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Ilustração tridimensional do coração do realce das valvas mitral e tricúspide com seus aparatos subvalvares

Seguindo modelo validado internacionalmente, Centro de Cardiopatia Valvar do Ana Nery entrega resultados de excelência a pacientes com doenças valvares

Com a finalidade de avaliar, diagnosticar e manejar adequadamente as doenças valvares, altamente prevalentes no Brasil, o Centro de Cardiopatia Valvar do Hospital Ana Nery vem obtendo enorme sucesso na entrega de resultados de alta qualidade, custo-efetividade, minimizando riscos e reabilitando os pacientes para retorno à sociedade com maior funcionalidade e qualidade de vida.

Através do fortalecimento de estratégias de prevenção eficazes, educação e promoção da saúde, o CCV tem como missão minimizar o fardo das doenças valvares na sociedade, em especial da cardiopatia reumática, que ainda afeta prioritariamente populações de baixa renda em nosso país.

 O Centro de Cardiopatia Valvar do Hospital do Ana Nery é um modelo validado internacionalmente e conta com a Clínica de Valvopatias, composta por ambulatórios de doenças valvares, onde casos complexos são triados, monitorados e acompanhados. Esse procedimento permite que os pacientes tenham acesso à mesma excelência na linha de cuidados nas fases pré e pós hospitalar, possibilitando a decisão de intervenção valvar no momento mais adequado.

O CCV está inserido em um forte programa de treinamento de especialistas em cardiologia, com residência médica e pós-graduação, assim como contribui com a pesquisa clínica e construção de conhecimento.

Além disso, decisões sobre tratamento e intervenção em cardiopatias valvares complexas são tomadas por um Time do Coração Colaborativo (“Heart Team”), com experiência em valvopatias, composto por cardiologistas clínicos, cirurgiões cardíacos, hemodinamicistas com experiência em cardiologia intervencionista estrutural, anestesiologia, e especialistas em imagem cardiovascular multimodalidade. Conta ainda com o suporte de arritmologistas, especialistas em insuficiência cardíaca, infectologia, neurologia e medicina paliativa.

O Time do Coração se reúne semanalmente para avaliação de casos de valvopatias e para tomada de decisões clínicas baseadas em evidência, centradas no paciente.

Ecocardiograma transesofágico tridimensional, com visão do cirurgião pelo átrio esquerdo, mostrando valva mitral com seus folhetos e scallops.

Ecocardiograma transesofágico tridimensional, com visão do cirurgião pelo átrio esquerdo, mostrando valva mitral com seus folhetos e scallops.

 

Ilustração esquemática do coração com realce em valva mitral a seu aparato subvalvar.

Ilustração esquemática do coração com realce em valva mitral a seu aparato subvalvar.

Enfermaria da ala pediátrica do Ana Nery é entregue após requalificação

Com tema ‘espaço sideral’, requalificação de enfermaria pediátrica do Ana Nery é entregue

Após obras que duraram cerca de um mês, foi entregue nesta quarta-feira, 24 de novembro, a primeira de seis enfermarias pediátricas do Hospital Ana Nery a serem totalmente requalificadas.

Além de revisão da parte elétrica e hidráulica, a requalificação das enfermarias deu grande atenção ao fator lúdico, já que se trata de uma unidade pediátrica, e transformou a área em uma incrível viagem espacial.

O tema central é o ‘espaço sideral’, e cada enfermaria será um tipo de planeta. A que ficou pronta nesta quarta é o planeta aquático e traz ilustrações do arquiteto e artista plástico Vinícius Nascimento.

As paredes mostram o astronauta criança, mascote da enfermaria, interagindo com diversos animais aquáticos, como tartaruga, arraia, baleia, entre outros. Os outros planetas terão como tema a educação, parque de diversões e floresta.

A enfermaria tem capacidade para atender seis pacientes pediátricos. As primeiras crianças já começam a ocupar o espaço nesta quarta. À medida em que os pacientes forem sendo transferidos para a nova enfermaria, a requalificação começará nas que forem sendo liberadas.

Além das enfermarias, o corredor da ala pediátrica também ganhará decoração com tema espacial, simulando a viagem que as crianças farão até chegarem nos planetas (enfermarias).

E para a imersão dos pequenos nesse mundo do espaço sideral ser completa, a sala no centro cirúrgico onde são realizados os procedimentos pediátricos foi decorada para ser a nave do astronauta.

Enfermaria da ala pediátrica do Ana Nery é entregue após requalificação

Enfermaria da ala pediátrica do Ana Nery é entregue após requalificação

Enfermaria da ala pediátrica do Ana Nery é entregue após requalificação

Enfermaria da ala pediátrica do Ana Nery é entregue após requalificação

Enfermaria da ala pediátrica do Ana Nery é entregue após requalificação

Enfermaria da ala pediátrica do Ana Nery é entregue após requalificação

Enfermaria da ala pediátrica do Ana Nery é entregue após requalificação

Heart Team do Ana Nery discute casos complexos de pacientes

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 23 de novembro, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração), do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça, foram discutidos os casos de quatro homens (de 72, 71, 60 e 47 anos) e quatro mulheres (de 84, 69, 32 e 29 anos).

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira as decisões dos casos apresentados na reunião anterior:

  • Homem de 72 anos, hipertenso, ex-tabagista, hérnia inguinal. Deu entrada em outra instituição hospitalar no início deste mês com queixa de dor em hemitórax direito e epigástrio iniciada as 03 horas da manhã.  Durante a admissão cursou com taquicardia, sudorese intensa e dispnéia. ECG da admissão com supra de ST de parede inferior sendo encaminhado via protocolo infarto agudo do miocárdio (IAM) para angioplastia (ATC) primária, realizada no mesmo dia (01/11/2021). Admitido na hemodinâmica deste hospital, estável, em uso de Tridil, em melhora da dor, cateterismo (CATE) com padrão tri arterial com  coronária direita (CD) ocluída.
    Decisão da equipe: Paciente com insuficiência mitral (IM) secundária por tethering importante, com proposta de troca valvar e revascularização. A partir de discussão, decidido devido gravidade, por rediscutir caso após estabilização do quadro do paciente com  otimização terapêutica da insuficiência cardíaca (IC).
  • Mulher de 67 anos, ex-tabagista, sem comorbidades prévias, internada em outra instituição com descrição de fração de ejeção reduzida (FER), insuficiência cardíaca (IC) descompensada com necessidade de drogas vasoativas (DVA) e disfunção diastólica importante com disfunção segmentar. Realizou CATE no HAN em outubro deste ano: CD com lesão de 25% em 1/3 médio, Ventricular Posterior (VP) direita de grande importância  com irregularidades parietais discretas. Descendente Posterior (DP) direita de grande importância com irregularidades parietais discretas. Descendente Anterior (DA) com calcificação e lesão de 100% em 1/3 em médio, opacificando-se por circulação colateral intracoronária ++/4 e intercoronária +/4. Diagonal de grande importância e fino calibre com lesão de 75 a 90% em 1/3 proximal. Circunflexa com lesão de 50 a 75% em 1/3 proximal e lesão de 95% em 1/3 médio. Primeiro Marginal (Mg) de pequena importância com irregularidades parietais discretas. 2° Mg de grande importância com irregularidades parietais discretas. 3° Mg de grande importância com irregularidades parietais discretas. Tronco de Coronária Esquerda (TCE) com irregularidades parietais discretas.
    Decisão da equipe: Solicitado ao HAN angioplastia, porém avaliado CATE e optado por manter paciente em tratamento clínico.
  • Homem de 49 anos. Realizado cateterismo em outubro deste ano: CD dominante, apresenta lesão de 60% no terço proximal, lesão de 90% no terço médio e lesão de 50% no terço distal. Ramo ventricular posterior de pequena importância com irregularidades parietais e descendente posterior com lesão de 90% no terço proximal/médio. TCE bifurcado, apresenta irregularidades parietais. Origina artérias Descendente Anterior (DA) e Circunflexa (CX). DA contorna o apex, apresenta lesão calcificada e segmentar de 95% no terço proximal com bom leito distal. Primeiro diagonal, de moderado calibre com lesão de 70% no terço proximal. Segundo diagonal, de moderado calibre com lesão de 70% no terço proximal. Demais ramos diagonais finos com irregularidades parietais.CX apresenta lesão de 50% no terço proximal. Ramos marginais com irregularidades parietais. Ventricular posterior esquerdo, de grande importância anatômica, com lesão de 60% na origem.
    Decisão da equipe: Solicitada à instituição angioplastia, porém após discussão do Heart Team em avaliação de CATE e quadro clínico do paciente, optado por tratamento cirúrgico.

Reunião do Heart Team do Hospital Ana Nery

Reunião do Heart Team do Hospital Ana Nery

Reunião do Heart Team do Hospital Ana Nery

Reunião do Heart Team do Hospital Ana Nery

Reunião do Heart Team do Hospital Ana Nery

Reunião do Heart Team do Hospital Ana Nery

Reunião do Heart Team do Hospital Ana Nery

Reunião do Heart Team do Hospital Ana Nery

Reunião do Heart Team do Hospital Ana Nery

Reunião do Heart Team do Hospital Ana Nery

Ilustração mostra um coração normal e um com síndrome da hipoplasia do coração esquerdo

SÍNDROME DA HIPOPLASIA DO CORAÇÃO ESQUERDO: cardiopatia congênita grave

  • DO QUE SE TRATA?

A síndrome da hipoplasia do coração esquerdo (ou Síndrome do coração esquerdo hipoplásico – SHCE) é uma malformação cardíaca rara e grave, constituindo um conjunto de anomalias cardíacas congênitas, que consiste em hipoplasia significativa ou ausência do ventrículo esquerdo e hipoplasia da aorta ascendente. Com isso, o coração do bebê é incapaz de fornecer fluxo sanguíneo adequado para as necessidades sistêmicas.

A síndrome da hipoplasia do coração esquerdo acomete cerca de 1 a 5 a cada 10 mil bebês nascidos vivos. É considerada uma cardiopatia congênita crítica, sendo responsável por cerca de 23% das mortes cardíacas na primeira semana de vida, e de 15% das mortes cardíacas no primeiro mês de vida. A sobrevivência acima de seis semanas de vida é rara na evolução natural.

  • COMO E QUANDO É FEITO O DIAGNÓSTICO?

A síndrome da hipoplasia do coração esquerdo pode ser diagnosticada durante a gestação por meio da ecocardiografia fetal. Após o nascimento, o exame de escolha para o diagnóstico é o ecocardiograma, que deve ser realizado ainda na maternidade.

Imagens mostram exames de ecocardiografia e ecocardiograma fetais

  • ESTÁ ASSOCIADA A OUTRAS MALFORMAÇÕES?

Em 25% dos casos, a síndrome da hipoplasia do coração esquerdo está associada a outras mal formações e apresentam um risco elevado de recorrência na mesma família, o que reforça a base genética da condição.

  • QUAL O TRATAMENTO PARA A HIPOPLASIA DO CORAÇÃO ESQUERDO?

A síndrome da hipoplasia do coração esquerdo é uma doença fatal, muito difícil de tratar, não sendo possível a correção do defeito com cirurgia, mas existem na atualidade propostas de intervenções cirúrgicas paliativas que devem ser realizadas nos primeiros dias de vida.

O tratamento da síndrome da hipoplasia do coração esquerdo começa no nascimento ou assim que o diagnóstico tenha sido feito, e consiste em terapia pré-operatória intensiva, devendo o procedimento cirúrgico, quando indicado, ser realizado idealmente entre dois a cinco dias de vida.

Há duas formas de tratamento cirúrgico na atualidade: o transplante cardíaco neonatal, não disponível na grande maioria dos países; e a reconstrução paliativa estagiada, cuja a primeira etapa mais comumente realizada é a cirurgia de Norwood. Pode ser também empregado o tratamento híbrido na primeira etapa da reconstrução estagiada. A segunda e terceira etapas do tratamento estagiado visam o funcionamento do ventrículo direito em posição sistêmica.

A expectativa de sobrevivência é baixa – raramente os bebês com síndrome da hipoplasia do coração esquerdo sobrevivem alguns anos.

  • CONTRAINDICAÇÕES DO TRATAMENTO CIRÚRGICO

A contraindicação cirúrgica como tratamento da síndrome da hipoplasia do coração esquerdo deve ser admitida quando a avaliação do recém-nascido pela equipe de especialistas mostrar que não há condições de sobrevivência após os procedimentos que o conduzem a uma fisiologia circulatória de ventrículo único.

Cardiomiopatia grave, doenças genéticas graves e malformações neurológicas com prognóstico ruim são também condições que contraindicam os procedimentos cirúrgicos.

Ilustração que mostra bebê e coração dentro dele

  • O QUE ACONTECE QUANDO A CRIANÇA CRESCE?

A hipoplasia do coração esquerdo é uma condição complexa, e algumas crianças não sobreviverão aos três estágios da cirurgia. Embora a cirurgia possa proporcionar uma melhor qualidade de vida, não é possível corrigir a anormalidade cardíaca, e é incerto por quanto tempo as crianças com essa condição viverão. Os sobreviventes mais longos estão na casa dos 20 anos. O transplante de coração pode ser uma opção para alguns pacientes, embora isso raramente seja considerado antes da idade adulta.

As crianças com síndrome da hipoplasia do coração esquerdo serão sempre limitadas em suas atividades físicas, e a resistência física pode piorar na adolescência ou na vida adulta jovem.

A cirurgia é paliativa e não resulta em cura, de modo que, na idade adulta, podem surgir problemas e sintomas difíceis de tratar.

  • O QUE SE DEVE FAZER, ENTÃO?

É fundamental o diagnóstico precoce da síndrome da hipoplasia do coração esquerdo, com a realização de um pré-natal adequado, esclarecendo a família em relação à complexidade da patologia e da necessidade de cuidados e aconselhamento desde o período perinatal, através de uma assistência multidisciplinar, adequando as expectativas das famílias relacionadas às dificuldades e limitações que essas crianças terão ao longo da vida.

Reunião discute implantação de serviço de biologia molecular no Ana Nery

Ana Nery realiza reunião de articulação para implementar serviço de Biologia Molecular

Foi realizada nesta quinta-feira, 18 de novembro, uma reunião de articulação para implementar o serviço de Biologia Molecular no Hospital Ana Nery.

A utilização de técnicas moleculares proporcionará um grande ganho ao diagnóstico laboratorial da unidade. A detecção através de materiais genéticos proporciona agilidade, especificidade e sensibilidade, principalmente no diagnóstico de doenças infecciosas em pacientes com comprometimento do sistema imune.

Com a implementação de um serviço de Biologia Molecular, o Ana Nery se alinha às técnicas de diagnóstico mais modernas do mundo.

Seja doador voluntário da Associação Baiana de Assistência à Criança Cardiopata e Transplantada Renal (ABACC)

A Associação Baiana de Assistência à Criança Cardiopata e Transplantada Renal (ABACC) é uma entidade sem fins lucrativos que funciona como casa de apoio ligada ao Hospital Ana Nery, em Salvador.

A principal missão da entidade é oferecer estadia, suporte social e assistência integral a crianças, adolescentes, e seus respectivos acompanhantes, para serem tratadas no Hospital Ana Nery.

É importante deixar claro que, apesar de ser apoiada pelo Hospital Ana Nery, CUJO ATENDIMENTO É GRATUITO E FINANCIADO PELO SUS, a ABACC é uma entidade independente e que depende de doações.

Faça parte dessa corrente do bem e doe o valor que desejar para a ABACC.

Veja como:

– CONTA BANCÁRIA:

Banco do Brasil
. Ag: 2798-7
. Conta: 138500-3

– PIX:

. CNPJ: 12165886/0001-02

Reunião semanal do Heart Team do Ana Nery discute casos complexos de pacientes

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 16 de novembro, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração) do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça, foram discutidos os casos de dois homens, de 71 e 49 anos, e uma mulher de 67.

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira as decisões dos casos apresentados na reunião anterior:

– Mulher de 71 anos, paciente hipertensa, diabética, fração de ejeção (FEVE) 55% e tabagista, encaminhada ao Hospital Ana Nery (HAN) após quadro de dor torácica associada a dispneia, sendo admitida em outro hospital apresentando edema agudo de pulmão (EAP), apresentou curva de troponina descendente e ao eletrocardiograma (ECG) apresentava bloqueio do ramo esquerdo (BRE) + ZEI em parede inferior. Submetida a cateterismo (CATE) em 05/10/21, evidenciada doença arterial crônica (DAC)tri arterialcoronária direita (CD)com lesão segmentar de 90% no terço médio, descendente anterior (DA) com lesão de 80% na origem + lesão de 70-80% no terço médio + 50% no terço distal, circunflexa (Cx) com lesão de 70% no terço médio, 1º marginal (Mg) com lesão de 70% na origem, 2ºMg de grande importância com lesão de 90% no terço proximal.
Decisão da equipe: Caso discutido para avaliação de possibilidade de revascularização miocárdica (RM) cirúrgica considerando os leitos distais. Após discussão, paciente foi considerada como apta para cirurgia cardíaca.

– Homem de 64 anos, hipertenso, diabético, dislipidêmico, tabagista astenia há 1 mês, FEVE 65,3% e com história de artrite gotosa. Infarto agudo do miocárdio sem supra de ST em 29/09/21, apresentando CATE realizado no HAN em (05/10/21) com padrão tri arterial: artéria CD dominante, lesão de 50% no terço proximal e lesão segmentar de 50% no terço médio. Ramo ventricular posterior com irregularidades parietais. Ramo descendente posterior com lesão de 70% no terço proximal. TCE bifurcado e com irregularidades parietais. ADA com lesão de 40% no terço proximal e lesão segmentar de 80% no terço médio. Primeiro ramo diagonal de grande importância com lesão de 70% na origem. Cx apresenta irregularidades parietais. Segundo marginal ocluído no terço médio. Circulação colateral grau II da CD para ramo marginal. Coronárias com padrão de lesão tri arterial.
Decisão da equipe: Caso trazido para discussão, considerando a factibilidade de prosseguir com a RM cirúrgica pela questão de leito distal ruim de ADA e Mg. Optado por manter em tratamento clínico e acompanhamento ambulatorial.

– José Homem de 73 anos, IAMCSST de parede antero-septal / Killip 1 em 28/10/21, apresentando padrão tri arterial com lesão grave em TCE (90% 1/3 distal). STS: mortalidade = 8.15% / morb/mortalidade = 33.34% e EURO 6%. Insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida de etiologia isquêmica (25%), trombo de VE 3,8 X 2,0 cm e amaurose à direita.Paciente com lesão em grave de TCE, porém com certa fragilidade e disfunção ventricular importante. Decisão da equipe: Discussão iniciada com proposta cirúrgica pelo clínico líder, porém, após discussão, optado por ATC de TCE.

– Homem de 55 anos, previamente hipertenso e dislipidêmico. IAMCSST de parede inferior, killip 1 com padrão tri arterial com lesão de TCE 90%, realizou angioplastia (ATC) de CD com 02 stents farmacológicos em 01/11/2021. Avaliado EUROscore como risco intermediário (3 pontos), STS Mortality: 0,905% morbidade e 8,739% de mortalidade.
Decisão da equipe: Paciente trazido com proposta cirúrgica, avaliando melhor estratégia de tratamento das lesões residuais. Optado por abordagem cirúrgica nesta internação com suspensão de clopidogrel (será avaliado tempo) e utilização de Tirofiban até momento da cirurgia.

– Mulher de 80 anos, hipertensa, hipotireoidismo, com intolerância à IECA e FEVE 40%. Internou após um IAMCSST em parede septal em 06/11/2021, quando no mesmo dia realizou ATC do 1° diagonal com 01 stent farmacológico.
Decisão da equipe: Proposta inicial percutânea de lesões residuais, porém, após discussão clínica e avaliação da anatomia coronariana, foi optado por manter a paciente em tratamento clínico.

– Mulher de 29 anos, com história de febre reumática e dupla troca valvar em 2013 por próteses biológicas. Passado de ascite recorrente e fibrilação atrial no pós-operatório. Hipertensa, caquexia, amenorreia secundária à anemia + perda de peso e IC valvar classe funcional IV/IV perfil B. Há 2 meses evolui com dispneia, associada à edema em membros inferiores e aumento do volume abdominal, sendo internada em outra instituição para compensação da insuficiência cardíaca. Em ecocargiograma,evidenciado trombose de prótese mitral e transferida para HAN com proposta cirúrgica. FEVE 56% (Simpson). EUROscore alto risco (13 pontos) e STS score de mortalidade 6,97% e morbidade ou mortalidade 33,298%. Paciente com caquexia e múltiplas cirurgias prévias.
Decisão da equipe: Considerando risco x benefícios, foi decidido manter antibióticos por 6-8 semanas e rediscutir sobre indicação cirúrgica.

– Mulher de 47 anos, hipertensa, ICFER (32% Teicholz) e implante de endoprótese de aorta torácica secundário dissecção em 2011. Em 01/11/2021 foi admitida com queixa prévia de dor torácica e abdominal associada à dor em membros inferiores, principalmente em membro inferior direito. Evidenciada oclusão em artéria ilíaca direita.
Decisão da equipe: caso chegou com proposta cirúrgica de revascularização ilíaco-femoral direita, tendo como decisão consensual, por manter proposta.

Novo ambulatório do Hospital Ana Nery entra em operação

Inaugurado na última quarta-feira (10), em cerimônia que contou com a presença do governador Rui Costa, o novo ambulatório do Hospital Ana Nery entrou em operação nesta terça (16).

No local, os cidadãos baianos encontram consultórios em mais de 30 especialidades médicas, como cardiocirurgia, cardiopediatria, nefrologia, entre outros, além de consultas pré e pós-transplantes e outros procedimentos.

O novo ambulatório foi implantado no local onde funcionava o Colégio Estadual Professor Luís Cabral. Deste modo, a fim de proporcionar um maior conforto e segurança aos pacientes, o governo do estado investiu em obras de readequação e revitalização, para que o local tivesse uma infraestrutura e condições de funcionamento hospitalar.

O novo ambulatório do Hospital Ana Nery também possui espaço infantil, sala de vacina, auditório, além de outras estruturas.

Os consultórios serão ocupados conforme escala de distribuição, para atender à programação semanal do ambulatório. Há ainda um consultório exclusivo para atender a cardiopediatria, a fim respeitar e preservar as individualidades das crianças e adolescentes dos demais pacientes.

A previsão é de que serão realizadas anualmente quase 40 mil consultas médicas e 10 mil consultas por profissionais não médicos de nível superior, incluindo odontólogos, nutricionistas, enfermeiros e assistentes sociais, além de pequenas cirurgias e outros atendimentos.

Além disso, com a transferência do ambulatório do Ana Nery para o novo espaço, a área que foi desocupada no prédio principal será utilizada em benefício do cidadão baiano, e ganhará 30 novos leitos de UTI.

Neste primeiro dia de operação, os pacientes elogiaram o novo espaço. Foi o caso de Joelma de Jesus Oliveira, que contou ter gostado muito do novo ambulatório do Ana Nery.

“Eu achei uma maravilha. É muito importante para nós ter tudo organizado, tudo muito lindo. Achei muito importante. Gostei muito”, falou.

Filha de paciente do Ana Nery escreve carta agradecendo à equipe do hospital pelo atendimento de excelência: ‘A forma como trabalham nos renova a esperança’

“Assistir à demanda na alta complexidade das doenças cardiovasculares e renais do estado da Bahia, comprometidos com as melhores práticas profissionais e humanitárias”: essa a missão do Hospital Ana Nery (HAN) e o padrão pelo qual todos os procedimentos na unidade são realizados. [Confira a carta ao final da reportagem]

Neste mês de outubro, uma carta escrita e enviada pela filha de um paciente da cardiologia confirmou que a missão está sendo cumprida no Ana Nery. No texto, ela agradece pelo atendimento ao pai e diz que se encantou pelos cuidados e atenção da equipe do hospital.

“Quando digo que me encantei, é porque vi no seu profissionalismo muito amor, cuidado e dedicação com os seus pacientes (infelizmente pouco comum de se ver). E é por isso que chamou tanto a minha atenção e, com certeza, dos demais no leito”, diz a mulher, que cita nominalmente o profissional de saúde William Carvalho, integrante da equipe multidisciplinar da cardiologia, e estende os elogios a todo o grupo.

“Como forma de gratidão, peço ao grande Arquiteto do Universo que te ilumine sempre com saúde, para que possa, por muitos anos, dar continuidade a esse trabalho encantador e diferenciado, que dá ânimo, alegria e esperança ao coração dos pacientes e acompanhantes. A forma como trabalham nos renova a esperança”, finaliza a filha do paciente.

Como forma de reconhecimento às equipes do HAN, todas as cartas de agradecimento serão divulgadas, assim como as sugestões e críticas são imediatamente encaminhadas para resolução.

Ana Nery é destaque em ranking de produtividade de hospitais de todo o Brasil entre janeiro a agosto de 2021; veja números

Dados registrados pelo Ministério da Saúde apontam que o Hospital Ana Nery (HAN) tem grande destaque no ranking de produtividade, entre unidades de todo o Brasil, no período de janeiro a agosto deste ano; confira os números:

BRASIL
Com relação às realizações de plásticas valvares e/ou trocas valvares múltiplas pelo SUS, entre janeiro a agosto de 2021, O Ana Nery lidera o ranking nacional, com 133 procedimentos, número que é mais que o dobro do contabilizado pelo segundo colocado na lista: 62. O Ana Nery também liderou o ranking nacional em 2020, com 110 procedimentos durante todo o ano (janeiro a dezembro).

Com relação às angioplastias coronarianas pelo SUS, o Ana Nery tem a terceira maior produção do país, com 1.350 procedimentos, de janeiro a agosto deste ano.

Na comparação entre paratireoidectomias realizadas pelo SUS, de janeiro a agosto de 2021, o Ana Nery é o segundo colocado de todo o país, com 23 procedimentos. Em 202, o HAN foi o terceiro lugar, com 29 procedimentos.

O Ana Nery também realizou entre janeiro e agosto deste ano 1.350 angioplastias coronarianas pelo SUS. O número coloca a unidade em terceiro lugar de todo o Brasil.

Com relação a implantes de dispositivos eletrônicos cardíacos pelo SUS, a unidade atingiu a marca de 510 procedimentos, entre janeiro e agosto de 2021, e já ultrapassa a quantidade realizada em todo o ano de 2020, quando totalizou 500. O Ana Nery é o quarto hospital que mais realiza o procedimento no país.

Quando o enquadramento é transplante renal pediátrico pelo SUS, o Ana Nery mais que dobrou a quantidade do procedimento, de janeiro a agosto de 2021, se comparado a todo o ano de 2020. Já são 10 procedimentos nos oito primeiros meses deste ano, contra quatro em todo o ano de 2020. No ranking nacional, a unidade saiu do 12º lugar em 2020 e atualmente está em 7º.

Sucesso também com relação aos transplantes renais adultos pelo SUS. Em 2020, a unidade era o 13º no ranking nacional, enquanto está atualmente em 7º. Durante todo o ano passado, foram realizados 91 procedimentos do tipo, enquanto apenas entre janeiro e agosto deste ano, o número já é de 84.

NORDESTE

Na contabilidade de plásticas valvares e/ou trocas valvares múltiplas pelo SUS, no Nordeste, o Ana Nery segue soberano. A unidade foi líder em 2020, com 110 procedimentos durante todo o ano e, de janeiro a agosto de 2021, segue liderando a lista, com 113 procedimentos. O número é mais que o triplo da unidade de saúde (da Paraíba) que está em segundo lugar, que contabilizou 41 procedimentos no mesmo período.

Com relação às angioplastias coronarianas pelo SUS, o Ana Nery lidera o ranking entre as unidades de saúde do Nordeste. Só de janeiro a agosto deste ano, o HAN acumula 1.350 procedimentos. Em 2020, a unidade foi a quarta colocada, com 638 procedimentos – mais que dobrou a produção em cerca de metade do tempo, se comparado todo o ano de 2020 com os oito primeiros meses de 2020.

O Ana Nery também lidera o ranking no Nordeste na realização de revascularizações miocárdicas com uso de extracorpórea (com 2 ou mais enxertos) pelo SUS. Em 2020, a unidade, que também ficou em primeiro lugar na lista, totalizou 249 procedimentos realizados, enquanto de janeiro a agosto deste ano, esse número já é de 292.

BAHIA

Na quantidade de plásticas valvares e/ou trocas valvares múltiplas pelo SUS, na Bahia, o Ana Nery lidera com folga. De janeiro a agosto deste ano, já foram contabilizados 133 procedimentos, número mais de quatro vezes maior que o atingido pela unidade de saúde em segundo lugar, que fez 30 procedimentos do tipo, no mesmo período. Em todo o ano de 2020, também liderado pelo HAN, foram 110 procedimentos.


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