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Segurança do paciente: Ana Nery investe em tecnologia de ponta para otimizar controle de medicamentos

O Ana Nery adquiriu recentemente, com o apoio da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB), uma máquina unitarizadora de medicamentos, equipamento que fortalece na unidade a cultura de segurança do paciente. [Veja vídeo abaixo]

A máquina tem a função de unitarizar, embalar e identificar os medicamentos, para serem administrados ao paciente de maneira personalizada e segura, possibilitando a orientação em relação a riscos, além de alertas sobre os medicamentos para a equipe assistencial, evitando desta forma eventos adversos.

De acordo com estudos realizados na Alemanha e Estados Unidos, a utilização da máquina permite uma redução de até 57% de eventos adversos e gera menor risco de perda de medicamentos.

Antes da chegada do equipamento, o processo de controle dos medicamentos era feito de forma totalmente manual, pelos colaboradores do Setor de Farmacotécnica. Esse processo demandava muito tempo, pelo volume de produção do hospital, e era menos eficaz, pois a identificação contida nas doses era impressa em etiqueta autocolante, com risco de ser rasurada, sem possibilidade de personalizar riscos e alertas sobre os medicamentos.

“A partir de agora, a agilidade no processo de unitarização é maior, além de ser ideal para a rastreabilidade e a segurança na administração do medicamento”, explicou o Farmacêutico Jefferson Gama, Coordenador do Serviço de Farmácia do Ana Nery.

Reunião semanal do Heart Team do Ana Nery discute casos complexos de pacientes

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 10 de maio, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração) do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça (10), foram discutidos os casos de cinco mulheres (duas com 75 anos e as outras com 26, 55 e 64) e dois homens (com 57 e 73 anos).

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira a decisão do caso apresentado na reunião anterior:

  • Mulher de 42 anos, hipertensa, insuficiência cardíaca com fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) 62% e função biventricular preservada, dupla lesão mitral reumática (estenose mitral grave insuficiência mitral moderada – PSAP 120mmHg), FAARV (17/02/22) com CVQ em 17/02/2022, HP grave – RVP: 10 Woods. Clinicamente sem disfunção de câmara direitas. CATE de câmara direitas com RVP 10Woods, PmAP 61mmHg, CP 18mmHg, e gradientes transpulmonar 43mmHg.
    Decisão do Heart Team: Apesar de elevado risco associado a PSAP suprassistêmica, mais disfunção de ventrículo direito (VD) clinica ou ecocardiográfica, optado por seguir com troca valvar mitral (TVM) e plastia valvar tricúspide (VT).

 

  • Homem de 78 anos, hipertenso, dislipidêmico, tabagista, com Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Há alguns anos apresenta angina estável. Veio regulado para HAN para realização de CATE eletivo, apresentando em sala quadro de angina instável. Realizou CATE em 27/04/2022: tronco coronário esquerda (TCE) com calcificação e lesão de 90% na sua porção distal, descendente anterior (DA) apresenta calcificação e lesão difusa na sua porção proximal com ponto maior de obstrução de 90%, e coronária direita (CD) dominante e apresenta calcificação e oclusão total na sua porção proximal. Inicialmente discutido em enfermaria, por intervenção cirúrgica, porém paciente recusou-se a realização do procedimento. Dr. Felipe mantém opinião de proposta cirúrgica para tratamento.
    Decisão do Heart Team: Optado por persistir na indicação cirúrgica inicialmente (conversa direta com equipe clínica e cirúrgica com o paciente e familiares), caso mantenha recusa, seguir com angioplastia (ATC) de TCE-DA.

 

  • Homem de 83 anos, tabagista importante, diabético tipo 2, hiperplasia prostática, passado de IAM em 2010. Atual diagnóstico de IAM SST no contexto de choque séptico, sendo postergada realização de CATE nesse contexto. Realizado CATE com evidência de lesão grave de DA proximal e oclusão no 1/3M, CD ocluída e lesão moderada em circunflexa (Cx) e marginal (Mg). Clínico líder afiram que o paciente é frágil e tem internamento prolongado recente.
    Decisão do Heart Team: Após discussão chegou ao consenso de que caso é de muito alto risco para procedimento cirúrgico e a anatomia desfavorável para intervenção percutânea, sendo optado por seguir com tratamento clinico e otimização terapêutica.

 

  • Mulher de 76 anos, tabagista, amputação de membro inferior direito por neoplasia (relato familiar à equipe assistencial atual) sem demais comorbidades. Relatório de pedido de regulação descreve história da paciente: em 18/03/2022 com diagnóstico de edema agudo de pulmão (EAP) e bloqueio átrio ventricular (BAVT). Tomografia computadorizada de tórax (TC) apresentando ectasia da aorta ascendente, aneurisma fusiforme do joelho posterior do arco aórtico, com diâmetro 5.9cm e discreto abaulamento em seu contorno posterior, de aspecto inespecífico neste estudo sem contraste, podendo representar sinal de rotura ou iminência de rotura. Ainda, CATE em 14/04/2022 circulação coronária de dominância esquerda, CD tipo I sem lesões obstrutivas, tronco coronária esquerda bifurcado sem lesões. DA tipo III sem lesões. Cx tipo IV. Mg, VP e descendente posterior sem lesões.
    Decisão do Heart Team: Diante de discussão, optado por regular paciente para melhor avaliação de tratamento.

 

  • Homem de 64 anos. Veio ambulatorialmente para avaliação de risco, para realização de endarterectomia de carótida devido a AVC há 1 ano (sequela afasia de boca) com obstrução unilateral de carótida interna, porém eco evidenciando estenose aórtica (EAo) grave (AV 0.8cm² e gradiente médio 43mmHg).
    Decisão do Heart Team: Uma vez que sofreu evento neurológico há 1 ano, optado por seguir com troca valvar aórtica (TVAo) e seguir com acompanhamento conservador da lesão da carótida.

 

  • Homem de 57 anos, hipertenso, apresentou quadro de IAM em 18/04/2022; realizou CATE com lesão grave de DA médio-distal e lesão de DP e VP em leito distal segmentar e fino calibre.
    Decisão do Heart Team: Diante da anatomia desfavorável para intervenção clinico ou percutânea, optado por seguir com tratamento clinico otimizado.

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Heart Team do Ana Nery discute casos complexos de pacientes; confira

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 3 de maio, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração) do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça (3), foram discutidos os casos de quatro homens (com 57, 64, 78 e 83 anos) e duas mulheres (com 42 e 76 anos).

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira a decisão do caso apresentado na reunião anterior:

  • Mulher de 48 anos. com quadro de dissecção de aorta Stanford A (sem temporalidade definida); apresenta ainda quadro de hipertensão arterial resistente (diagnostico aos 28 anos) – identificada à angio-tomografia sinais sugestivos de estenose de artéria renal esquerda, com níveis pressóricos controlados após otimização terapêutica. Cateterismo (CATE) com lesão grave de descendente anterior (DA), circunflexo (Cx) e coronária direita (CD) ocluída.
    Decisão do Heart Team: Optado por cirurgia de aorta e revascularização miocárdica (RM). Caso mantenha níveis pressóricos elevados no pós-operatório, seguir com angioplastia de artérias renais.
  • Mulher de 77 anos, hipertensa, dislipidêmica, síndrome demencial à esclarecer (Alzheimer em investigação), hiponatremia, gastroenterite aguda em 15/04 (resolvida). Com diagnóstico de IAM SST em 03/2022, apresentando angina instável com dor em repouso em 19/04/2022 durante internamento. CATE triarterial com leitos distais finos além de aterosclerose com lesão em ilíacas, sendo alto risco cirúrgico e anatomia desfavorável.
    Decisão do Heart Team: Optado por seguir com angioplastia (ATC) diante da refratariedade dos sintomas.
  • Homem de 72 anos, hipertenso, diabético, AVC há 6 anos, passado de prostatectomia por CA de próstata, DAC prévia com primeira angioplastia há 18 anos, segunda há 11 anos, terceira e quarta em dezembro de 2021 no HAN. Laudo de relatório de regulação traz história: no dia 18/03/2022 evoluiu com queixa de dor anginosa buscando serviço de emergência sendo liberado <24h. Persistência e intensificação dos sintomas nas últimas semanas, em 29/03/2022 foi internado em emergência com troponina negativa e CK-MB positiva. Regulado para hospital onde fez um episódio de febre (urocultura negativa) secundário à flebite. Eletrocardiograma sem achados agudos (ZEI inferior).
    Decisão do Heart Team: Consensualmente após discussão, decidido por aceitar pedido de angioplastia para tratamento de lesão em descendente anterior (DA).
  • Mulher de 61 anos, hipertensa, dislipidêmica e diabética. Em 07/04/2022 evoluiu com dor torácica, com irradiação para região epigástrica, associada a dispneia, náuseas, sudorese e um episódio de vômito. Evidenciado troponina positiva e eletrocardiograma com isquemia subendocárdica, diagnosticada com quadro de IAMSST. Realizou CATE com DA e coronária direita (CD) ocluídas e circunflexa (Cx) com lesão moderada, porém impressão da equipe cirúrgica de leito da descendente anterior (DA) com enchimento fino da colateral.
    Decisão do Heart Team: Optado por regulação para avaliação clínica e seguir com cirurgia, caso apresente sintomas e risco cirúrgico baixo.

Ana Nery disponibiliza na web guia da Sociedade de Cirurgiões Torácicos que tira dúvidas de pacientes sobre o pós-operação cardíaca; confira

O Hospital Ana Nery disponibilizou em seu site e redes sociais um guia da Sociedade de Cirurgiões Torácicos (organização sem fins lucrativos que reúne mais de 7,6 mil cirurgiões, cientistas e profissionais da saúde em todo o mundo), que visa tirar dúvidas de pacientes sobre o que esperar após uma cirurgia cardíaca.

O documento busca responder a questões frequentes de pacientes e suas famílias, no entanto deixa claro que é necessário sempre seguir as instruções individuais do médico responsável pelo paciente, caso ele discorde de quaisquer informações apresentadas no guia.

O guia “O que Esperar Após a Cirurgia do Coração” está disponível no link abaixo:

https://drive.google.com/file/d/1hnf2ft2arOYEixs92_nIFGPh9oc1AXzf/view?usp=sharing

Ana Nery realiza novo tratamento transcateter de válvula mitral em paciente já operada do coração

Foi realizado na última sexta-feira (29), no Hospital Ana Nery, um novo tratamento transcateter de válvula mitral (Valve-in-Valve Mitral). Foi a primeira vez que um procedimento do tipo foi feito no HAN.

O tratamento foi realizado em uma paciente já operada do coração no passado e que apresentava degeneração grave da prótese mitral cirúrgica. A indicação desse procedimento foi estabelecida pelo colegiado reunido na sessão de Heart Team do Ana Nery, composta por cardiologistas clínicos, hemodinamicistas e cirurgiões cardíacos.

A paciente foi incluída em estudo inédito, randomizado, chamado SURVIV (procedimento VIV mitral Transcateter versus cirurgia de troca valvar mitral convencional), comandado pelo Dr. Dimytri Siqueira, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. Trata-se de estudo nacional, no qual já foram incluídos 67 pacientes da região sudeste. O Hospital Ana Nery é o primeiro centro das demais regiões do Brasil a participar do estudo, tendo o Dr. Cristiano Guedes como investigador principal (PI) local.

Dessa forma, o HAN participa da construção do conhecimento mundial na área de terapia valvar, permitindo que os pacientes tenham acesso às mais recentes tecnologias na área da intervenção valvar.

O procedimento realizado na sexta-feira foi executado pela equipe da Hemodinâmica do HAN, composto por Dr. Cristiano Guedes, Dr. Adriano Tamazato, Dra. Thaís Valente e Dr. Sérgio Câmara. A anestesia geral foi realizada por Dra. Beatriz Regis, enquanto a ecocardiografia transesofágica ficu a cargo do Dr. Marcus Santana.

O procedimento foi um sucesso e a paciente apresentou excelente evolução pós-operatório.

MAPA T1: Ana Nery adquire tecnologia mais eficiente e menos invasiva para exames de ressonância cardíaca

O Ana Nery adquiriu recentemente uma nova tecnologia para os exames de Ressonância Cardíaca, que promoverá um diagnóstico ainda mais preciso de diversas condições cardíacas importantes. Somente o HAN oferece essa tecnologia pelo SUS, no estado.

De acordo com Dra. Sirlene Borges, médica radiologista coordenadora do serviço de Bioimagem do Ana Nery, O MAPA T1 permite a melhor mensuração de áreas do coração que estejam inflamadas e com cicatriz pós infarto, além da avaliação de outras alterações específicas. Isso não era possível na rotina da Ressonância Magnética Cardíaca e nos demais métodos de imagem, como tomografia e ecocardiograma.

A nova tecnologia fornece uma visualização não invasiva do tecido cardíaco, com potencial para, no futuro, inclusive substituir a realização de biópsia. O MAPA T1 fornece informações que muitas vezes não são demonstradas nas imagens, após a administração do meio de contraste, dando maior segurança ao médico na hora do diagnóstico.

Pacientes com suspeita de infarto agudo do miocárdio, amiloidose, doença de Fabry, Talassemia irão se beneficiar da sua utilização. Além disso, o campo para pesquisa sobre essa nova ferramenta tem crescido e pode ajudar a entender melhor as patologias cardíacas no geral.

Procedimento de Oclusão Percutânea de Comunicação Interatrial do Tipo Ostium Secundum é realizado pela primeira vez no Ana Nery

Foi realizado pela primeira vez no Hospital Ana Nery, no último dia 18 de abril, um procedimento de Oclusão Percutânea de Comunicação Interatrial do Tipo Ostium Secundum (CIA OS). A intervenção foi feita pelo serviço de Hemodinâmica.

Esse procedimento tem a vantagem de ser minimamente invasivo, e é atualmente o método de escolha para esse tipo de cardiopatia congênita, com a possibilidade de alta hospitalar em 24 horas.

A intervenção cardíaca foi realizada pelos médicos hemodinamicistas Dra. Cauyna Moreira e Dr. Adriano Tamazato. O implante da prótese foi feito sob anestesia geral pelo Dr. Gustavo e guiado pela equipe de Ecocardiograma Transesofágico, formada por o Dr. Edmundo Câmara e Dr. Danilo.

A paciente tratada foi uma jovem de 20 anos, moradora do interior do estado. Após o procedimento, ela evoluiu de forma satisfatória, sendo encaminhada já acordada para a enfermaria, e recebendo alta hospitalar em 24 horas com exames de controle adequados.

A oclusão da Comunicação Interatrial do Tipo Ostium Secundum (CIA OS), feita através da intervenção hemodinâmica com prótese, é uma tecnologia que já é realidade no SUS para pacientes com até 21 anos, e deve ser indicada nos casos favoráveis para abordagem percutânea, a fim de oferecer o melhor cuidado ao paciente.

Reunião do Heart Team do Ana Nery discute casos complexos de pacientes

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 26 de abril, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração) do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça (26), foram discutidos os casos de três mulheres (com 48, 61 e 77 anos) e um homem (com 72 anos).

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira a decisão do caso apresentado na reunião anterior:

  • Homem de 66 anos, hipertenso, passado de infarto agudo do miocárdio sem supra de ST (IAMSSST) em 2016 com angioplastia (ATC) de descendente anterior (DA); taquicardia ventricular não sustentada (TVNS) em holter; insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER) 25% classe funcional (CF) NYHA III e perfil hemodinâmico (PH) A. Doença arterial coronária (DAC) triarterial. Varizes em MMII tratadas. Internado para implante de CDI no contexto de ICFER (FE 25% – reavaliada em ecocardiograma beira leito 33%), porém com queixa de angina, sendo optado por novo cateterismo (CATE) no internamento, com reestenose de stent em DA com lesão distal de 70%, lesão grave em diagonais (Dgls) e coronária direita (CD).
    Decisão do Heart Team: Optado por seguir com cirurgia de revascularização do miocárdio (RM). Posterior reavaliação do implante de CDI.
  • Mulher de 48 anos, hipertensão arterial resistente (diagnóstico há 28 anos), ex-tabagista, DAC estável, IC com fração de ejeção 50% e NYHA III. Em ressonância magnética miocárdica com diagnóstico de dissecção de aorta Stanford A crônica.  (sem temporalidade definida); – identificada à Angio-Tc sinais sugestivos de estenose de artéria renal esquerda, mantendo níveis pressóricos elevados apesar de otimização terapêutica.
    Decisão do Heart Team: Optado por cirurgia de aorta e RM (programar realização de CATE no pré-operatório). Caso mantenha níveis pressóricos elevados no pós-operatório, seguir com angioplastia de artérias renais.
  • Mulher de 55 anos. Previamente hipertensa e diabética. IAM SST recente. Realizou CATE com padrão triarterial, lesão 70% de DA (melhor vista na projeção caudal), Cx sub ocluída e CD ocluída.
    Decisão do Heart Team: Optado por seguir com cirurgia de RM.

Reunião semanal do Heart Team do Ana Nery discute casos complexos de pacientes

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 19 de abril, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração) do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça (19), foram discutidos os casos de duas mulheres (com 48 e 55 anos) e um homem (com 66 anos).

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira a decisão do caso apresentado na reunião anterior:

  • Homem de 41 anos, hipertenso, DRC dialítico por via trans hepático ICS fúngica, HMC: leveduras e gram negativo. Endocardite. TEP com anticoagulação protocolo FIDO, Dor coluna lombar com-TC coluna lombar 14/03/22: heterogeneidade da densidade dos ossos da coluna lombar, de aspecto inespecífico, ao método. A critério clínico, correlacionar com RM. Abaulamento difuso dos discos L3-L4 e L4-L5. Sífilis latente (nega tratamento prévio). ECOTE (29/03/22): Imagens sugestivas de vegetações, aderidas à face atrial da cúspide anterior da valva tricúspide. Imagem pericateter, insinuando-se da veia cava inferior para o átrio direito (trombo? vegetação?). Evoluindo com quadro de endocardite fúngica relacionado à ponta do cateter trans hepático – HMC com candida e gram – (ainda não identificado), em uso de anfotericina B e polimixina. Paciente com indicação de abordagem cirúrgica da endocardite fúngica relacionada ao cateter, porém angio-Tc com oclusão de VCS e VCI; sendo assim paciente sem condições de canulação para CEC, sendo assim sem condições de abordagem cirúrgica cardíaca.
    Decisão do Heart Team: Seguir com tratamento antibiótico da endocardite por 6 semanas e anticoagulação para manejo do trombo infectado. Definir em conjunto com a vascular o melhor momento para troca de acesso e transição para diálise peritoneal.
  • Homem de 36 anos, hipertenso, DRC dialítico desde dezembro/21 e usuário de drogas ilícitas com quadro de depressão, evoluiu com quadro de dissecção de aorta Stanford A subaguda (dor em fevereiro/2022). Realizou angio-TC com evidência de dissecção de aorta com maior diâmetro 47 mm. Associado ao quadro apresenta hipertensão refratária, com otimização de anti-hipertensivo oral (AHO) (em uso de 8 classes). Ainda apresenta quadro de anemia (investigação sugere anemia de doença crônica), com Hb estável, sem exteriorização de sangramentos. Apresenta quadro psiquiátrico compensado, sem contraindicação social para realização do procedimento.
    Decisão do Heart Team: Decidido consensualmente por seguir com abordagem cirúrgica.
  • Homem de 72 anos, portador de dupla lesão de prótese mitral com predomínio de estenose, 02 cirurgias prévias (Prolapso de valva mitral com plastia em 2013 e TVM biológica em 2014), FE 40%, disfunção renal com clearance de creatinina (ClCr) 42 ml/min (Cr 1,7), Ressincronizador desde 2015. Tem indicação de troca valvar mitral. Discutido em Heart team e considerado paciente elegível para o estudo SURVIV: valve in valve mitral X tratamento cirúrgico convencional.
    Decisão do Heart Team: Paciente será convocado para solicitação de AngioTC protocolo TAVI, CATE e ECO TE. Após exames, será encaminhado ao ambulatório de Check list e acompanhado pela equipe do estudo.
  • Homem de 68 anos, DRC com início recente de HD com quadro de angina instável. Paciente hipertenso. Passado BAVT – MP (28/02/2020) – Medtronic marca-passo bicameral. Rebordado cirurgicamente devido sangramento ativo na FO – 29/02/2020.  DM2. DRC – D. Em tela de regulação com pedido de ATC. Realizou CATE com lesão grave de DA e Dg.
    Decisão do Heart Team: Optado por seguir com angioplastia de DA e Dg.
  • Homem de 72 anos, previamente hipertenso e com quadro de angina estável há 4 anos (sem acompanhamento médico regular) refere ocorrência de dor precordial em queimação no dia 14/03, sem fator desencadeante aparente, graduada em 7/10, sem irradiação, como sintomas associados afirma tontura. Negava sudorese, náuseas e vômitos na época. Deu entrada na emergência do Hospital Municipal da cidade de origem 3h após o início do quadro, sendo realizados ECG (FA com resposta ventricular adequada e corrente de lesão subepicárdica em parede anterior) e MNM (negativos), laudados a época sem alterações compatíveis com IAM. É liberado no mesmo dia com prescrição de Amiodarona 100 mg 12/12h e Xarelto 20mg/dia, com melhora do quadro álgico, e encaminhamento para cardiologia ambulatorial. Em 16/03, em consulta ambulatorial, é encaminhado pelo cardiologista de volta ao serviço de urgência, com solitação para internamento e regulação para CATE. Evolui com lesão renal aguda.
    Decisão do Heart Team: Diante do exposto, decidido por solicitar exames ao serviço de origem para dar suporte melhor a decisão clínica.
  • Mulher de 28 anos, com hipertensão Pulmonar grave com PSAP 120 mmHg e PMAP 70mmHg, insuficiência tricúspide moderado, estenose valvar mitral reumática grave – Escore de Wilkins 8, sintomática.  Paciente, jovem, previamente hígida, refere dispneia aos grandes esforços há longa data, com piora há 04 meses, se tornando aos médios esforços (NYHA II) após síndrome gripal associado a edema de MMII. Relata que buscou PSF na sua cidade de origem e foi encaminhada para Cardiologista. Encaminhada ao HAN para troca valvar. No momento, nega queixas. Evoluindo clínica e hemodinamicamente estável.
    Decisão do Heart Team: Optado por manter tratamento cirúrgico.


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