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Reunião semanal do Heart Team do Ana Nery debate casos complexos

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 14 de junho, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração) do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça (14), foram discutidos os casos de quatro homens (48, 56, 59 e 81 anos) e uma mulher (com 68 anos).

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira a decisão do caso apresentado na reunião anterior:

– Mulher de 46 anos, portadora de hipertensão arterial (HAS), dislipidêmica, infarto agudo do miocárdio sem supra desnivelamento do segmento ST (IAMSST). Internada em 01/06/2022 em outro hospital, no qual foi admitida com quadro de dor torácica retroesternal com característica em aperto, de forte intensidade, com irradiação para dorso, associado à dispneia, palpitações, náuseas, sudorese, picos pressóricos elevados e com evolução para síncope no dia 07/04/22. Refere dor em repouso e aos mínimos esforços, sem fatores de melhora ou piora. Cursou com melena durante a internação, eletrocardiograma (ECG) com taquicardia sinusal e alterações na onda T; Cineangiocoronariografia (CATE) evidenciou lesões graves no Tronco de Coronária Esquerda (TCE) e na diagonal, além de leitos distais finos; ecocardiograma transtorácico (ECOTT) revelou hipocontratilidade da parede inferior e do segmento médio da parede anterior, fração de ejeção (FEVE) = 62% (Simpson) e disfunção diastólica de grau I.
Decisão do Heart Team: optado por realizar a regulação da paciente para o HAN para melhor avaliação do quadro clinico do paciente e assim, decidir qual será a abordagem da lesão: angioplastia coronária (ATC) de TCE > DA (descendente anterior) ou a cirurgia de RM (desfavorável devido o leito distal da DA frágil).

  • Mulher de 61 anos, HAS, refere quadro de pressão torácica há 2 anos, evoluindo para dor torácica do tipo aperto há 6 meses, graduada 5/10, sem fatores desencadeantes ou de piora, tendo como fator de melhora a utilização de mais 01 comprimido do medicamento Aradois (losartana potássica + hidroclorotiazida). Evoluiu com dispneia e sudorese aos médios esforços. Devido a esses sintomas buscou atendimento médico com cardiologista, o qual solicitou teste ergométrico e ECG. No teste teve a capacidade funcional avaliada em 6 (Escala de Borg), positivo para isquemia, além de desenvolver muita dispneia sendo necessário encaminha-la para o serviço de emergência. Nesse, realizou não só o CATE que evidenciou doença arterial coronariana (DAC) triarterial em DA, coronária direita (CD) e circunflexa (CX), mas também ECO que constatou disfunção diastólica do VE tipo I (alteração do relaxamento) e ponto de calcificação do folheto posterior da válvula mitral, diâmetro diastólico do ventrículo esquerdo (DdVE) 50,7; diâmetro sistólico (DsVE) 27 e FEVE 72,9% (Simpson). Logo, foi regulada para o HAN com a proposta inicial de realizar cirurgia de RM.
    Decisão do Heart Team: já que o paciente possui HAS controlada, não tem diabetes e a impressão é de um leito distal passível de RM, optado então por seguir com essa abordagem.
  • Mulher de 69 anos, HAS, passado de epilepsia – última crise em 2002, com história de perda ponderal progressiva (30kg em 6 meses), febres esporádicas sem outros sintomas infecciosos e dispneia progressiva iniciada em novembro de 2021. Procurou atendimento com médico cardiologista, o qual solicitou exames complementares. O ECOTT evidenciou espessamento e calcificação de grau importante em válvula aórtica com turbilhonamento de fluxo em via de saída do VE e FEVE 78%; o CATE resultou em ausência de estenose coronariana significativa; e o ECOTE constatou imagem sugestiva de endocardite e abcesso valvar com perfuração de válvula aórtica e insuficiência aórtica (IAo) de grau importante. Orientada a procurar serviço de emergência para iniciar antibioticoterapia e avaliação da cirurgia cardíaca. Então foi regulada para o HAN com o objetivo de realizar cirurgia de troca valvar aórtica (TVAo). Ao ser admitida no hospital, apresentou episódios de hipotensão, taquidispneia e dessaturação, foi internada na unidade cardiovascular 3, em uso de O2 baixo fluxo 1L/min via máscara não reinalante (MNR) com saturação de oxigênio (SatO2) de 98%, derrame pleural bilateral, pressão arterial (PA) 140x69mmHg, com dieta oral mais enteral e em antibioticoterapia.
    Decisão do Heart Team: apesar da paciente estar emagrecida e com endocardite infecciosa (EI) complicada no contexto, optado por seguir com cirurgia de TVAo.
  • Homem de 32 anos, portador de cardiopatia reumática, queixando-se de dor torácica e dispneia aos médios esforços, RNI 1,31, com importante insuficiência mitral (leak paravalvar de 5,7 mm com repercussão ecocardiográfica – dilatação cavitaria e disfunção sistólica do VE, diâmetro diastólico final do ventrículo esquerdo (DDVE) 87; diâmetro sistólico do ventrículo esquerdo (DSVE) 69; SI 9,0; P (espessura da parede ínfero lateral) (PP) 9,0; diâmetro da aorta (DAo) 28; diâmetro da átrio esquerdo (DAe) 59; FEVE 42% (s). Passado de dupla troca valvar por próteses biológicas e posterior dupla troca valvar por próteses metálicas. Paciente discutido anteriormente no Heart Team que optou por realizar ECO para avaliar a factibilidade do procedimento. Realizou ECOTE e AngioTC em 02/06/2022 que evidenciaram dilatação grave de câmaras esquerdas com FEVE de 40% (Simpson), prótese valvar mecânica em posição mitral, com boa mobilidade, com imagem sugestiva de leak periprotetico de formato ovóide/alongado, ocupando cerca de 40% da circunferência da prótese, constatando deiscência do anel da prótese, com afastamento de 0,5cm do anel valvar, ocasionando refluxo periprotético grave.
    Decisão do Heart Team: após o resultado dos exames, optou-se por seguir com a realização do fechamento percutâneo do leak mitral.
  • Homem de 81 anos, HAS, diabético insulinizado, com histórico de acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi) (sem sequelas), DAC triarterial estável, assintomático e funcional do ponto de vista cardiovascular, dislipidêmico (DLP), com doença renal crônica em estágio 5 (DRC-V), acompanhado em ambulatório de DRC do HAN em início de terapia renal substitutiva (TRS) por dialise peritoneal (DP). Internado no HAN em abril para realização de hernioplastia umbilical e implante de cateter de Tenckhoff (TK) (DP first), porém apresentou dor em abdome superior e pelve associados a edema escrotal durante a infusão para a lavagem da cavidade abdominal, sendo então internado para avaliação e reposicionamento de TK. Durante exames complementares se identificou aneurisma fusiforme nas artérias ilíacas comuns de 70 mm; ao CATE se notou lesões graves em DA e CX, além de oclusão crônica da CD; o ECOTT constatou fração de ejeção (Simpson): 49 %, disfunção diastólica grau I, esclerocalcificação da valva aórtica, insuficiência aórtica discreta, insuficiência mitral discreta e aumento moderado do átrio esquerdo.
    Decisão do Heart Team: na avaliação do risco perioperatório, e considerando o resultado do ECOTT com alterações segmentares e do CATE, optou-se por manter a coronária em tratamento clínico otimizado e seguir com abordagem endovascular do aneurisma.
  • Homem de 44 anos, apresenta insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER) secundário à taquicardiomiopatia com melhora da FSVE após 6 meses com controle de frequência cardíaca (FC) (FE 37% >51%). O ECO evidenciou valvulopatia mitral com estenose mitral severa, além de insuficiência mitral leve com escore de Wilkins 8. Após tratamento acompanhado pelo cardiologista a classe funcional diminuiu de CF IV > CF I. Foi encaminhado para o HAN com o objetivo de realizar uma valvuloplastia mitral por balão.
    Decisão do Heart Team: encaminhar paciente para realização de um novo ECO, calculando o escore de Wilkins, e avaliar quadro clínico e resultado de ECO através do ambulatório de check-list cirúrgico.

Heart Team do Ana Nery debate casos complexos em reunião semanal

 

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 7 de junho, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração) do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça (7), foram discutidos os casos de três homens (32, 43 e 81 anos) e três mulheres (com 46, 61 e 69 anos).

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira a decisão do caso apresentado na reunião anterior:

  • Homem de 67 anos, portador de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) = 26%, relação normatizada internacional (RNI) 1,2, perfil hemodinâmico B (PHB), com classificação NYHA II (New York Heart Association) e cardiopatia dilatada. Aspecto caquético, IMC 22,7, vem cursando com dor torácica em pontada associada a dispneia, independente do esforço físico, sem melhora ao repouso e evoluindo com piora progressiva desde março/2022. Realizou ecocardiograma (ECO) em 2021 evidenciando aneurisma de seio aórtico e de aorta descendente proximal, sendo assim regulado para o HAN. Foi realizado novo ecocardiograma transtorácico (ECOTT) em 26/05/2022 que evidenciou fração de ejeção (FE) 28% (Simpson), DDVE 84mm, DSVE 74 mm, dilatação aneurismática da raiz da aorta e aorta ascendente, com imagem sugestiva de lâmina de dissecção com origem na raiz da aorta até o arco aórtico. Ademais, paciente com insuficiência mitral (IM) e aórtica grave e volume do ventrículo esquerdo (VE) aumentado.
    Decisão do Heart Team: paciente sem condições de realizar dupla troca valvar, sendo assim optado por optimização do tratamento clínico e encaminhamento para o programa de IC (insuficiência cardíaca) avançada, com imprescindível avaliação nutricional.
  • Mulher de 55 anos, com antecedente de epilepsia, admitida em 16/05/2022 em PO (21/03/2022) de troca valvar mitral (TVMi) (mecânica) com sutura de apêndice atrial esquerdo (Rafia de AAE) e plastia de tricúspide. Estava assintomática, hemodinamicamente estável, sem históricos de sangramento, com RNI abaixo do nível desejado (ultimo RNI: 1,04). O primeiro ECOTT (16/05/2022) apresentava aumento do gradiente da válvula (34 máximo e médio de 14), FEVE: 46%(S), disfunção de prótese mecânica em posição mitral, disfunção sistólica do ventrículo direito, aumento discreto do átrio esquerdo, sinais de plastia tricúspide efetiva. Durante 14 dias de internamento realizou terapêutica anticoagulante (Clexane) efetiva, e foi submetida a ecocardiograma transesofágico (ECOTE) em 26/05/2022, o qual apresentou gradientes máximo de 16mmHg e médio de 8mmHg, e disfunção de prótese mitral mecânica por imobilidade de um dos discos, por provável trombose de prótese – trombo de 4mm. Avaliado pelo clínico líder, que afirma não existir contraindicações perante o checklist de trombólise.
    Decisão Heart Team: optado em consenso, por encaminhar paciente para unidade fechada para realização de trombólise.
  • Homem de 57 anos, hipertenso, com histórico de endocardite tratada há cerca de 10 anos (segundo informação do cliente), evoluindo com sintomas de IC valvar com leak perivalvar mitral importante, CF NYHA II, FE(s): 42%>62%, IM grave com degeneração mixomatosa e ruptura de cordoalha em cúspide posterior. Submetido a troca de válvula mitral (TVM) para prótese mecânica, evoluindo com mediastinite e endocardite de prótese valvar mitral derivada de infecção de sítio cirúrgico. Realizou nova cirurgia para troca do dispositivo, saiu de circulação extracorpórea (CEC) em bloqueio atrioventricular (BAVT), evoluiu com aumento de pressão sistólica em artéria pulmonar (PSAP) de 34 mmHg > 65mmHg e disfunção do ventrículo direito (VD), segundo ecocardiograma transtorácico (ECOTT) de 07/02/2022. Encaminhado para intervenção cirúrgica para troca de valva mitral, mas a proposta discutida é o fechamento percutâneo de leak mitral, o qual depende de uma avaliação mais detalhada e aprofundada, visto que se trata de um paciente com risco cirúrgico elevado por se tratar de 3ª proposta cirúrgica e passado de mediastinite.
    Decisão do Heart Team: realizar ECOTE para avaliar factibilidade do procedimento e discutir a possibilidade de fechamento percutâneo de leak.
  • Homem de 32 anos, portador de cardiopatia reumática, queixando-se de dor torácica e dispneia aos médios esforços, RNI 1,31, com importante insuficiência mitral, leak paravalvar de 5,7 mm com repercussão ecocardiográfica – dilatação cavitaria e disfunção sistólica do VE, diâmetro diastólico final do ventrículo esquerdo (DDVE) 87; diâmetro sistólico do ventrículo esquerdo (DSVE) 69; SI 9,0; PP (espessura da parede ínfero lateral) 9,0; diâmetro da aorta (DAo) 28; diâmetro da átrio esquerdo (DAe) 59; FEVE 42% (s). Passado de dupla troca valvar por próteses biológicas e posterior dupla troca valvar por próteses metálicas.
    Decisão do Heart Team: realizar ECOTE para avaliar factibilidade do procedimento e discutir a possibilidade de fechamento percutâneo de leak.

Heart Team do Ana Nery debate casos complexos de pacientes

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 31 de maio, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração) do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça (31), foram discutidos os casos de três homens (32, 55 e 68 anos) e uma mulher (com 57 anos).

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira a decisão do caso apresentado na reunião anterior:

  • Homem de 57 anos, cujo caso foi enviado novamente à tela de regulação da CER, sendo rediscutido. Paciente com quadro de IAM em 18/04; realizou CATE com lesão grave de DA médio-distal e lesão de DP e VP em leito distal segmentar e fino calibre.
    Decisão do Heart Team: Diante da refratariedade dos sintomas, optado por regular para o HAN para angioplastia de DA.
  • Mulher de 57 anos, hipertensa, ex-tabagista, doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). História familiar: pai 60 anos e irmão 50 anos falecido por IAM). Internada em outro serviço com diagnostico de IAM com supra de parede anterior e edema agudo de pulmão (EAP), segundo prontuário sem janela terapêutica para trombólise ou transferência. Realizou cate que evidenciou DA ocluída, lesões importantes em coronária direita (CD) e marginal (Mg).
    Decisão do Heart Team: Posterior exposição de caso e discussão, decidido por tratamento percutâneo.
  • Homem de 50 anos, hipertenso, diabético com quadro de doença arterial coronariana (DAC) estável e passado de acidente vascular cerebral (AVCs), sendo o último em marco/2022 (relato de não apresentar sequelas). Cateterismo cardíaco (CATE) com coronária direita (CD) e circunflexa (Cx) ocluídas. Descendente anterior (DA) com lesão ambígua moderada e grande diagonal (Dg) subocluido (grande Dg com grande território de irrigação).
    Decisão do Heart Team: Optado por seguir com cirurgia de revascularização miocárdica (RM) com proposta de (MIE)>Dg.
  • Mulher de 58 anos, IAMSSST, Kilip I em outubro/2021, evoluindo e mantendo quadro de angina CCS IV. Realizou CATE com padrão triarterial com oclusões de CD e CX e DA com lesão grave de 80-90% e leitos distais finos com lesões difusas.
    Decisão do Heart Team: Discutido filme do CATE e impressão de que não houve injeção adequada na Cx (ostios separados), sendo optado por realização de novo CATE para melhor definição de conduta.
  • Mulher de 62 anos, hipertensa, diabética com quadro de IAM SST recente (ECG com ZEI anterosseptal), Eco com FE 24% e CATE com padrão triarterial grave – CATE com anatomia cirúrgica.
    Decisão do Heart Team: Apesar de elevado risco cirúrgico diante da disfunção grave de VE, optado por seguir com cirurgia de RM.
  • Mulher de 62 anos, diabética, artrite reumatoide com passado de IAM em 2021, submetida a ATC, na ocasião realizada Eco com FEVE 22%, disfunção grave de ventrículo esquerdo (VE) com imagem de massa em território de átrio esquerdo (AE) projetando para VE (questionado trombo versus mixoma), mantendo uso de anticoagulação plena – realizada nova RNM com impressão de componente de mixoma e trombo de AE. Apresentou hemorragia digestiva alta (HDA) com necessidade de hemotransfusão, realizada EDA com imagem sugestiva de neoplasia maligna gástrica. Priorizar terapia oncológica neste momento, sem indicação de intervenção cardíaca.
    Decisão do Heart Team: Optado por suspensão de anticoagulação e antiplaquetário por já ter apresentado sangramento na tentativa destas terapias.

Na semana em que completa 13 anos, Serviço de transplante renal pediátrico do Ana Nery realiza três procedimentos em 48h

Na semana em que o serviço de transplante renal pediátrico do Ana Nery completou 13 anos, a celebração não poderia ser melhor: três transplantes realizados em 48h. Os procedimentos ocorreram entre os dias 24 e 25 de maio.

Das três crianças que aguardavam na lista de transplantes, e que foram contempladas, uma recebeu o rim do pai, enquanto as outras duas receberam o rim doado por famílias que, mesmo em um momento de luto e dor, disseram sim para a doação de órgãos e deram uma chance para estas crianças e suas famílias.

A médica nefrologista e diretora técnica do Ana Nery, Dra. Fernanda Martin, celebrou a realização dos três transplantes em 48h.

“Termos transplantado três crianças em 48h, quando nossa média é de um por mês, é motivo para celebrar, ainda mais na semana em que o serviço completa 13 anos. E, acima de tudo, conscientizar as pessoas para que avisem às suas famílias de seu desejo de doar órgãos. É um ato de amor que salva vidas”, afirmou.

O serviço de transplante renal pediátrico do Ana Nery é o único em toda a Bahia e foi idealizado pela Dra. Fátima Gesteira. Nesses 13 anos, 131 crianças já foram transplantadas, e muitas outras aguardam na lista.

No Brasil, apenas 15 estados fazem transplante renal pediátrico e, desses, poucos centros realizam o procedimento em crianças pequenas, abaixo de 15kg.

Seja doador de órgãos! Diga sim e avise sua família!

Setor de Rouparia Hospitalar realiza workshop para equipe da SESAB, que pretende replicar em outros hospitais os processos do Ana Nery

Referência de gestão eficiente também com relação aos enxovais utilizadas no hospital, o Ana Nery realizou um workshop na terça-feira (24), com o objetivo de mostrar as melhores práticas do setor de Rouparia Hospitalar da unidade, para posteriormente serem aplicadas em outros centros de saúde da rede estadual.

Participaram do evento representantes da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e da lavanderia que presta serviços ao HAN.

No workshop, a equipe de Rouparia Hospitalar do Ana Nery mostrou como realiza toda a parte operacional de coleta, pesagem, separação, processamento, confecção, reparo e distribuição de roupas para o hospital, atividade de suma importância para o funcionamento eficiente da unidade.

Durante a visita, a equipe da SESAB percorreu todo o setor de rouparia, observando os processos operacionais.

De acordo com o gerente de Hotelaria (setor responsável pela Rouparia Hospitalar), Anderson Nascimento, o workshop foi um grande marco para o setor de Hotelaria do Hospital Ana Nery, visto que sua atual gestão preza principalmente pelo bem estar, segurança e conforto de seus pacientes e demais usuários.

Reunião Semanal do Heart Team do Ana Nery debate casos complexos

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 24 de maio, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração) do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça (24), foram discutidos os casos de três mulheres (duas com 62 anos e uma com 58) e três homens (dois com 57 anos e um com 50).

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira a decisão do caso apresentado na reunião anterior:

  • Mulher de 64 anos, internada em outro serviço com quadro de IAM de parede anterior. Antecedente de hipertenso, diabético. Realizou cate no Hospital Roberto Santos que evidenciou DA ocluída recebendo circulação colateral grau III, Grande marginal com lesão importante em teço proximal. Circunflexa (Cx) com lesão importante e leito fino coronária direita (CD) com múltiplas lesões e bom leito distal. Ventrículo esquerdo (VE) com disfunção. Hemodinâmica enviou o caso para discussão em Heart team para avaliação de proposta cirúrgica.
    Decisão do Heart Team: Após avaliação, decidido por solicitar ao serviço de origem informações claras sobre estado atual clínico, prescrição médica e dados de exames ecocardiográficos.
  • Homem de 57 anos, que teve caso rediscutido após nova solicitação da CER. Paciente com quadro de IAM em 18/04; realizou CATE com lesão grave de DA médio-distal e lesão de DP e VP em leito distal segmentar e fino calibre.
    Decisão do Heart Team: Diante da anatomia desfavorável para intervenção clinico ou percutânea, optado por manter decisão anterior de seguir com tratamento clinico otimizado.
  • Homem de 73 anos, hipertenso, insuficiência renal agudao KDIGO I. Diagnosticado com IACMCSST. Realizou no HAN cateterismo cardíaco em 27/04/2022: Descendente anterior (DA) apresenta calcificação severa com lesão de 99% na sua origem e oclusão total na sua porção média. Seu leito distal opacifica-se por circulação colateral de grau Circunflexa (Cx) irriga até a porção distal do sulco AV com padrão de artéria dominante, apresentando importante calcificação difusa com lesão de 90% na sua porção média, envolvendo a origem do seu segundo ramo marginal (medina 1,1,1), e lesão de 90% na sua porção distal, em direção ao grande ramo ventricular posterior. Coronária direita (CD) é de fino calibre e pequena expressão anatômica, apresentando lesão de 90% na sua porção média. Hemodinamicista avaliou cateterismo como não viável para tratamento percutâneo.
    Decisão do Heart Team: Decidido por regular paciente para avaliar tratamento cirúrgico.
  • Mulher de 76 anos, tabagista, amputação de membro inferior direito por neoplasia (relato familiar à equipe assistencial atual), doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) sem demais comorbidades. Paciente regulada para HAN após decisão de Heart Team. Tomografia computadorizada de tórax (TC) apresentando ectasia da aorta ascendente, aneurisma fusiforme do joelho posterior do arco aórtico, com diâmetro 5.9cm e discreto abaulamento em seu contorno posterior, de aspecto inespecífico neste estudo sem contraste, podendo representar sinal de rotura ou iminência de rotura. Ainda, CATE em 14/04/2022 circulação coronária de dominância esquerda, CD tipo I sem lesões obstrutivas, tronco coronária esquerda bifurcado sem lesões. DA tipo III sem lesões. Cx tipo IV. Mg, VP e descendente posterior sem lesões.
    Decisão do Heart Team: Diante de discussão, decidido por abordagem endovascular com colocação de endoprótese para tratamento de estenose aórtica grave.
  • Mulher de 55 anos, hipertensa, doença renal crônica (DRC) estágio V (CKD EPI 5) – FAV radiocefálica em MSE (confeccionada em 17/11), Cardiopatia valvar: Insuficiência mitral (IM) e aórtica de grau importante. Insuficiência aórtica (IAo) de grau importante, doença de chagas (Sorologia +), nefro litíase prévia com 3 cirurgias para retirada de cálculo renal- 1ª há 25 anos e última há 7 anos e nódulo em tireoide desde 2017 > em acompanhamento com endocrinologista. Ecocardiograma realizado em 11/04/2022: fração de ejeção 45%. Ectasia moderada da aorta ascendente e leve da raiz de aorta e arco aórtico. Aumento importante das câmaras cardíacas esquerdas e leve de átrio direto. Disfunção sistólica global do VE de grau leve com comprometimento difuso da contratilidade miocárdica. Disfunção diastólica do tipo pseudonormal (grau II) com aumento das pressões de enchimento. Hipertrofia excêntrica do ventrículo esquerdo. IM de grau importante. IAo de grau importante. Hipertensão pulmonar. Dr. Jackson se posiciona afirmando que: a revascularização deveria ser percutânea primeiro e depois de 3 meses o tratamento cirúrgico deveria ser realizado, assim, diminuiria o porte do procedimento e o risco cirúrgico. Clínico líder expõe sua opinião que a paciente é jovem, com valvopatia aórtica importante e com evolução de piora, sendo o atual momento o melhor para tratar com cirurgia.
    Decisão do Heart Team: Por fim, decidido por seguir com tratamento cirúrgico inicial, sendo risco de procedimento exposto e dividido com a paciente e familiares.
  • Mulher de 26 anos, com diagnóstico prévio de Cardiomiopatia hipertrófica. Refere que cursou por algumas vezes com episódios de lipotimia, porém precedido de sintomas e relacionado à mudança de decúbito. Refere também vir cursando com dor torácica que piora com esforço como caminhadas mais longas ou subir escadas/ladeiras.  Ecocardiograma realizado em 18/08/21: Cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva (Mediocavitária); Disfunção diastólica do tipo 1; Dilatação das artérias coronárias.  Ressonância magnética cardíaca (15/12/2021): AD: 39mm (menor eixo) e 26mm (menor eixo); Vol. AE: 89mm (53ml/m²); Parede lateral 25mm; Septo: 30mm; Parede anterior: 30mm; Parede inferior: 19mm; Massa de fibrose estimada com 22% do VE; Presença de derrame pleural laminar; Derrame pericárdico discreto; AE de volume aumentado importante; Hipertrofia assimétrica do VE; Diminuição dos volumes diastólicos finais do VE; função sistólica preservada com FEVE de 84%; Cardiomiopatia hipertrófica.
    Decisão do Heart Team: Decidido por encaminhar paciente para avaliação pelo cardiologista clínico no ambulatório de insuficiência cardíaca para definir tratamento, se paciente favorável para cirurgia de miectomia em conjunto com implante de cardiodesfibrilador implantável (CDI).

Alta tecnologia a serviço do SUS: Ana Nery adquire novo aparelho para terapia renal substitutiva contínua

O Ana Nery adquiriu recentemente um novo aparelho de Hemodialfiltração, para realização de terapia renal substitutiva contínua. A nova máquina, que oferta o que há de mais moderno para os pacientes críticos que necessitam de hemodiálise, começou a funcionar na última quarta-feira (18).

A hemodialfiltração é uma opção de tratamento da insuficiência renal aguda, com foco em pacientes críticos, como pós-operatório de grandes cirurgias, choque séptico, choque cardiogênico, entre outros. O Ana Nery oferece essa modalidade de terapia rotineiramente, há mais de 10 anos.

Além das terapias renais substitutivas contínuas em todas as suas sub-modalidades, a nova máquina permite ainda realizar plasmaférese, além de terapias de adsorção e de remoção de CO2.

O equipamento também traz benefícios às equipes do Ana Nery, já que é mais intuitivo, de fácil preparo e manuseio, o que reduz a carga de trabalho do profissional da UTI.

A equipe de nefrologistas do HAN, hospital que é referência do estado em nefrologia e transplante renal, segue na busca por oferecer o melhor e mais moderno aos pacientes, com qualidade e eficiência.

Heart Team do Ana Nery discute casos complexos de pacientes

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 17 de maio, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração) do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça (17), foram discutidos os casos de três mulheres (com 62, 70 e 78 anos) e um homem (com 68 anos).

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira a decisão do caso apresentado na reunião anterior:

  • Mulher de 64 anos, internada em outro serviço com quadro de IAM de parede anterior. Antecedente de hipertenso, diabético. Realizou cate no Hospital Roberto Santos que evidenciou DA ocluída recebendo circulação colateral grau III, Grande marginal com lesão importante em teço proximal. Circunflexa (Cx) com lesão importante e leito fino coronária direita (CD) com múltiplas lesões e bom leito distal. Ventrículo esquerdo (VE) com disfunção. Hemodinâmica enviou o caso para discussão em Heart team para avaliação de proposta cirúrgica.
    Decisão do Heart Team: Após avaliação, decidido por solicitar ao serviço de origem informações claras sobre estado atual clínico, prescrição médica e dados de exames ecocardiográficos.
  • Homem com 57 anos, com caso rediscutido após nova solicitação da CER. Paciente com quadro de IAM em 18/04; realizou CATE com lesão grave de DA médio-distal e lesão de DP e VP em leito distal segmentar e fino calibre.
    Decisão do Heart Team: Diante da anatomia desfavorável para intervenção clinico ou percutânea, optado por manter decisão anterior de seguir com tratamento clinico otimizado.
  • Homem de 73 anos, hipertenso, insuficiência renal agudo KDIGO I. Diagnosticado com IACMCSST. Realizou no HAN cateterismo cardíaco em 27/04/2022: Descendente anterior (DA) apresenta calcificação severa com lesão de 99% na sua origem e oclusão total na sua porção média. Seu leito distal opacifica-se por circulação colateral de grau Circunflexa (Cx) irriga até a porção distal do sulco AV com padrão de artéria dominante, apresentando importante calcificação difusa com lesão de 90% na sua porção média, envolvendo a origem do seu segundo ramo marginal (medina 1,1,1), e lesão de 90% na sua porção distal, em direção ao grande ramo ventricular posterior. Coronária direita (CD) é de fino calibre e pequena expressão anatômica, apresentando lesão de 90% na sua porção média. Hemodinamicista avaliou cateterismo como não viável para tratamento percutâneo.
    Decisão do Heart Team: Decidido por regular paciente para avaliar tratamento cirúrgico.
  • Mulher de 76 anos, tabagista, amputação de membro inferior direito por neoplasia (relato familiar à equipe assistencial atual), doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) sem demais comorbidades. Paciente regulada para HAN após decisão de Heart Team. Tomografia computadorizada de tórax (TC) apresentando ectasia da aorta ascendente, aneurisma fusiforme do joelho posterior do arco aórtico, com diâmetro 5.9cm e discreto abaulamento em seu contorno posterior, de aspecto inespecífico neste estudo sem contraste, podendo representar sinal de rotura ou iminência de rotura. Ainda, CATE em 14/04/2022 circulação coronária de dominância esquerda, CD tipo I sem lesões obstrutivas, tronco coronária esquerda bifurcado sem lesões. DA tipo III sem lesões. Cx tipo IV. Mg, VP e descendente posterior sem lesões.
    Decisão do Heart Team: Diante de discussão, decidido por abordagem endovascular com colocação de endoprótese para tratamento de estenose aórtica grave.
  • Mulher de 55 anos, hipertensa, doença renal crônica (DRC) estágio V (CKD EPI 5) – FAV radiocefálica em MSE (confeccionada em 17/11), Cardiopatia valvar: Insuficiência mitral (IM) e aórtica de grau importante. Insuficiência aórtica (IAo) de grau importante, doença de chagas (Sorologia +), nefro litíase prévia com 3 cirurgias para retirada de cálculo renal- 1ª há 25 anos e última há 7 anos e nódulo em tireoide desde 2017 > em acompanhamento com endocrinologista. Ecocardiograma realizado em 11/04/2022: fração de ejeção 45%. Ectasia moderada da aorta ascendente e leve da raiz de aorta e arco aórtico. Aumento importante das câmaras cardíacas esquerdas e leve de átrio direto. Disfunção sistólica global do VE de grau leve com comprometimento difuso da contratilidade miocárdica. Disfunção diastólica do tipo pseudonormal (grau II) com aumento das pressões de enchimento. Hipertrofia excêntrica do ventrículo esquerdo. IM de grau importante. IAo de grau importante. Hipertensão pulmonar. Dr. Jackson se posiciona afirmando que: a revascularização deveria ser percutânea primeiro e depois de 3 meses o tratamento cirúrgico deveria ser realizado, assim, diminuiria o porte do procedimento e o risco cirúrgico. Clínico líder expõe sua opinião que a paciente é jovem, com valvopatia aórtica importante e com evolução de piora, sendo o atual momento o melhor para tratar com cirurgia.
    Decisão do Heart Team: Por fim, decidido por seguir com tratamento cirúrgico inicial, sendo risco de procedimento exposto e dividido com a paciente e familiares.
  • Mulher de 26 anos, com diagnóstico prévio de Cardiomiopatia hipertrófica. Refere que cursou por algumas vezes com episódios de lipotimia, porém precedido de sintomas e relacionado à mudança de decúbito. Refere também vir cursando com dor torácica que piora com esforço como caminhadas mais longas ou subir escadas/ladeiras.  Ecocardiograma realizado em 18/08/21: Cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva (Mediocavitária); Disfunção diastólica do tipo 1; Dilatação das artérias coronárias.  Ressonância magnética cardíaca (15/12/2021): AD: 39mm (menor eixo) e 26mm (menor eixo); Vol. AE: 89mm (53ml/m²); Parede lateral 25mm; Septo: 30mm; Parede anterior: 30mm; Parede inferior: 19mm; Massa de fibrose estimada com 22% do VE; Presença de derrame pleural laminar; Derrame pericárdico discreto; AE de volume aumentado importante; Hipertrofia assimétrica do VE; Diminuição dos volumes diastólicos finais do VE; função sistólica preservada com FEVE de 84%; Cardiomiopatia hipertrófica.
    Decisão do Heart Team: Decidido por encaminhar paciente para avaliação pelo cardiologista clínico no ambulatório de insuficiência cardíaca para definir tratamento, se paciente favorável para cirurgia de miectomia em conjunto com implante de cardiodesfibrilador implantável (CDI).

Família de criança atendida na cardiopediatria do Ana Nery faz cartaz agradecendo aos profissionais da unidade

A família de uma pequena paciente da cardiopediatria do Ana Nery fez um cartaz de agradecimento aos profissionais da unidade.

A menina nasceu com uma doença cardíaca congênita, e é acompanhada desde o período neonatal pela cardiopediatria do Ana Nery, que é liderada por Dra. Isabel Guimarães. A pequena passou por duas cirurgias cardíacas, e foi liberada para voltar para casa.

No cartaz, que foi colocado na enfermaria da cardiopediatria, a família escreveu:

“Em momentos difíceis, percebemos quem realmente importa, e vocês são essenciais. Obrigada a todos os funcionários do Hospital Ana Nery. Vocês fizeram a diferença em nossas vidas! Agradecemos por todo o cuidado e pela oportunidade de recomeçar! Que Deus abençoes vocês”.

Yara Santos Oliveira, coordenadora da enfermaria da cardiopediatria, agradeceu o gesto da família e celebrou o reconhecimento.

“É uma iniciativa que gera sentimento de gratidão em toda a equipe, pois buscamos fazer sempre o melhor para os nossos pacientes”, disse.

Projeto Piloto do Ana Nery reduz em 22% o tempo para liberação de salas cirúrgicas

O Ana Nery desenvolveu um Projeto Piloto de Giro de Sala, implementado nos Centros Cirúrgicos 1 e 2, que permitiu que o tempo de liberação de uma sala, após procedimento, caísse de 66 minutos para 51 minutos.

O Centro Cirúrgico é uma das áreas mais rentáveis do sistema hospitalar, sendo imprescindível a otimização dos processos e máximo aproveitamento das áreas. Por isso, é extremamente importante mensurar e avaliar as atividades desenvolvidas neste setor, afim de otimizar os processos, alcançando a máxima qualidade e utilização dos recursos.

No projeto Piloto de Giro de Sala, a equipe de Engenharia Clínica do Ana Nery, junto com a equipe assistencial, mapeou os processos realizados entre uma cirurgia e outra, e iniciou o desenvolvimento de uma ficha para monitoramento.

Com a ajuda da equipe de Biomedicina, foi possível realizar o registro de início e fim de cada uma das seis etapas que compreendem todas as fases para liberação da sala cirúrgica, após um procedimento. Foram identificados os seguintes processos:

  1. CONTAGEM DOS INSTRUMENTIAS SUJOS;
  2. DEVOLUÇÃO DE MATERIAL À FARMÁCIA;
  3. HIGIENIZAÇÃO;
  4. TEMPO DE SECAGEM;
  5. DISTRIBUIÇÃO DOS MATERIAIS;
  6. ABERTURA DOS MATERIAIS;

Entre os dias 25/03/2022 e 06/04/2022, antes das mudanças implementadas pelo projeto serem aplicadas, os procedimentos foram monitorados, ficando constatado um tempo médio de 66 minutos para liberação da sala cirúrgica. A análise dos resultados mostrou que alguns processos poderiam ser otimizados, a partir do reforço e orientação das equipes de distribuição dos materiais e higienização.

Após a aplicação das mudanças, foi realizado um novo mapeamento entre os dias 13/04/2022 e 29/04/2022, que mostrou que o tempo médio de liberação da sala cirúrgica havia diminuído para 51 minutos, o que significa uma queda de 22,75% do tempo.

Dos seis processos analisados, cinco tiveram seu tempo médio reduzido, enquanto a higienização alcançou o tempo alvo de 15 minutos. [Veja gráfico abaixo]

A equipe segue agora com desafio de continuar a otimização dos processos, a fim de alcançar a máxima produtividade e atender nossos pacientes com qualidade e eficiência.


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