68 anos, HAS prévia, passado de IAM em 2017. Informa que há aproximadamente 1 ano vem apresentando angina aos médios esforços, evoluindo com piora progressiva nos últimos 6 meses quando os sintomas começaram a surgir com mínimos esforços, além de gerar limitações importantes das atividades cotidianas. Foi internada no HAN para realização de CATE, o qual evidenciou padrão de DAC triarterial com lesões em tronco de coronária esquerda (TCE) com lesão excêntrica de 75% envolvendo o óstio e terço proximal, lesão importante em DA e graves em CX. Já o ECO constatou insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP) – FEVE de 58,95% (S) – com hipocinesia septal e inferior, classificação NYHA (New York Heart Association) III e perfil hemodinâmico B. Diante disso, paciente estava em otimização da terapia medicamentosa, cursando com angina estável CCS (Canadian Cardiovascular Society) III, e em avaliação de cirurgia de revascularização do miocárdio (CRVM).
    Decisão Heart Team: perante o resultado do CATE que mostrou múltiplas lesões com anatomia desfavorável para intervenção cirúrgica ou percutânea, optou-se por seguir com a otimização da terapia antianginosa e inserir a paciente no programa de reabilitação na tentativa de controlar os sintomas. Caso reincida os sintomas, discutir terapia percutânea de exceção.
  • Homem de 56 anos, HAS, com passado de febre reumática (FR) (em 1994) e acidente vascular cerebral (AVC) em 1994 e 2013, sem sequelas. Já realizou 3 trocas valvares com próteses biológicas (1996/2010/2013), vem cursando há 4 meses com quadro de anasarca que se iniciou como edemas nos pés e atualmente acomete membros inferiores (MMII), abdome e genitália. Refere dispneia em decúbito, oligúria e que já apresentou ascite durante as disfunções valvares. Realizou em 20/05 ECOTT que evidenciou insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER) de 66%, função sistólica global do ventrículo direito reduzida (variação fracional da área – FAC – 33%), prótese biológica em posição mitral com insuficiência periprotética moderada, prótese biológica em posição valvar aórtica com insuficiência transprotética moderada e insuficiência tricúspide (IT) moderada com pressão sistólica em artéria pulmonar (PSAP) estimada de 84 mmHg. Ademias, os exames laboratoriais constataram deficiência de ferro (124) e vitamina B12, além de hemoglobina (Hb) limítrofe – 9,6, culminando no diagnóstico de anemia megaloblástica.
    Decisão do Heart Team: diante do caso, optado por otimização da terapia clínica, realização de novo ECO após melhor compensação volêmica e investigação de tromboembolismo pulmonar (TEP) crônico como etiologia da hipertensão pulmonar.
  • Homem de 81 anos, HAS, transtorno de ansiedade generalizado (TAG) prévio, ex tabagista, ex etilista, hemiparesia à esquerda como sequela de AVC em 2021, necessitando de apoio para caminhar. Cursou com dor torácica de forte intensidade 10/10 em constricção, associada a vômitos, sudorese, hipotensão e visão turva às 03 da manhã do dia 19/05. Devido a isso, procurou unidade de pronto atendimento (UPA) apresentando troponina positiva (qualitativa), CKMB e CPK com curvas e ECG com bradicardia sinusal e alteração de repolarização ventricular (posteriormente, zona inativa em parede lateral), necessitando de oxigenoterapia. Realizou CATE que evidenciou DAC triarterial com lesões graves em terço médio da CD, diagonal e em 90% da TCE, com disfunção de 48%, sem IC. Realizou também ECOTT que constatou fração de ejeção de 48%, aumento leve do átrio esquerdo (AE), disfunção diastólica de VE grau II, VE com hipocinesia em vários segmentos, aneurisma do septo interatrial, valva mitral com refluxo leve a moderado, hipertensão pulmonar (PSAP: 46 mmHg) e foi regulado com proposta de realizar uma revascularização miocárdica (RM), advindo de um evento de IAM com supra de ST (GRACE escore 187).
    Decisão do Heart Team: paciente com múltiplas comorbidades e risco cirúrgico elevado, optado por seguir com tratamento percutâneo da lesão da TCE.
  • Homem de 59 anos, diabético, HAS, morador de abrigo, admitido em UPA (11/06/2022) com queixa de desconforto torácico e respiratório, além de mal-estar inespecífico iniciado há 10, com piora no dia anterior. Encaminhado para o HAN para realização de CATE após o ECG diagnosticar arritmia sinusal com zona inativa em parede antero-septal, compatível com IAMSST recente nessa parede. O CATE constatou coronárias – CD, CX e DA – com padrão de lesão triarterial importante, retornando para a unidade de pronto atendimento com indicação de angioplastia.
    Decisão Heart Team: devido à falta de informações mais detalhadas sobre o paciente, optado por solicitar prescrição médica sobre o caso, conversar com médico assistente, e se permanecerem dúvidas sobre a situação clínica do paciente, o regular para avaliação mais aprofundada no HAN.


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