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Heart Team do Ana Nery discute casos complexos de pacientes

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 17 de maio, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração) do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça (17), foram discutidos os casos de três mulheres (com 62, 70 e 78 anos) e um homem (com 68 anos).

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira a decisão do caso apresentado na reunião anterior:

  • Mulher de 64 anos, internada em outro serviço com quadro de IAM de parede anterior. Antecedente de hipertenso, diabético. Realizou cate no Hospital Roberto Santos que evidenciou DA ocluída recebendo circulação colateral grau III, Grande marginal com lesão importante em teço proximal. Circunflexa (Cx) com lesão importante e leito fino coronária direita (CD) com múltiplas lesões e bom leito distal. Ventrículo esquerdo (VE) com disfunção. Hemodinâmica enviou o caso para discussão em Heart team para avaliação de proposta cirúrgica.
    Decisão do Heart Team: Após avaliação, decidido por solicitar ao serviço de origem informações claras sobre estado atual clínico, prescrição médica e dados de exames ecocardiográficos.
  • Homem com 57 anos, com caso rediscutido após nova solicitação da CER. Paciente com quadro de IAM em 18/04; realizou CATE com lesão grave de DA médio-distal e lesão de DP e VP em leito distal segmentar e fino calibre.
    Decisão do Heart Team: Diante da anatomia desfavorável para intervenção clinico ou percutânea, optado por manter decisão anterior de seguir com tratamento clinico otimizado.
  • Homem de 73 anos, hipertenso, insuficiência renal agudo KDIGO I. Diagnosticado com IACMCSST. Realizou no HAN cateterismo cardíaco em 27/04/2022: Descendente anterior (DA) apresenta calcificação severa com lesão de 99% na sua origem e oclusão total na sua porção média. Seu leito distal opacifica-se por circulação colateral de grau Circunflexa (Cx) irriga até a porção distal do sulco AV com padrão de artéria dominante, apresentando importante calcificação difusa com lesão de 90% na sua porção média, envolvendo a origem do seu segundo ramo marginal (medina 1,1,1), e lesão de 90% na sua porção distal, em direção ao grande ramo ventricular posterior. Coronária direita (CD) é de fino calibre e pequena expressão anatômica, apresentando lesão de 90% na sua porção média. Hemodinamicista avaliou cateterismo como não viável para tratamento percutâneo.
    Decisão do Heart Team: Decidido por regular paciente para avaliar tratamento cirúrgico.
  • Mulher de 76 anos, tabagista, amputação de membro inferior direito por neoplasia (relato familiar à equipe assistencial atual), doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) sem demais comorbidades. Paciente regulada para HAN após decisão de Heart Team. Tomografia computadorizada de tórax (TC) apresentando ectasia da aorta ascendente, aneurisma fusiforme do joelho posterior do arco aórtico, com diâmetro 5.9cm e discreto abaulamento em seu contorno posterior, de aspecto inespecífico neste estudo sem contraste, podendo representar sinal de rotura ou iminência de rotura. Ainda, CATE em 14/04/2022 circulação coronária de dominância esquerda, CD tipo I sem lesões obstrutivas, tronco coronária esquerda bifurcado sem lesões. DA tipo III sem lesões. Cx tipo IV. Mg, VP e descendente posterior sem lesões.
    Decisão do Heart Team: Diante de discussão, decidido por abordagem endovascular com colocação de endoprótese para tratamento de estenose aórtica grave.
  • Mulher de 55 anos, hipertensa, doença renal crônica (DRC) estágio V (CKD EPI 5) – FAV radiocefálica em MSE (confeccionada em 17/11), Cardiopatia valvar: Insuficiência mitral (IM) e aórtica de grau importante. Insuficiência aórtica (IAo) de grau importante, doença de chagas (Sorologia +), nefro litíase prévia com 3 cirurgias para retirada de cálculo renal- 1ª há 25 anos e última há 7 anos e nódulo em tireoide desde 2017 > em acompanhamento com endocrinologista. Ecocardiograma realizado em 11/04/2022: fração de ejeção 45%. Ectasia moderada da aorta ascendente e leve da raiz de aorta e arco aórtico. Aumento importante das câmaras cardíacas esquerdas e leve de átrio direto. Disfunção sistólica global do VE de grau leve com comprometimento difuso da contratilidade miocárdica. Disfunção diastólica do tipo pseudonormal (grau II) com aumento das pressões de enchimento. Hipertrofia excêntrica do ventrículo esquerdo. IM de grau importante. IAo de grau importante. Hipertensão pulmonar. Dr. Jackson se posiciona afirmando que: a revascularização deveria ser percutânea primeiro e depois de 3 meses o tratamento cirúrgico deveria ser realizado, assim, diminuiria o porte do procedimento e o risco cirúrgico. Clínico líder expõe sua opinião que a paciente é jovem, com valvopatia aórtica importante e com evolução de piora, sendo o atual momento o melhor para tratar com cirurgia.
    Decisão do Heart Team: Por fim, decidido por seguir com tratamento cirúrgico inicial, sendo risco de procedimento exposto e dividido com a paciente e familiares.
  • Mulher de 26 anos, com diagnóstico prévio de Cardiomiopatia hipertrófica. Refere que cursou por algumas vezes com episódios de lipotimia, porém precedido de sintomas e relacionado à mudança de decúbito. Refere também vir cursando com dor torácica que piora com esforço como caminhadas mais longas ou subir escadas/ladeiras.  Ecocardiograma realizado em 18/08/21: Cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva (Mediocavitária); Disfunção diastólica do tipo 1; Dilatação das artérias coronárias.  Ressonância magnética cardíaca (15/12/2021): AD: 39mm (menor eixo) e 26mm (menor eixo); Vol. AE: 89mm (53ml/m²); Parede lateral 25mm; Septo: 30mm; Parede anterior: 30mm; Parede inferior: 19mm; Massa de fibrose estimada com 22% do VE; Presença de derrame pleural laminar; Derrame pericárdico discreto; AE de volume aumentado importante; Hipertrofia assimétrica do VE; Diminuição dos volumes diastólicos finais do VE; função sistólica preservada com FEVE de 84%; Cardiomiopatia hipertrófica.
    Decisão do Heart Team: Decidido por encaminhar paciente para avaliação pelo cardiologista clínico no ambulatório de insuficiência cardíaca para definir tratamento, se paciente favorável para cirurgia de miectomia em conjunto com implante de cardiodesfibrilador implantável (CDI).

Família de criança atendida na cardiopediatria do Ana Nery faz cartaz agradecendo aos profissionais da unidade

A família de uma pequena paciente da cardiopediatria do Ana Nery fez um cartaz de agradecimento aos profissionais da unidade.

A menina nasceu com uma doença cardíaca congênita, e é acompanhada desde o período neonatal pela cardiopediatria do Ana Nery, que é liderada por Dra. Isabel Guimarães. A pequena passou por duas cirurgias cardíacas, e foi liberada para voltar para casa.

No cartaz, que foi colocado na enfermaria da cardiopediatria, a família escreveu:

“Em momentos difíceis, percebemos quem realmente importa, e vocês são essenciais. Obrigada a todos os funcionários do Hospital Ana Nery. Vocês fizeram a diferença em nossas vidas! Agradecemos por todo o cuidado e pela oportunidade de recomeçar! Que Deus abençoes vocês”.

Yara Santos Oliveira, coordenadora da enfermaria da cardiopediatria, agradeceu o gesto da família e celebrou o reconhecimento.

“É uma iniciativa que gera sentimento de gratidão em toda a equipe, pois buscamos fazer sempre o melhor para os nossos pacientes”, disse.

Projeto Piloto do Ana Nery reduz em 22% o tempo para liberação de salas cirúrgicas

O Ana Nery desenvolveu um Projeto Piloto de Giro de Sala, implementado nos Centros Cirúrgicos 1 e 2, que permitiu que o tempo de liberação de uma sala, após procedimento, caísse de 66 minutos para 51 minutos.

O Centro Cirúrgico é uma das áreas mais rentáveis do sistema hospitalar, sendo imprescindível a otimização dos processos e máximo aproveitamento das áreas. Por isso, é extremamente importante mensurar e avaliar as atividades desenvolvidas neste setor, afim de otimizar os processos, alcançando a máxima qualidade e utilização dos recursos.

No projeto Piloto de Giro de Sala, a equipe de Engenharia Clínica do Ana Nery, junto com a equipe assistencial, mapeou os processos realizados entre uma cirurgia e outra, e iniciou o desenvolvimento de uma ficha para monitoramento.

Com a ajuda da equipe de Biomedicina, foi possível realizar o registro de início e fim de cada uma das seis etapas que compreendem todas as fases para liberação da sala cirúrgica, após um procedimento. Foram identificados os seguintes processos:

  1. CONTAGEM DOS INSTRUMENTIAS SUJOS;
  2. DEVOLUÇÃO DE MATERIAL À FARMÁCIA;
  3. HIGIENIZAÇÃO;
  4. TEMPO DE SECAGEM;
  5. DISTRIBUIÇÃO DOS MATERIAIS;
  6. ABERTURA DOS MATERIAIS;

Entre os dias 25/03/2022 e 06/04/2022, antes das mudanças implementadas pelo projeto serem aplicadas, os procedimentos foram monitorados, ficando constatado um tempo médio de 66 minutos para liberação da sala cirúrgica. A análise dos resultados mostrou que alguns processos poderiam ser otimizados, a partir do reforço e orientação das equipes de distribuição dos materiais e higienização.

Após a aplicação das mudanças, foi realizado um novo mapeamento entre os dias 13/04/2022 e 29/04/2022, que mostrou que o tempo médio de liberação da sala cirúrgica havia diminuído para 51 minutos, o que significa uma queda de 22,75% do tempo.

Dos seis processos analisados, cinco tiveram seu tempo médio reduzido, enquanto a higienização alcançou o tempo alvo de 15 minutos. [Veja gráfico abaixo]

A equipe segue agora com desafio de continuar a otimização dos processos, a fim de alcançar a máxima produtividade e atender nossos pacientes com qualidade e eficiência.

Segurança do paciente: Ana Nery investe em tecnologia de ponta para otimizar controle de medicamentos

O Ana Nery adquiriu recentemente, com o apoio da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB), uma máquina unitarizadora de medicamentos, equipamento que fortalece na unidade a cultura de segurança do paciente. [Veja vídeo abaixo]

A máquina tem a função de unitarizar, embalar e identificar os medicamentos, para serem administrados ao paciente de maneira personalizada e segura, possibilitando a orientação em relação a riscos, além de alertas sobre os medicamentos para a equipe assistencial, evitando desta forma eventos adversos.

De acordo com estudos realizados na Alemanha e Estados Unidos, a utilização da máquina permite uma redução de até 57% de eventos adversos e gera menor risco de perda de medicamentos.

Antes da chegada do equipamento, o processo de controle dos medicamentos era feito de forma totalmente manual, pelos colaboradores do Setor de Farmacotécnica. Esse processo demandava muito tempo, pelo volume de produção do hospital, e era menos eficaz, pois a identificação contida nas doses era impressa em etiqueta autocolante, com risco de ser rasurada, sem possibilidade de personalizar riscos e alertas sobre os medicamentos.

“A partir de agora, a agilidade no processo de unitarização é maior, além de ser ideal para a rastreabilidade e a segurança na administração do medicamento”, explicou o Farmacêutico Jefferson Gama, Coordenador do Serviço de Farmácia do Ana Nery.

Reunião semanal do Heart Team do Ana Nery discute casos complexos de pacientes

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 10 de maio, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração) do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça (10), foram discutidos os casos de cinco mulheres (duas com 75 anos e as outras com 26, 55 e 64) e dois homens (com 57 e 73 anos).

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira a decisão do caso apresentado na reunião anterior:

  • Mulher de 42 anos, hipertensa, insuficiência cardíaca com fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) 62% e função biventricular preservada, dupla lesão mitral reumática (estenose mitral grave insuficiência mitral moderada – PSAP 120mmHg), FAARV (17/02/22) com CVQ em 17/02/2022, HP grave – RVP: 10 Woods. Clinicamente sem disfunção de câmara direitas. CATE de câmara direitas com RVP 10Woods, PmAP 61mmHg, CP 18mmHg, e gradientes transpulmonar 43mmHg.
    Decisão do Heart Team: Apesar de elevado risco associado a PSAP suprassistêmica, mais disfunção de ventrículo direito (VD) clinica ou ecocardiográfica, optado por seguir com troca valvar mitral (TVM) e plastia valvar tricúspide (VT).

 

  • Homem de 78 anos, hipertenso, dislipidêmico, tabagista, com Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Há alguns anos apresenta angina estável. Veio regulado para HAN para realização de CATE eletivo, apresentando em sala quadro de angina instável. Realizou CATE em 27/04/2022: tronco coronário esquerda (TCE) com calcificação e lesão de 90% na sua porção distal, descendente anterior (DA) apresenta calcificação e lesão difusa na sua porção proximal com ponto maior de obstrução de 90%, e coronária direita (CD) dominante e apresenta calcificação e oclusão total na sua porção proximal. Inicialmente discutido em enfermaria, por intervenção cirúrgica, porém paciente recusou-se a realização do procedimento. Dr. Felipe mantém opinião de proposta cirúrgica para tratamento.
    Decisão do Heart Team: Optado por persistir na indicação cirúrgica inicialmente (conversa direta com equipe clínica e cirúrgica com o paciente e familiares), caso mantenha recusa, seguir com angioplastia (ATC) de TCE-DA.

 

  • Homem de 83 anos, tabagista importante, diabético tipo 2, hiperplasia prostática, passado de IAM em 2010. Atual diagnóstico de IAM SST no contexto de choque séptico, sendo postergada realização de CATE nesse contexto. Realizado CATE com evidência de lesão grave de DA proximal e oclusão no 1/3M, CD ocluída e lesão moderada em circunflexa (Cx) e marginal (Mg). Clínico líder afiram que o paciente é frágil e tem internamento prolongado recente.
    Decisão do Heart Team: Após discussão chegou ao consenso de que caso é de muito alto risco para procedimento cirúrgico e a anatomia desfavorável para intervenção percutânea, sendo optado por seguir com tratamento clinico e otimização terapêutica.

 

  • Mulher de 76 anos, tabagista, amputação de membro inferior direito por neoplasia (relato familiar à equipe assistencial atual) sem demais comorbidades. Relatório de pedido de regulação descreve história da paciente: em 18/03/2022 com diagnóstico de edema agudo de pulmão (EAP) e bloqueio átrio ventricular (BAVT). Tomografia computadorizada de tórax (TC) apresentando ectasia da aorta ascendente, aneurisma fusiforme do joelho posterior do arco aórtico, com diâmetro 5.9cm e discreto abaulamento em seu contorno posterior, de aspecto inespecífico neste estudo sem contraste, podendo representar sinal de rotura ou iminência de rotura. Ainda, CATE em 14/04/2022 circulação coronária de dominância esquerda, CD tipo I sem lesões obstrutivas, tronco coronária esquerda bifurcado sem lesões. DA tipo III sem lesões. Cx tipo IV. Mg, VP e descendente posterior sem lesões.
    Decisão do Heart Team: Diante de discussão, optado por regular paciente para melhor avaliação de tratamento.

 

  • Homem de 64 anos. Veio ambulatorialmente para avaliação de risco, para realização de endarterectomia de carótida devido a AVC há 1 ano (sequela afasia de boca) com obstrução unilateral de carótida interna, porém eco evidenciando estenose aórtica (EAo) grave (AV 0.8cm² e gradiente médio 43mmHg).
    Decisão do Heart Team: Uma vez que sofreu evento neurológico há 1 ano, optado por seguir com troca valvar aórtica (TVAo) e seguir com acompanhamento conservador da lesão da carótida.

 

  • Homem de 57 anos, hipertenso, apresentou quadro de IAM em 18/04/2022; realizou CATE com lesão grave de DA médio-distal e lesão de DP e VP em leito distal segmentar e fino calibre.
    Decisão do Heart Team: Diante da anatomia desfavorável para intervenção clinico ou percutânea, optado por seguir com tratamento clinico otimizado.

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Heart Team do Ana Nery discute casos complexos de pacientes; confira

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 3 de maio, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração) do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça (3), foram discutidos os casos de quatro homens (com 57, 64, 78 e 83 anos) e duas mulheres (com 42 e 76 anos).

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira a decisão do caso apresentado na reunião anterior:

  • Mulher de 48 anos. com quadro de dissecção de aorta Stanford A (sem temporalidade definida); apresenta ainda quadro de hipertensão arterial resistente (diagnostico aos 28 anos) – identificada à angio-tomografia sinais sugestivos de estenose de artéria renal esquerda, com níveis pressóricos controlados após otimização terapêutica. Cateterismo (CATE) com lesão grave de descendente anterior (DA), circunflexo (Cx) e coronária direita (CD) ocluída.
    Decisão do Heart Team: Optado por cirurgia de aorta e revascularização miocárdica (RM). Caso mantenha níveis pressóricos elevados no pós-operatório, seguir com angioplastia de artérias renais.
  • Mulher de 77 anos, hipertensa, dislipidêmica, síndrome demencial à esclarecer (Alzheimer em investigação), hiponatremia, gastroenterite aguda em 15/04 (resolvida). Com diagnóstico de IAM SST em 03/2022, apresentando angina instável com dor em repouso em 19/04/2022 durante internamento. CATE triarterial com leitos distais finos além de aterosclerose com lesão em ilíacas, sendo alto risco cirúrgico e anatomia desfavorável.
    Decisão do Heart Team: Optado por seguir com angioplastia (ATC) diante da refratariedade dos sintomas.
  • Homem de 72 anos, hipertenso, diabético, AVC há 6 anos, passado de prostatectomia por CA de próstata, DAC prévia com primeira angioplastia há 18 anos, segunda há 11 anos, terceira e quarta em dezembro de 2021 no HAN. Laudo de relatório de regulação traz história: no dia 18/03/2022 evoluiu com queixa de dor anginosa buscando serviço de emergência sendo liberado <24h. Persistência e intensificação dos sintomas nas últimas semanas, em 29/03/2022 foi internado em emergência com troponina negativa e CK-MB positiva. Regulado para hospital onde fez um episódio de febre (urocultura negativa) secundário à flebite. Eletrocardiograma sem achados agudos (ZEI inferior).
    Decisão do Heart Team: Consensualmente após discussão, decidido por aceitar pedido de angioplastia para tratamento de lesão em descendente anterior (DA).
  • Mulher de 61 anos, hipertensa, dislipidêmica e diabética. Em 07/04/2022 evoluiu com dor torácica, com irradiação para região epigástrica, associada a dispneia, náuseas, sudorese e um episódio de vômito. Evidenciado troponina positiva e eletrocardiograma com isquemia subendocárdica, diagnosticada com quadro de IAMSST. Realizou CATE com DA e coronária direita (CD) ocluídas e circunflexa (Cx) com lesão moderada, porém impressão da equipe cirúrgica de leito da descendente anterior (DA) com enchimento fino da colateral.
    Decisão do Heart Team: Optado por regulação para avaliação clínica e seguir com cirurgia, caso apresente sintomas e risco cirúrgico baixo.

Ana Nery disponibiliza na web guia da Sociedade de Cirurgiões Torácicos que tira dúvidas de pacientes sobre o pós-operação cardíaca; confira

O Hospital Ana Nery disponibilizou em seu site e redes sociais um guia da Sociedade de Cirurgiões Torácicos (organização sem fins lucrativos que reúne mais de 7,6 mil cirurgiões, cientistas e profissionais da saúde em todo o mundo), que visa tirar dúvidas de pacientes sobre o que esperar após uma cirurgia cardíaca.

O documento busca responder a questões frequentes de pacientes e suas famílias, no entanto deixa claro que é necessário sempre seguir as instruções individuais do médico responsável pelo paciente, caso ele discorde de quaisquer informações apresentadas no guia.

O guia “O que Esperar Após a Cirurgia do Coração” está disponível no link abaixo:

https://drive.google.com/file/d/1hnf2ft2arOYEixs92_nIFGPh9oc1AXzf/view?usp=sharing

Ana Nery realiza novo tratamento transcateter de válvula mitral em paciente já operada do coração

Foi realizado na última sexta-feira (29), no Hospital Ana Nery, um novo tratamento transcateter de válvula mitral (Valve-in-Valve Mitral). Foi a primeira vez que um procedimento do tipo foi feito no HAN.

O tratamento foi realizado em uma paciente já operada do coração no passado e que apresentava degeneração grave da prótese mitral cirúrgica. A indicação desse procedimento foi estabelecida pelo colegiado reunido na sessão de Heart Team do Ana Nery, composta por cardiologistas clínicos, hemodinamicistas e cirurgiões cardíacos.

A paciente foi incluída em estudo inédito, randomizado, chamado SURVIV (procedimento VIV mitral Transcateter versus cirurgia de troca valvar mitral convencional), comandado pelo Dr. Dimytri Siqueira, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. Trata-se de estudo nacional, no qual já foram incluídos 67 pacientes da região sudeste. O Hospital Ana Nery é o primeiro centro das demais regiões do Brasil a participar do estudo, tendo o Dr. Cristiano Guedes como investigador principal (PI) local.

Dessa forma, o HAN participa da construção do conhecimento mundial na área de terapia valvar, permitindo que os pacientes tenham acesso às mais recentes tecnologias na área da intervenção valvar.

O procedimento realizado na sexta-feira foi executado pela equipe da Hemodinâmica do HAN, composto por Dr. Cristiano Guedes, Dr. Adriano Tamazato, Dra. Thaís Valente e Dr. Sérgio Câmara. A anestesia geral foi realizada por Dra. Beatriz Regis, enquanto a ecocardiografia transesofágica ficu a cargo do Dr. Marcus Santana.

O procedimento foi um sucesso e a paciente apresentou excelente evolução pós-operatório.

MAPA T1: Ana Nery adquire tecnologia mais eficiente e menos invasiva para exames de ressonância cardíaca

O Ana Nery adquiriu recentemente uma nova tecnologia para os exames de Ressonância Cardíaca, que promoverá um diagnóstico ainda mais preciso de diversas condições cardíacas importantes. Somente o HAN oferece essa tecnologia pelo SUS, no estado.

De acordo com Dra. Sirlene Borges, médica radiologista coordenadora do serviço de Bioimagem do Ana Nery, O MAPA T1 permite a melhor mensuração de áreas do coração que estejam inflamadas e com cicatriz pós infarto, além da avaliação de outras alterações específicas. Isso não era possível na rotina da Ressonância Magnética Cardíaca e nos demais métodos de imagem, como tomografia e ecocardiograma.

A nova tecnologia fornece uma visualização não invasiva do tecido cardíaco, com potencial para, no futuro, inclusive substituir a realização de biópsia. O MAPA T1 fornece informações que muitas vezes não são demonstradas nas imagens, após a administração do meio de contraste, dando maior segurança ao médico na hora do diagnóstico.

Pacientes com suspeita de infarto agudo do miocárdio, amiloidose, doença de Fabry, Talassemia irão se beneficiar da sua utilização. Além disso, o campo para pesquisa sobre essa nova ferramenta tem crescido e pode ajudar a entender melhor as patologias cardíacas no geral.


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