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Mutirão do Hospital Ana Nery inscreve pacientes na fila do transplante renal

No dia 17/09, das 7h30 às 12h, no ambulatório do Hospital Ana Nery (HAN), foi realizado um mutirão com o objetivo de inscrever pacientes em diálise, advindos de diferentes Clínicas e Hospitais do Estado, na fila do transplante renal. Participaram da ação diversos médicos nefrologistas, além de estudantes residentes de nefrologia que atuam no HAN.

Na ocasião, o público-alvo conseguiu realizar, num só dia, a consulta e os exames preparatórios para o transplante. Uma vez constatada a condição clínica favorável para ser transplantado, o paciente já saiu do ambulatório inscrito na fila.

Hospital Ana Nery inaugura novos espaços para melhorar a assistência aos pacientes

Com o objetivo de melhorar a assistência prestada na Unidade, no dia 06/09, o Hospital Ana Nery (HAN) inaugurou as seguintes instalações:

– Farmácia de Alto Custo;
– Auditório;
– Plataforma Elevatória;
– Laboratório de Análises Clínicas;
– Agência Transfusional;
– Ampliação das UTIs Cardiológicas Neonatal e Pediátrica.

Confira, abaixo, as fotos dos novos espaços:

 

Tecnologia de ponta a serviço do SUS: Ana Nery adquire nova mesa e arco cirúrgico que garantem mais segurança ao paciente

Com o apoio da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB), o Ana Nery adquiriu recentemente um arco cirúrgico, ferramenta de imagem que utiliza tecnologia de ponta para tornar as cirurgias feitas na unidade ainda mais seguras, além de uma moderna mesa cirúrgica.

Nos primórdios das cirurgias, o médico precisava fazer grandes cortes no corpo do paciente, para conseguir visualizar o que acontecia no seu interior. Graças a equipamentos de imagem que foram sendo desenvolvidos, isso não é mais necessário. O arco cirúrgico é um desses equipamentos.

O arco cirúrgico facilita o trabalho da equipe médica durante as cirurgias, proporcionando uma maior visibilidade do médico e, consequentemente, garantindo ao profissional mais controle do que acontece no organismo do paciente. O equipamento tornou as cirurgias menos invasivas, diminuindo consideravelmente os riscos de erro e o tempo de recuperação do paciente.

Além disso, o equipamento permite ao cirurgião uma visualização dinâmica e em tempo real de todas as estruturas internas do corpo do paciente, reduzindo o tamanho de cortes e permitindo movimentos mais precisos.

Os arcos cirúrgicos apresentam um design semicircular, em forma de arco em C. Em uma das pontas fica a fonte emissora de raios X (o tubo e o gerador), enquanto na outra está localizado o detector de raios X.

Esse design de arco em C é especialmente projetado para uso cirúrgico, já que o formato permite que ele seja posicionado de diferentes maneiras durante o procedimento, facilitando a captação das imagens, sem atrapalhar a movimentação médica. Por isso, o arco cirúrgico é muito utilizado em cirurgias cardíacas e vasculares.

A incorporação do arco cirúrgico nos procedimentos representou uma grande evolução para a execução eficiente das cirurgias e para a segurança do paciente, se tornando de extrema relevância para unidades de saúde que realizam cirurgias.

Já a mesa cirúrgica adquirida pelo Ana Nery se destaca por várias características, como a capacidade de mobilidade

Segundo o cirurgião vascular, Dr. André Brito, a mesa possibilita que o profissional faça praticamente todos os movimentos necessários durante cirurgia, como de lateralidade, proclive, declive, subida e descida.

“Mas a principal vantagem é que um segmento dela é radio-transparente, ou seja, não tem interferência com o raio-x do arco cirúrgico. Mais da metade da mesa não tem nenhum material metálico, o que impede essa interferência da mesa com o arco cirúrgico, que usualmente acontece nas mesas cirúrgicas tradicionais. Esse conjunto do arco cirúrgico com essa mesa é fundamental para a gente ter uma qualidade de imagem operatória maior”, afirma o médico.

Para Dra. Fernanda Martin, diretora técnica do Ana Nery, a aquisição do arco cirúrgico e da mesa é um marco para o hospital.

“Vamos conseguir, com maior segurança, atender a mais pacientes, porque vamos reduzir o tempo cirúrgico. Desta forma, a população terá uma melhor assistência, principalmente para procedimentos cirúrgicos complexos”, destaca.

Os novos equipamentos adquiridos pelo Ana Nery serão montados já na próxima semana, quando começarão a ser utilizados.

Excelência no SUS: Ana Nery praticamente elimina uso de cateter de curta permanência na Hemodiálise

O Ana Nery praticamente eliminou o uso de cateteres de curta duração na Hemodiálise do Hospital. Atualmente, dos 144 pacientes em diálise no HAN, apenas três utilizam o cateter temporário.

Existem três tipos de acesso, para a realização da Hemodiálise: cateter curta permanência, cateter de longa permanência e fístula.

O cateter de curta permanência (ou temporário) possui desvantagens quando comparado com as outras opções. Ele precisa ser trocado com frequência, o uso prolongado desses acessos predispõe a infecções e pode levar ao desgaste dos vasos que por sua vez, inviabiliza a confecção de fístula artéria venosa, que é o padrão ouro para doentes em Hemodiálise.

Muitas vezes o cateter temporário é mantido pelas dificuldades de se conseguir trabalhar com as outras opções. O acesso ao implante de cateter de longa permanência, por exemplo, é mais é mais caro e exige um suporte maior da unidade de saúde. A fístula é dificultada porque, às vezes, o paciente não tem vaso suficiente, precisa fazer um doppler antes, entre outros motivos.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia, em 2021, 8,6% dos pacientes em Hemodiálise no Brasil, seja em unidades públicas ou privadas, utilizavam o cateter de curta permanência. No Ana Nery, atualmente, esse índice é de apenas 2%.

Dra. Fernanda Martin, médica nefrologista e diretora técnica do HAN, afirma que, nos últimos anos, foi prioridade da direção do Ana Nery trabalhar para melhorar o acesso dos pacientes na Hemodiálise.

“Hoje, fico muito contente que a agente só tem três pacientes em uso do cateter temporário, sendo que dois deles já estão com a fístula maturando. Praticamente zeramos o uso numa população humilde, do SUS. Esses resultados que obtivemos aqui no Ana Nery, pelo SUS, supera muitos dos serviços particulares no país”, diz.

Há cerca de cinco anos que o Ana Nery possui um Programa de Gerenciamento de Acesso Vascular, no qual o paciente é direcionado de forma mais rápida para fazer o acesso. O programa envolve consulta com médico vascular, encaminhamento para a Hemodinâmica, priorização dos pacientes da Hemodiálise para realização de doppler, além de avaliação de cardiologista quando necessária.

Uma das responsáveis por fazer o projeto funcionar, a enfermeira Maria Rosa explica que o Programa de Acesso Vascular criou uma parceria entre as equipes de Nefrologia e Angiologia

“Houve a inserção da enfermagem no ambulatório, com discussão dos casos e compartilhamento das informações técnicas; aquisição de aparelho de doppler na realização das consultas, otimizando a definição quanto ao acesso vascular; dedicação dos residentes na realização de acessos praticamente todos os dias. Um conjunto de acontecimentos acompanhados de muita dedicação de toda equipe. Me sinto realizada em participar desse programa e proporcionar qualidade de vida e um tratamento de qualidade aos pacientes renais crônicos”, destaca.

“Os pacientes da Hemodiálise são priorizados no HAN e, por isso, a gente conseguiu esse resultado”, conclui Dra. Fernanda.

Heart Team: Médicos do Ana Nery debatem casos complexos de pacientes

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 28 de junho, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração) do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça (28), foram discutidos os casos de duas mulheres (58 e 72 anos) e dois homens (com 46 e 56 anos).

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira a decisão do caso apresentado na reunião anterior:

  • Mulher de 58 anos, com hipertensão arterial (HAS), diabetes (DM) não insulinodependente, obesa, dislipidêmica, ex-tabagista, portadora de doença arterial coronariana (DAC), tendo realizado angioplastia transluminal coronária (ATC) de coronária direita (CD) em 2013 com 2 stent’s, mais ATC de CD em julho de 2021 com 3 stent’s. No último mês foi a emergência 3 vezes devido a angina CCS (Canadian Cardiovascular Society) II-IV. Já no dia 10/06/2022, enquanto aguardava consulta ambulatorial no HAN, evoluiu com episódio de angina instável, dispneia, náuseas e vômitos, além da ausculta pulmonar evidenciar crepitação bilateral até terço médio. Logo, foi admitida em UCV 3 para melhor entendimento do quadro clinico da paciente. Com isso, foi realizado ecocardiograma transtorácico (ECOTT) que constatou disfunções sistólicas dos ventrículos, insuficiência mitral de grau grave (Carpentier III A), insuficiência tricúspide de grau moderado, fração de ejeção (FE) de 42% e hipertensão pulmonar com pressão sistólica em artéria pulomar (PSAP) de 75mmHg. Além disso, realizou cinecoronariografia (CATE) que demonstrou coronárias com padrão de lesão biarterial grave, reestenose de stent na CD, circulação colateral de múltipla origem para descendente anterior (DA) (grau III Rentrop) e circulação colateral de coronária esquerda para CD (grau I Rentrop). Devido ao infarto do miocárdio (IM) grave de possível etiologia reumática mais o evento isquêmico com leito desfavorável para RM esse paciente foi levado para discussão em Heart Team, com a proposta inicial de cirurgia de revascularização miocárdica (RM) e uma troca de valva mitral (TVM).
    Decisão Heart Team: diante do IM grave primário, optado por seguir com cirurgia de TVM e RM.

 

  • Homem de 90 anos, ex tabagista, HAS, etilista e com passado de 2 infartos agudos do miocárdio (IAM) em 2012 e 2014 segundo o paciente. No dia 15/05, às 23h, iniciou quadro de parestesia em membros superiores (MMSS), evoluindo com dor torácica em peso, de intensidade 4/10, associada a palpitação. Foi atendido pelo SAMU e transferido para UPA, onde foi dosada troponina reagente no dia 16/05 e realizado eletrocardiograma (ECG) que evidenciou inversão de onda T em parede anterolateral, com infradesnível do segmento ST em V3 – V5 (TIMI risk 5 (alto risco)). Com isso, foi internado em um hospital, evoluindo sem recorrência dos sintomas, no qual fez CATE em constatou lesão grave em terço médio da DA com presença de importante lesão aneurismática proximal à lesão, gerando desproporção significativa de calibre em uma possível intervenção percutânea. Caso foi levado ao Heart Team, com a proposta inicial de angioplastia coronariana (ATC).
    Decisão Heart Team: optado por manter em tratamento clinico e rediscutir em caso de refrateriedade de sintomas, visto que se trata de um paciente desfavorável para intervenção percutânea e elevado risco para abordagem cirúrgica.

 

  • Mulher de 77 anos, HAS, diabética, insulinodependente, deu entrada no dia 08/06 em hospital do seu município com quadro álgico em hemitórax esquerdo de leve intensidade e irradiação para escapula esquerda, há 3 dias com piora nas últimas 24 horas. Realizou ECG na unidade que evidenciou isquemia subendocárdica anterior, com suspeita diagnóstica de IAM. Encaminhada para o HAN com quadro de DAC estável para realização de CATE, o qual constatou padrão triarterial (CD, DA, CX) com lesão subocluída na DA ostial e proximal. Caso levado ao Heart Team, com proposta inicial de ATC da DA.
    Decisão do Heart Team: pela característica da lesão na DA proximal, optado por seguir com cirurgia de RM. Contudo, antes se deve avaliar comorbidades e fragilidades no ambulatório de checklist cirúrgico.

 

  • Homem de 58 anos, HAS, diabético, etilista, tabagista, cursou, no dia 9/6 enquanto subia uma ladeira, com dor torácica, EVA (Escala Visual Analógica) 9/10, associada à dispneia (caracterizado como cansaço), formigamento nas mãos, epigastralgia, sialorreia, náuseas e sensação de “bolo” na garganta. Paciente buscou atendimento na UPA referindo o quadro anterior, além de informar também que apresentou quadro similar outras duas vezes anteriormente, os quais melhoraram após repouso. Nessa unidade realizou dois eletrocardiogramas que evidenciaram alteração ventricular em parede inferior e lateral; presença de onda Q patológica e alteração difusa de repolarização ventricular. Devido ao quadro apresentado foi regulado para um hospital, onde realizou ECOTT que constatou FE 56% (S), acinesia dos segmentos basais das paredes inferior e ínfero-septal, remodelamento concêntrico do ventrículo esquerdo (VE), disfunção diastólica do VE e alteração do relaxamento (grau I, leve). Com isso, foi encaminhado para o HAN para realização de um CATE que mostrou CD ocluída e DA com lesão grave proximal segmentar e lesão no terço médio. Caso levado ao Heart Team, com a proposta inicial de revascularização miocárdica.
    Decisão do Heart Team: optado por seguir com cirurgia de RM (utilizar a artéria mamária interna esquerda (MIE) para a DA, avaliar enxerto para CD no intra-operatório).

 

  • Mulher de 51 anos, HAS, tabagista, com hipotireoidismo, cursou com quadro de angina típica, procurando serviço hospitalar em 07/05, no qual foi evidenciado angina instável. Após uma semana mantendo o quadro de angina, foi realizado CATE em 12-05 que constatou padrão triarterial com CD ocluída e DA ocluídas no terço médio e CX com lesão de 75% em terço médio. Devido ao resultado do CATE, e a paciente ter apresentado episódios recorrentes de angina, necessitando de uso de vasodilatador, foi encaminhada para unidade fechada (UCV) para vigilância e iniciado o uso de Tridil. Em 15/06 realizou novo CATE que mostrou CD com lesão de 99% na origem e ocluída em proximal, DA com lesão de 99% em proximal e ocluída em distal e CX com lesão de 90% em proximal. O ECO demonstrou apenas acinesia medial inferosseptal e basal inferior. Diante do quadro de IAM recente com alteração dinâmica de ECG com supra de aVR, mantendo angina refratária apesar de otimização de anti-anginosos orais, porém sem condição de desmame do Tridil por angina em repouso, decidiu-se levar o caso para discussão no Heart Team, com a proposta inicial de tratamento cirúrgico.
    Decisão Heart Team: apesar da anatomia coronariana desfavorável, a paciente segue com angina refratária. Logo, optado por seguir com cirurgia de RM.

RELATÓRIO DE GESTÃO DO HOSPITAL ANA NERY: 2015 – 2022

O presente Relatório de Gestão, alusivo ao período de 2015 a 2022, objetiva apresentar um breve resumo dos últimos 8 anos de trabalho da gestão do Hospital Ana Nery (HAN). Para alcançar tal intuito, este documento descreve o desempenho operacional do Hospital, quantifica dados advindos das diferentes áreas que compõem a sua estrutura e expõe, com clareza e transparência, as atividades realizadas durante o mencionado período. [veja link abaixo]

RELATÓRIO DE GESTÃO DO HAN: 2015-2022

Heart Team debate casos complexos de pacientes do Ana Nery

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 21 de junho, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração) do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça (21), foram discutidos os casos de três mulheres (51, 58 e 77 anos) e dois homens (com 58 e 90 anos).

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira a decisão do caso apresentado na reunião anterior:

  • Homem de 48 anos, previamente hipertenso (HAS), com história de 3 infartos prévios – sic – (2016, 2018 e 2020) sem histórico de CATE ou revascularização. Internado há um mês em outro hospital devido a evento agudo, no qual cursou com dor torácica com caráter em aperto de intensidade 8/10, iniciando em ombro esquerdo com irradiação para todo o tórax, associada a dispneia, tontura, náuseas, vômitos e um episódio de síncope. Constatou-se edema agudo de pulmão com alteração de marcadores sanguíneos (Troponina I de 0,46) e ao eletrocardiograma (ECG) infarto agudo do miocárdio (IAM) com supra em parede anterior Killip 3 (TIMI Score 5/ Grace 172). Está internado há um mês em outro hospital, onde realizou Cineangiocoronariografia (CATE) que evidenciou doença arterial coronariana (DAC) com padrão triarterial – lesões graves e sequenciais na artéria descendente (DA), circunflexa (CX) ocluída e lesões graves em coronária direita (CD). Além disso, o ecocardiograma transtorácico (ECOTT) constatou aumento grave de câmaras esquerdas, com função sistólica do ventrículo esquerdo (VE) reduzida de grau grave, com hipocinesia difusa, além de disfunção diastólica do VE de grau II com fração de ejeção (FE) de 23%.
    Decisão Heart Team: tratando-se de um paciente jovem e com risco cirúrgico elevado, optado por tratamento medicamentoso otimizado. Além disso, inseri-lo em acompanhamento no ambulatório do HAN e reavaliar, em 6 meses, a possibilidade de intervenção percutânea.
  • Mulher de 68 anos, HAS prévia, passado de IAM em 2017. Informa que há aproximadamente 1 ano vem apresentando angina aos médios esforços, evoluindo com piora progressiva nos últimos 6 meses quando os sintomas começaram a surgir com mínimos esforços, além de gerar limitações importantes das atividades cotidianas. Foi internada no HAN para realização de CATE, o qual evidenciou padrão de DAC triarterial com lesões em tronco de coronária esquerda (TCE) com lesão excêntrica de 75% envolvendo o óstio e terço proximal, lesão importante em DA e graves em CX. Já o ECO constatou insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP) – FEVE de 58,95% (S) – com hipocinesia septal e inferior, classificação NYHA (New York Heart Association) III e perfil hemodinâmico B. Diante disso, paciente estava em otimização da terapia medicamentosa, cursando com angina estável CCS (Canadian Cardiovascular Society) III, e em avaliação de cirurgia de revascularização do miocárdio (CRVM).
    Decisão Heart Team: perante o resultado do CATE que mostrou múltiplas lesões com anatomia desfavorável para intervenção cirúrgica ou percutânea, optou-se por seguir com a otimização da terapia antianginosa e inserir a paciente no programa de reabilitação na tentativa de controlar os sintomas. Caso reincida os sintomas, discutir terapia percutânea de exceção.
  • Homem de 56 anos, HAS, com passado de febre reumática (FR) (em 1994) e acidente vascular cerebral (AVC) em 1994 e 2013, sem sequelas. Já realizou 3 trocas valvares com próteses biológicas (1996/2010/2013), vem cursando há 4 meses com quadro de anasarca que se iniciou como edemas nos pés e atualmente acomete membros inferiores (MMII), abdome e genitália. Refere dispneia em decúbito, oligúria e que já apresentou ascite durante as disfunções valvares. Realizou em 20/05 ECOTT que evidenciou insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER) de 66%, função sistólica global do ventrículo direito reduzida (variação fracional da área – FAC – 33%), prótese biológica em posição mitral com insuficiência periprotética moderada, prótese biológica em posição valvar aórtica com insuficiência transprotética moderada e insuficiência tricúspide (IT) moderada com pressão sistólica em artéria pulmonar (PSAP) estimada de 84 mmHg. Ademias, os exames laboratoriais constataram deficiência de ferro (124) e vitamina B12, além de hemoglobina (Hb) limítrofe – 9,6, culminando no diagnóstico de anemia megaloblástica.
    Decisão do Heart Team: diante do caso, optado por otimização da terapia clínica, realização de novo ECO após melhor compensação volêmica e investigação de tromboembolismo pulmonar (TEP) crônico como etiologia da hipertensão pulmonar.
  • Homem de 81 anos, HAS, transtorno de ansiedade generalizado (TAG) prévio, ex tabagista, ex etilista, hemiparesia à esquerda como sequela de AVC em 2021, necessitando de apoio para caminhar. Cursou com dor torácica de forte intensidade 10/10 em constricção, associada a vômitos, sudorese, hipotensão e visão turva às 03 da manhã do dia 19/05. Devido a isso, procurou unidade de pronto atendimento (UPA) apresentando troponina positiva (qualitativa), CKMB e CPK com curvas e ECG com bradicardia sinusal e alteração de repolarização ventricular (posteriormente, zona inativa em parede lateral), necessitando de oxigenoterapia. Realizou CATE que evidenciou DAC triarterial com lesões graves em terço médio da CD, diagonal e em 90% da TCE, com disfunção de 48%, sem IC. Realizou também ECOTT que constatou fração de ejeção de 48%, aumento leve do átrio esquerdo (AE), disfunção diastólica de VE grau II, VE com hipocinesia em vários segmentos, aneurisma do septo interatrial, valva mitral com refluxo leve a moderado, hipertensão pulmonar (PSAP: 46 mmHg) e foi regulado com proposta de realizar uma revascularização miocárdica (RM), advindo de um evento de IAM com supra de ST (GRACE escore 187).
    Decisão do Heart Team: paciente com múltiplas comorbidades e risco cirúrgico elevado, optado por seguir com tratamento percutâneo da lesão da TCE.
  • Homem de 59 anos, diabético, HAS, morador de abrigo, admitido em UPA (11/06/2022) com queixa de desconforto torácico e respiratório, além de mal-estar inespecífico iniciado há 10, com piora no dia anterior. Encaminhado para o HAN para realização de CATE após o ECG diagnosticar arritmia sinusal com zona inativa em parede antero-septal, compatível com IAMSST recente nessa parede. O CATE constatou coronárias – CD, CX e DA – com padrão de lesão triarterial importante, retornando para a unidade de pronto atendimento com indicação de angioplastia.
    Decisão Heart Team: devido à falta de informações mais detalhadas sobre o paciente, optado por solicitar prescrição médica sobre o caso, conversar com médico assistente, e se permanecerem dúvidas sobre a situação clínica do paciente, o regular para avaliação mais aprofundada no HAN.

Reunião semanal do Heart Team do Ana Nery debate casos complexos

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 14 de junho, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração) do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça (14), foram discutidos os casos de quatro homens (48, 56, 59 e 81 anos) e uma mulher (com 68 anos).

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira a decisão do caso apresentado na reunião anterior:

– Mulher de 46 anos, portadora de hipertensão arterial (HAS), dislipidêmica, infarto agudo do miocárdio sem supra desnivelamento do segmento ST (IAMSST). Internada em 01/06/2022 em outro hospital, no qual foi admitida com quadro de dor torácica retroesternal com característica em aperto, de forte intensidade, com irradiação para dorso, associado à dispneia, palpitações, náuseas, sudorese, picos pressóricos elevados e com evolução para síncope no dia 07/04/22. Refere dor em repouso e aos mínimos esforços, sem fatores de melhora ou piora. Cursou com melena durante a internação, eletrocardiograma (ECG) com taquicardia sinusal e alterações na onda T; Cineangiocoronariografia (CATE) evidenciou lesões graves no Tronco de Coronária Esquerda (TCE) e na diagonal, além de leitos distais finos; ecocardiograma transtorácico (ECOTT) revelou hipocontratilidade da parede inferior e do segmento médio da parede anterior, fração de ejeção (FEVE) = 62% (Simpson) e disfunção diastólica de grau I.
Decisão do Heart Team: optado por realizar a regulação da paciente para o HAN para melhor avaliação do quadro clinico do paciente e assim, decidir qual será a abordagem da lesão: angioplastia coronária (ATC) de TCE > DA (descendente anterior) ou a cirurgia de RM (desfavorável devido o leito distal da DA frágil).

  • Mulher de 61 anos, HAS, refere quadro de pressão torácica há 2 anos, evoluindo para dor torácica do tipo aperto há 6 meses, graduada 5/10, sem fatores desencadeantes ou de piora, tendo como fator de melhora a utilização de mais 01 comprimido do medicamento Aradois (losartana potássica + hidroclorotiazida). Evoluiu com dispneia e sudorese aos médios esforços. Devido a esses sintomas buscou atendimento médico com cardiologista, o qual solicitou teste ergométrico e ECG. No teste teve a capacidade funcional avaliada em 6 (Escala de Borg), positivo para isquemia, além de desenvolver muita dispneia sendo necessário encaminha-la para o serviço de emergência. Nesse, realizou não só o CATE que evidenciou doença arterial coronariana (DAC) triarterial em DA, coronária direita (CD) e circunflexa (CX), mas também ECO que constatou disfunção diastólica do VE tipo I (alteração do relaxamento) e ponto de calcificação do folheto posterior da válvula mitral, diâmetro diastólico do ventrículo esquerdo (DdVE) 50,7; diâmetro sistólico (DsVE) 27 e FEVE 72,9% (Simpson). Logo, foi regulada para o HAN com a proposta inicial de realizar cirurgia de RM.
    Decisão do Heart Team: já que o paciente possui HAS controlada, não tem diabetes e a impressão é de um leito distal passível de RM, optado então por seguir com essa abordagem.
  • Mulher de 69 anos, HAS, passado de epilepsia – última crise em 2002, com história de perda ponderal progressiva (30kg em 6 meses), febres esporádicas sem outros sintomas infecciosos e dispneia progressiva iniciada em novembro de 2021. Procurou atendimento com médico cardiologista, o qual solicitou exames complementares. O ECOTT evidenciou espessamento e calcificação de grau importante em válvula aórtica com turbilhonamento de fluxo em via de saída do VE e FEVE 78%; o CATE resultou em ausência de estenose coronariana significativa; e o ECOTE constatou imagem sugestiva de endocardite e abcesso valvar com perfuração de válvula aórtica e insuficiência aórtica (IAo) de grau importante. Orientada a procurar serviço de emergência para iniciar antibioticoterapia e avaliação da cirurgia cardíaca. Então foi regulada para o HAN com o objetivo de realizar cirurgia de troca valvar aórtica (TVAo). Ao ser admitida no hospital, apresentou episódios de hipotensão, taquidispneia e dessaturação, foi internada na unidade cardiovascular 3, em uso de O2 baixo fluxo 1L/min via máscara não reinalante (MNR) com saturação de oxigênio (SatO2) de 98%, derrame pleural bilateral, pressão arterial (PA) 140x69mmHg, com dieta oral mais enteral e em antibioticoterapia.
    Decisão do Heart Team: apesar da paciente estar emagrecida e com endocardite infecciosa (EI) complicada no contexto, optado por seguir com cirurgia de TVAo.
  • Homem de 32 anos, portador de cardiopatia reumática, queixando-se de dor torácica e dispneia aos médios esforços, RNI 1,31, com importante insuficiência mitral (leak paravalvar de 5,7 mm com repercussão ecocardiográfica – dilatação cavitaria e disfunção sistólica do VE, diâmetro diastólico final do ventrículo esquerdo (DDVE) 87; diâmetro sistólico do ventrículo esquerdo (DSVE) 69; SI 9,0; P (espessura da parede ínfero lateral) (PP) 9,0; diâmetro da aorta (DAo) 28; diâmetro da átrio esquerdo (DAe) 59; FEVE 42% (s). Passado de dupla troca valvar por próteses biológicas e posterior dupla troca valvar por próteses metálicas. Paciente discutido anteriormente no Heart Team que optou por realizar ECO para avaliar a factibilidade do procedimento. Realizou ECOTE e AngioTC em 02/06/2022 que evidenciaram dilatação grave de câmaras esquerdas com FEVE de 40% (Simpson), prótese valvar mecânica em posição mitral, com boa mobilidade, com imagem sugestiva de leak periprotetico de formato ovóide/alongado, ocupando cerca de 40% da circunferência da prótese, constatando deiscência do anel da prótese, com afastamento de 0,5cm do anel valvar, ocasionando refluxo periprotético grave.
    Decisão do Heart Team: após o resultado dos exames, optou-se por seguir com a realização do fechamento percutâneo do leak mitral.
  • Homem de 81 anos, HAS, diabético insulinizado, com histórico de acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi) (sem sequelas), DAC triarterial estável, assintomático e funcional do ponto de vista cardiovascular, dislipidêmico (DLP), com doença renal crônica em estágio 5 (DRC-V), acompanhado em ambulatório de DRC do HAN em início de terapia renal substitutiva (TRS) por dialise peritoneal (DP). Internado no HAN em abril para realização de hernioplastia umbilical e implante de cateter de Tenckhoff (TK) (DP first), porém apresentou dor em abdome superior e pelve associados a edema escrotal durante a infusão para a lavagem da cavidade abdominal, sendo então internado para avaliação e reposicionamento de TK. Durante exames complementares se identificou aneurisma fusiforme nas artérias ilíacas comuns de 70 mm; ao CATE se notou lesões graves em DA e CX, além de oclusão crônica da CD; o ECOTT constatou fração de ejeção (Simpson): 49 %, disfunção diastólica grau I, esclerocalcificação da valva aórtica, insuficiência aórtica discreta, insuficiência mitral discreta e aumento moderado do átrio esquerdo.
    Decisão do Heart Team: na avaliação do risco perioperatório, e considerando o resultado do ECOTT com alterações segmentares e do CATE, optou-se por manter a coronária em tratamento clínico otimizado e seguir com abordagem endovascular do aneurisma.
  • Homem de 44 anos, apresenta insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER) secundário à taquicardiomiopatia com melhora da FSVE após 6 meses com controle de frequência cardíaca (FC) (FE 37% >51%). O ECO evidenciou valvulopatia mitral com estenose mitral severa, além de insuficiência mitral leve com escore de Wilkins 8. Após tratamento acompanhado pelo cardiologista a classe funcional diminuiu de CF IV > CF I. Foi encaminhado para o HAN com o objetivo de realizar uma valvuloplastia mitral por balão.
    Decisão do Heart Team: encaminhar paciente para realização de um novo ECO, calculando o escore de Wilkins, e avaliar quadro clínico e resultado de ECO através do ambulatório de check-list cirúrgico.

Heart Team do Ana Nery debate casos complexos em reunião semanal

 

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 7 de junho, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração) do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça (7), foram discutidos os casos de três homens (32, 43 e 81 anos) e três mulheres (com 46, 61 e 69 anos).

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira a decisão do caso apresentado na reunião anterior:

  • Homem de 67 anos, portador de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) = 26%, relação normatizada internacional (RNI) 1,2, perfil hemodinâmico B (PHB), com classificação NYHA II (New York Heart Association) e cardiopatia dilatada. Aspecto caquético, IMC 22,7, vem cursando com dor torácica em pontada associada a dispneia, independente do esforço físico, sem melhora ao repouso e evoluindo com piora progressiva desde março/2022. Realizou ecocardiograma (ECO) em 2021 evidenciando aneurisma de seio aórtico e de aorta descendente proximal, sendo assim regulado para o HAN. Foi realizado novo ecocardiograma transtorácico (ECOTT) em 26/05/2022 que evidenciou fração de ejeção (FE) 28% (Simpson), DDVE 84mm, DSVE 74 mm, dilatação aneurismática da raiz da aorta e aorta ascendente, com imagem sugestiva de lâmina de dissecção com origem na raiz da aorta até o arco aórtico. Ademais, paciente com insuficiência mitral (IM) e aórtica grave e volume do ventrículo esquerdo (VE) aumentado.
    Decisão do Heart Team: paciente sem condições de realizar dupla troca valvar, sendo assim optado por optimização do tratamento clínico e encaminhamento para o programa de IC (insuficiência cardíaca) avançada, com imprescindível avaliação nutricional.
  • Mulher de 55 anos, com antecedente de epilepsia, admitida em 16/05/2022 em PO (21/03/2022) de troca valvar mitral (TVMi) (mecânica) com sutura de apêndice atrial esquerdo (Rafia de AAE) e plastia de tricúspide. Estava assintomática, hemodinamicamente estável, sem históricos de sangramento, com RNI abaixo do nível desejado (ultimo RNI: 1,04). O primeiro ECOTT (16/05/2022) apresentava aumento do gradiente da válvula (34 máximo e médio de 14), FEVE: 46%(S), disfunção de prótese mecânica em posição mitral, disfunção sistólica do ventrículo direito, aumento discreto do átrio esquerdo, sinais de plastia tricúspide efetiva. Durante 14 dias de internamento realizou terapêutica anticoagulante (Clexane) efetiva, e foi submetida a ecocardiograma transesofágico (ECOTE) em 26/05/2022, o qual apresentou gradientes máximo de 16mmHg e médio de 8mmHg, e disfunção de prótese mitral mecânica por imobilidade de um dos discos, por provável trombose de prótese – trombo de 4mm. Avaliado pelo clínico líder, que afirma não existir contraindicações perante o checklist de trombólise.
    Decisão Heart Team: optado em consenso, por encaminhar paciente para unidade fechada para realização de trombólise.
  • Homem de 57 anos, hipertenso, com histórico de endocardite tratada há cerca de 10 anos (segundo informação do cliente), evoluindo com sintomas de IC valvar com leak perivalvar mitral importante, CF NYHA II, FE(s): 42%>62%, IM grave com degeneração mixomatosa e ruptura de cordoalha em cúspide posterior. Submetido a troca de válvula mitral (TVM) para prótese mecânica, evoluindo com mediastinite e endocardite de prótese valvar mitral derivada de infecção de sítio cirúrgico. Realizou nova cirurgia para troca do dispositivo, saiu de circulação extracorpórea (CEC) em bloqueio atrioventricular (BAVT), evoluiu com aumento de pressão sistólica em artéria pulmonar (PSAP) de 34 mmHg > 65mmHg e disfunção do ventrículo direito (VD), segundo ecocardiograma transtorácico (ECOTT) de 07/02/2022. Encaminhado para intervenção cirúrgica para troca de valva mitral, mas a proposta discutida é o fechamento percutâneo de leak mitral, o qual depende de uma avaliação mais detalhada e aprofundada, visto que se trata de um paciente com risco cirúrgico elevado por se tratar de 3ª proposta cirúrgica e passado de mediastinite.
    Decisão do Heart Team: realizar ECOTE para avaliar factibilidade do procedimento e discutir a possibilidade de fechamento percutâneo de leak.
  • Homem de 32 anos, portador de cardiopatia reumática, queixando-se de dor torácica e dispneia aos médios esforços, RNI 1,31, com importante insuficiência mitral, leak paravalvar de 5,7 mm com repercussão ecocardiográfica – dilatação cavitaria e disfunção sistólica do VE, diâmetro diastólico final do ventrículo esquerdo (DDVE) 87; diâmetro sistólico do ventrículo esquerdo (DSVE) 69; SI 9,0; PP (espessura da parede ínfero lateral) 9,0; diâmetro da aorta (DAo) 28; diâmetro da átrio esquerdo (DAe) 59; FEVE 42% (s). Passado de dupla troca valvar por próteses biológicas e posterior dupla troca valvar por próteses metálicas.
    Decisão do Heart Team: realizar ECOTE para avaliar factibilidade do procedimento e discutir a possibilidade de fechamento percutâneo de leak.

Heart Team do Ana Nery debate casos complexos de pacientes

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 31 de maio, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração) do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça (31), foram discutidos os casos de três homens (32, 55 e 68 anos) e uma mulher (com 57 anos).

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira a decisão do caso apresentado na reunião anterior:

  • Homem de 57 anos, cujo caso foi enviado novamente à tela de regulação da CER, sendo rediscutido. Paciente com quadro de IAM em 18/04; realizou CATE com lesão grave de DA médio-distal e lesão de DP e VP em leito distal segmentar e fino calibre.
    Decisão do Heart Team: Diante da refratariedade dos sintomas, optado por regular para o HAN para angioplastia de DA.
  • Mulher de 57 anos, hipertensa, ex-tabagista, doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). História familiar: pai 60 anos e irmão 50 anos falecido por IAM). Internada em outro serviço com diagnostico de IAM com supra de parede anterior e edema agudo de pulmão (EAP), segundo prontuário sem janela terapêutica para trombólise ou transferência. Realizou cate que evidenciou DA ocluída, lesões importantes em coronária direita (CD) e marginal (Mg).
    Decisão do Heart Team: Posterior exposição de caso e discussão, decidido por tratamento percutâneo.
  • Homem de 50 anos, hipertenso, diabético com quadro de doença arterial coronariana (DAC) estável e passado de acidente vascular cerebral (AVCs), sendo o último em marco/2022 (relato de não apresentar sequelas). Cateterismo cardíaco (CATE) com coronária direita (CD) e circunflexa (Cx) ocluídas. Descendente anterior (DA) com lesão ambígua moderada e grande diagonal (Dg) subocluido (grande Dg com grande território de irrigação).
    Decisão do Heart Team: Optado por seguir com cirurgia de revascularização miocárdica (RM) com proposta de (MIE)>Dg.
  • Mulher de 58 anos, IAMSSST, Kilip I em outubro/2021, evoluindo e mantendo quadro de angina CCS IV. Realizou CATE com padrão triarterial com oclusões de CD e CX e DA com lesão grave de 80-90% e leitos distais finos com lesões difusas.
    Decisão do Heart Team: Discutido filme do CATE e impressão de que não houve injeção adequada na Cx (ostios separados), sendo optado por realização de novo CATE para melhor definição de conduta.
  • Mulher de 62 anos, hipertensa, diabética com quadro de IAM SST recente (ECG com ZEI anterosseptal), Eco com FE 24% e CATE com padrão triarterial grave – CATE com anatomia cirúrgica.
    Decisão do Heart Team: Apesar de elevado risco cirúrgico diante da disfunção grave de VE, optado por seguir com cirurgia de RM.
  • Mulher de 62 anos, diabética, artrite reumatoide com passado de IAM em 2021, submetida a ATC, na ocasião realizada Eco com FEVE 22%, disfunção grave de ventrículo esquerdo (VE) com imagem de massa em território de átrio esquerdo (AE) projetando para VE (questionado trombo versus mixoma), mantendo uso de anticoagulação plena – realizada nova RNM com impressão de componente de mixoma e trombo de AE. Apresentou hemorragia digestiva alta (HDA) com necessidade de hemotransfusão, realizada EDA com imagem sugestiva de neoplasia maligna gástrica. Priorizar terapia oncológica neste momento, sem indicação de intervenção cardíaca.
    Decisão do Heart Team: Optado por suspensão de anticoagulação e antiplaquetário por já ter apresentado sangramento na tentativa destas terapias.


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