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Novo ‘colaborador’ do Ana Nery, cão terapeuta conforta e auxilia tratamento de pacientes da cardiopediatria

Um novo “colaborador” chegou nesta quinta-feira (23) ao Ana Nery: o “cão terapeuta” Thor, um labrador de cinco anos de idade.

Treinado especialmente para confortar e auxiliar no tratamento de pacientes, Thor visitou os pequeninos da ala cardiopediátrica e “causou”. Tanto os pacientes quanto os colaboradores se apaixonaram pelo cachorro, que retribuiu o carinho com muita simpatia e poses para fotos.

Thor visitou todas as enfermarias da ala pediátrica, distribuiu “beijos”, ganhou biscoito e muito carinho. Depois ele foi até a UTI pediátrica, onde ficou na porta, emanando boas energias aos pequenos pacientes.

O novo funcionário do Ana Nery fará visitas à unidade a cada 15 dias e, para isso, ele passou por treinamento especializado.

Heart Team do Ana Nery discute casos complexos de pacientes

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 21 de dezembro, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração), do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça, foram discutidos os casos de três mulheres (de 35, 51 e 67 anos) e dois homens de 72 anos.

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira as decisões dos casos apresentados na reunião anterior:

  • Homem de 80 anos, hipertenso, pré-diabético, doença renal crônica (DRC) não-dialítico, provável DPOC (tabagista importante com enfisema na TC), diagnóstico de IAM em 07/12/2021. Cateterismo (CATE) em 11/12/2021 com padrão triarterial:  Artéria coronária direita (CD) com lesão de 95% no terço distal. Descendente posterior fino com lesão de 70% no terço proximal. Tronco de coronária esquerda (TCE) bifurcado, apresenta lesão de 50/60% no terço proximal. Artéria Circunflexa (CX) apresenta lesão segmentar e calcificada de 95% na origem e no terço proximal. Primeiro marginal (Mg), de grande importância, com lesão calcificada de 90% no terço proximal e lesão de 70% no terço médio. Eco com FE 30%.
    Decisão da equipe: Diante da fragilidade e risco cirúrgico elevado e anatomia desfavorável para intervenção percutânea, optado por tratamento clínico otimizado.
  • Homem de 82 anos, hipertenso, portador de diabetes mellitus não insulino-dependene há > 20 anos (possível neuropatia periférica), portador de deformidades em mão direita e pé esquerdo após trauma na infância. Reside em São Felipe e foi a unidade de emergência de sua cidade de origem por dispnéia tendo demandado suporte de O2 temporariamente com FEVE 47%, após síndrome coronariana aguda (SCA). Veio para o HAN para realização de angioplastia (ATC). FE 47% e hipocinesia difusa.  Realizado cateterismo cardíaco que evidenciou lesão importante em DA proximal, segmentar e calcificada e lesão em grande ramo marginal.
    Decisão da equipe: Devido ao risco cirúrgico elevado, optado por ATC da lesão da DA ostial e manter as demais em conservador.
  • Mulher de 59 anos, com IAM CSST inferior, submetido a ATC primária de Cx; CATE apresenta ainda lesão grave de 1/3 proximal de CD e de 1/3 médio de DA. Eco com dilatação de VE e FE (S) 18% com hipocinesia difusa, mais acentuada na parede inferior e lateral.
    Decisão da equipe: Devido ao risco cirúrgico elevado devido a disfunção do VE e a lesão da DA médio-distal, optado por manter demais lesões em tratamento clínico otimizado. Reavaliar ATC de lesão de CD em segundo momento.
  • Homem de 62 anos, hipertenso, com descrição em laudo para solicitação de pedido ambulatorial com diagnóstico de angina instável e IAM inferior. Paciente com solicitação externa de ATC na rede ambulatorial. CATE com padrão triarterial.
    Decisão da equipe: Diante de exposição de CATE e discussão, decidido por realizar tratamento cirúrgico de revascularização miocárdica (RM), iniciando o processo a partir da programação consulta no ambulatório de pré-operatório.
  • Mulher de 75 anos, hipertensa, diabética e dislipidêmica, com antecedente de IAM prévio não estratificada na época há 25 ano com quadro de angina instável recente. Realizou CATE no dia 05/12/2021 com lesão de TCE ostial e distal, lesão grave de DA, Mg e CD. STS Score: Mortalidade: 1.540% / Morbimortalidade: 9.878%. Euroscore II: Mortalidade: 2.21 %. Inicialmente optado por tratamento cirúrgico, porém paciente recusa-se a cirurgia, apesar de clínico líder e equipe responsável pelos seus cuidados já ter conversado com ela sobre a necessidade de realização do procedimento, sendo então caso apresentado para avaliar possibilidade de tratamento percutâneo.
    Decisão da equipe: Dr. Cristiano, hemodinamicista, avalia anatomia como desfavorável para tratamento percutâneo. Cirurgião conversará com a paciente, caso a mesma mantenha a decisão, permanecerá em tratamento clínico otimizado.
  • Mulher de 29 anos, passado de acidente vascular encefálico isquêmico (AVEI) (com sequela motora à esquerda), cardiopatia reumática, com passado de TVM bioprotese (2014), evoluindo com disfunção da bioprotese do tipo estenose (AV 0.8mm²; gradiente médio de 28mmHg) e IT grave com dilatação do anel, além de disfunção de VD (FAC 20%) – PSAP 132mmHg,  disfunção de ventrículo direito – TAPSE 13 mm e S’tricuspide 8,5; FAC 20%.
    Decisão da equipe: Proposta inicial de tratamento cirúrgico. Apesar de risco cirúrgico elevado pela hipertensão pulmonar suprassistêmica, optado por seguir com cirurgia de ReTVM.
  • Mulher de 67 anos, hipertensa e diabética. Internada em outra instituição, realizou amputação de pododáctilo. Evolui com edema agudo de pulmão, com troponina positiva. Realizado cateterismo com evidência de DAC triarterial. Paciente em avaliação para realização de amputação transpatelar. Atualmente está com cicatriz de primeira amputação com difícil cicatrização.
    Decisão da equipe: Em discussão, visto que não é factível para tratamento percutâneo ou cirúrgico. Decidido por orientar hospital solicitante quanto a conduta.
  • Mulher de 57 anos, sexo feminino, com diagnóstico de IAMSSST em setembro deste ano. Realizou CATE no HAN em 21/09/2021, apresentando padrão triarterial, sendo lesão de DA subocluída. Apresenta quadro de colestase com elevação de FA, GGT e hepatomegalia a custa de lobo direito no USG abdome. Avaliada pela gastrohepatologia com indicação de investigação após abordagem da coronária.
    Decisão da equipe: Optado por seguir com cirurgia de RM e posterior investigação do quadro hepática.

Programa de residência em cardiologia do Hospital Ana Nery

Celebração religiosa seguida de café da manhã marca confraternização de Natal no Ana Nery

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 14 de dezembro, na capela do Hospital Ana Nery, uma confraternização de Natal entre os colaboradores da unidade. Na ocasião, foi realizada uma celebração religiosa, seguida de café da manhã.

A parte religiosa do encontro foi celebrada pelo diácono Dr. Eduardo Jorge, que é médico cardiologista e atua no Ana Nery. Durante a celebração, Dr. Eduardo exibiu um presente que o Ana Nery recebeu: uma imagem de Santo Antônio, que ficará exposta na capela da unidade.

Durante o encontro, o diácono falou sobre a razão do Natal existir, que é Jesus. Além disso, foram entoadas canções que contaram com a participação intensa do público presente.

Ao fim da celebração, o diretor geral do Ana Nery, Dr. Luiz Carlos Passos, falou com os presentes, agradeceu a presença e o empenho de todos.

Após a parte religiosa da confraternização, os colaboradores do Ana Nery participaram de um delicioso café da manhã, com direito a salgadinhos, pães, bolos e outras guloseimas.

Heart Team: médicos do Ana Nery discutem casos complexos de pacientes

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 14 de dezembro, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração), do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça, foram discutidos os casos de cinco mulheres (de 29, 57, 59, 67 e 75 anos) e três homens (de 62, 80 e 82 anos).

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira as decisões dos casos apresentados na reunião anterior:

  • Mulher de 57 anos, hipertensa e diabética insulino requerente. Instituição de origem fez pedido de regulação para avaliação cirúrgica.
    Decisão da equipe: Com diagnóstico de Síndrome coronariana aguda (SCA) em outubro de 2021 – CATE com padrão triarterial; lesão proximal de DA e médio-distal com leito distal fino, porém passível de anastomose de MIE>DA, sendo optado por cirurgia de RM.
  • Mulher de 60 anos, hipertensa, ex-tabagista, diabética, dislipidêmica, com sobrepeso. Em outubro teve um evento isquêmico, sendo diagnosticada com infarto agudo do miocárdio sem supra desnível do segmento ST (IAMSSST), cateterismo (CATE) com padrão multiarterial apresentando lesão grave de descendente anterior (DA) proximal/ Diagonalis (Dg) / Marginal (Mg) de circunflexa (CX) / lesão em TM e PT. Regulada para esta unidade para definição de conduta de tratamento de doença coronariana. Evoluiu durante a madrugada de 07/12/2021 com angina e alteração dinâmica de eletrocardiograma (ECG) (supra de aVR e infra difuso), feito novo CATE para reestudo, mantendo mesmo padrão coronariano, lesões da DA segmentares.
    Decisão da equipe: Após discussão e avaliação, decidido por seguir com proposta do clínico líder, de cirurgia de revascularização do miocárdio (RM) com brevidade.
  • Homem de 33 anos, hipertenso, fibrilação atrial (FA), passado de troca valvar mitral (TVM) bioprótese em 2012 e tratamento endovascular de Coactação de Aorta em 2020. Evoluiu com disfunção biventricular com FEVE 23%; na ocasião foi identificado coarctação de aorta grave associado a valva aórtica bicúspide (esta sem disfunção valvar); optado por tratamento endovascular, sendo submetido a correção endovascular de coarctação de aorta (02/10/2020), vem evoluindo com recuperação parcial da função do VE (FE 18>23>40%), porém evoluindo com disfunção da bioprótese do tipo estenose e insuficiência aórtica moderada com insuficiência de tricúspide grave com falha de coaptação, mantendo hipertensão pulmonar com disfunção grave de ventrículo direito (VD) e clínica sugestiva de IC direita.
    Decisão da equipe: Caso apresentado com proposta cirúrgica. Paciente com risco cirúrgico elevado, porém diante da recuperação progressiva da função do ventrículo esquerdo (VE), optado por seguir com cirurgia de re-troca de valva mitral (ReTVM) + troca de valva aórtica (TVAo); avaliar plastia de tricúspide no intra-operatório (paciente com plastia prévia).
  • Homem de 76 anos, com passado de TVAo bioprotese em 2013, submetido a plastia aórtica (?) em 2014, evoluindo com dispneia e disfunção de prótese do tipo insuficiência e IM moderada a grave (secundária), com indicação de ReTVAo. Reavaliado pela Pneumologia, não tolerou realização de espirometria, porém TC de tórax sem evidência de enfisema importante. Previamente discutido em Heart Team, sendo optado por seguir com cirurgia, porém após internamento, paciente evoluindo com perda de performance status, disfunção renal associada (Clarence de creatinina estimado 30ml/min).
    Decisão da equipe: Clínicos lideres iniciaram a discussão, tendo como proposta manter o paciente em tratamento clínico. Diante do quadro atual, tratando-se de segunda reoperação em paciente com as multimorbidades citadas, sendo rediscutido e optado por tratamento conservador.
  • Homem de 58 anos, hipertenso, com início de sintoma de dor precordial em 02/12/2021, quando foi evidenciado supra de parede anterolateral sendo diagnosticado com IAMCSST. Encaminhado para esta instituição para ATC primária através de protocolo IAM após trombólise com tenectaplase. Realizado ATC de DA com 1 stent.
    Decisão da equipe: Clínicos líderes apresentam caso, tendo como proposta avaliar tratamento percutâneo para lesões residuais, realizando tratamento com ATC em CD e mantendo Cx em tratamento clínico. Decisão consensual de manter proposta sugerida.
  • Homem de 79 anos, com diagnóstico de mieloma múltiplo há 01 ano por fratura patológica. Apresentou IAMSSST em 22 de novembro de 2021, transferido para esta instituição para CATE, realizado em 02/12/2021 com padrão triarterial: CD dominante, calcificada, com lesão de 50% no terço proximal, ramo descendente posterior com lesão segmentar calcificada de 70% no terço médio. TCE bifurcado, apresenta lesão calcificada de 95% no terço distal. DA apresenta lesão de 90% na origem e ocluída no terço médio. CX apresenta lesão de 80% no terço proximal e com ateromatose difusa grave no terço distal. 1° marginal (Mg) de fino calibre, bifurcado, com lesão de 80% no terço proximal de um de seus subramos e lesão de 100% no terço proximal do outro subramo. 2° Mg de moderado calibre com lesão de 60/70% no terço proximal. Circulação colateral grau I (Rentrop) da CD para DA. FEVE 51% (05/05/2021). Hemodinâmica estável, dor lombar, assintomático.
    Decisão da equipe: Clínico líder apresenta caso como proposta de tratamento percutâneo. Em discussão através da avaliação do CATE, concluído que caso é desfavorável para tratamento percutâneo e leitos distais desfavoráveis para tratamento cirúrgico, sendo optado por tratamento conservador.
  • Mulher de 44 anos, paciente do ambulatório do HUPES, com diagnóstico de valvopatia reumática, insuficiência tricúspede importante, VD com PSAP 170mmHg, VD com disfunção leve à moderada, FEVE 80%.
    Decisão da equipe: Encaminhada para discussão com proposta cirúrgica. Decidido por tratamento cirúrgico.
  • Homem de 73 anos, com estenose aórtica. Atualmente apresentando dispnéia aos mínimos esforços. CATE em 25/11/2021: TCE bifurcado e calcificado com lesão obstrutiva de 50% no óstio. DA ultrapassa o “apex cordis” com irregularidades parietais. CX atinge o terço médio do sulco A-V posterior, com irregularidades parietais. CD coronária direita dominante, irriga parte da parede posterior do ventrículo esquerdo, com irregularidades parietais. Realizou TC de tórax com pontos de calcificação na aorta ascendente, porém com local possível para clampeamento da aorta. Dr. Amoreti complementa discussão afirmando que há muita calcificação, o que poderá dificultar o tratamento cirúrgico e tornando o procedimento de alto risco cirúrgico. Em contrapartida, Dr. Jackson afirma que o caso é difícil por conta da calcificação, porém se o paciente for ígido e estiver hemodinamicamente estável, é possível realizar o procedimento sendo discutido e exposto ao paciente o risco.
    Decisão da equipe: Proposta inicial de tratamento percutâneo Decisão colegiada consensual de discutir com paciente e familiar risco de AVC no periprocedimento, caso concordantes com o procedimento, seguir com TVAo e RM.
  • Homem de 38 anos, internado em Euclides da Cunha com diagnóstico de IAMCSST anterior recente – solicitada regulação para ATC. Realizou CATE no HAN em 03/12/2021: com lesão 95% em DA ostial/proximal. DA apresenta lesão de 95% no terço proximal e ponte miocárdica no terço médio. Coronárias com padrão de lesão uniarterial.
    Decisão da equipe: Apesar de lesão uniarterial, envolveria TCE distal em paciente jovem de baixo risco cirúrgico; optado por cirurgia de RM.
  • Mulher de 81 anos, hipertensa, com quadro de SCA em julho/2021 – realizou CATE em 31/10/2021: DA com calcificação em 1/3 proximal, lesão de 95% após, 1° Diagonal e lesão de imediatamente antes da emergência do Segundo Diagonal, ambas em 1/3 médio, 1° Diagonal de grande importância com lesão de 95% na origem, 1° Mg de grande importância com lesão de 50 a 75% (excêntrica) em 1/3 médio. CATE com lesão grave de DA, porém com calcificação acentuada, desfavorável para tratamento percutâneo.
    Decisão da equipe: Avaliado pedido de ATC, porém optado por reavaliação ambulatorial com perspectiva de manter em tratamento clínico diante da limitação para tratamento percutâneo e elevado risco cirúrgico.

Equipe Endovascular do Ana Nery realiza procedimento cirúrgico de alta complexidade

A equipe de cirurgias endovasculares do Hospital Ana Nery realizou na sexta-feira, 10 de dezembro, um procedimento de alta complexidade, tendo como médico convidado o Dr. Leonardo Cortizo.

Na ocasião, foi feito um implante de permcath definitivo, com saída superior cervical. Para isso, foi necessário realizar punção e cateterismo intra-hepático, associado a punção de cava via fossa clavicular e dilatação de cava.

Além da participação do Dr. Leonardo Cortizo, o procedimento contou com a equipe endovascular do HAN, tendo à frente os Drs. André Brito, Rodrigo Mota, Davi Seixas, Pedro Botelho, João Pedro e José Siqueira.

 

Cirurgia foi realizada na sexta-feira, 10 de dezembro

Reunião semanal do Heart Team do Ana Nery discute casos complexos de pacientes

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 7 de dezembro, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração), do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça, foram discutidos os casos de seis homens (de 33, 38, 58, 73, 76 e 79 anos) e quatro mulheres (de 44, 57, 60 e 81 anos).

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira as decisões dos casos apresentados na reunião anterior:

  • Homem de 57 anos, hipertenso, ex-tabagista, veio transferido de Juazeiro e encontra-se internado desta instituição na clínica cirúrgica ala B (CCB). Há cerca de 03 meses cursa com história de dor torácica desencadeada ao andar rápido no plano ou ao pegar peso, melhorando com o repouso (Angina CCS II. Realizado cateterismo cardíaco (CATE) em 16 de novembro de 2021 com lesão grave de TCE 95% ostial: dominância coronária direita; coronária esquerda apresentando tronco de bom calibre, com lesão de 95% em seu óstio; Artéria Descendente Anterior (ADA), de bom calibre, sem lesões obstrutivas; Primeiro Diagonal, de bom calibre, sem lesões obstrutivas; Artéria Circunflexa (ACx), de bom calibre, sem lesões obstrutivas; Primeiro marginal, de bom calibre, sem lesões obstrutivas; Descendente posterior e ventricular posterior esquerdo, sem lesões obstrutivas; Coronária Direita (CD): Artéria coronária direita, de médio calibre, sem lesões obstrutivas.
    Decisão da equipe: Clínico líder apresenta caso tendo como proposta de intervenção percutânea com angioplastia (ATC). Após discussão de caso, por tratar-se de lesão ostial de TCE com escore Syntax baixo, optado por angioplastia de TCE.
  • Homem de 81 anos, com diagnóstico de Infarto agudo do miocárdio com supra ST (IAMCSST). Paciente encontra-se internado no Hospital Santo Antonio, no momento assintomático e ecocardiograma (Eco) com fração de ejeção (FE) preservada (de acordo com relatório de pedido). CATE realizado no HAN em 12 de novembro de 2021 apresentando padrão de lesão triarterial: CD dominante, apresenta lesão de 95% no terço distal; DA apresenta lesão de 90% no terço médio; CX apresenta lesão de 80% no terço proximal e lesão ambígua de 60% no terço médio; Arteriografia de radial direita com presença de “looping” importante.
    Decisão da equipe: Solicitado à instituição, angioplastia de CD e DA. Decidido por manter conduta de pedido e realizar ATC de CX e DA, após discussão e avaliação do hemodinamicista.
  • Homem de 68 anos, hipertenso, diabético, 3 IAM prévios (sem história de revascularização percutânea ou cirúrgica) e 3 AVC’s prévios (hemiparesia+hemiplegia à esquerda + disartria). Com quadro de dispneia e dor torácica em repouso (angina instável), feito novo CATE com padrão semelhante ao CATE de 2020. Eco prévio (2021) com FE 20% e alterações segmentares. Motivo da solicitação: angioplastia coronariana.
    Decisão da equipe: Paciente com quadro de insuficiência cardíaca (IC) grave, com lesões desfavoráveis para intervenção, sendo optado por otimização de tratamento clínico.
  • Homem de 58 anos, paciente previamente hipertenso, internado no Hospital Santo Antonio – pedido de angioplastia via CER, com quadro de IAM com BRE (critério de Sgarbossa positivo) – Eco com FE 32%. CATE com lesão grave de DA e lesão grave ostial de Dg e lesão em Cx. Descrição de úlcera venosa.
    Decisão da equipe: Decidido por valiar lesão ulcerosa de MMII; não havendo sinais de infecção, impressão de seguir com cirurgia de revascularização do miocárdio (RM).

Na busca pela excelência, Ana Nery recebe visita de equipe do PROADI SUS para monitorar ações do Projeto Paciente Seguro

Em busca constante da excelência do serviço prestado à população baiana, o Ana Nery recebeu na quinta (2) e sexta-feira (3) uma visita de monitoramento por parte de uma equipe do PROADI SUS, para avaliar a implementação do projeto Paciente Seguro, que estabelece protocolos focados na segurança do paciente em hospitais públicos.

A equipe do PROADI SUS é formada por profissionais da Saúde do Hospital Moinhos de Vento, de Porto Aelgre (RS), unidade que é filiada ao Johns Hopkins Hospital, em Baltimore (Estados Unidos).

No caso do Ana Nery, foram estabelecidas sete unidades piloto para o projeto:

1- Unidade piloto de Prevenção a Quedas (no Centro Cirúrgico A)

2- Unidade piloto de Higiene de Mãos (na UTI Pediátrica)

3- Unidade piloto de Prevenção a Lesão por Pressão (na Unidade Cardiovascular 4)

4- Unidade piloto de Identificação Segura (na 5ª Unidade Cardiológica)

5- Unidade piloto de Cirurgia Segura (no Centro cirúrgico)

6- Unidade piloto de Medicamento Seguro

.Segurança no uso de Medicamentos (na Farmácia)

.Medicamentos e Assistência (na 4ª Unidade Cardiológica)

7- Unidade piloto de comunicação (na Hemodinâmica)

Na UTI pediátrica, o time de Higienização das mãos foi parabenizado por ter cumprido a meta sete meses antes do prazo.

Durante a visita, entre outras ações, a equipe de Porto Alegre também revisou as ideias implantadas, coletou indicadores, atualizou o quadro de aprendizagem, verificou a utilização das ferramentas de comunicação e definiu os próximos passo do projeto, dentro do Ana Nery.

Após as visitas às unidades piloto, a equipe promoveu encontros de treinamento com as equipes participantes do projeto Paciente Seguro.

NA conclusão, foi realizada uma reunião de feedbacks com participação de todas as equipes.

Time de ‘Higienização das Mãos’ do Ana Nery supera meta estabelecida em projeto do PROADI SUS

O Hospital Ana Nery superou, sete meses antes do prazo, uma das metas estabelecidas pelo PROADI SUS, no projeto Paciente Seguro. A meta superada foi com relação ao protocolo de adesão à Higienização das Mãos, na UTI pediátrica.

Em visita ao Ana Nery, nesta quinta-feira (2), uma equipe do PROADI SUS que veio fazer o monitoramento da implantação do projeto parabenizou a unidade.

A equipe ainda designou outra meta: adesão de 95% ao protocolo, que é a meta máxima do protocolo, a ser atingida até maio de 2022.

A visita foi acompanhada pelo diretor geral do Ana Nery, Dr. Luiz Carlos Passos, que também parabenizou a equipe pelo trabalho desenvolvido.

Além desta meta, o projeto também implementou outros seis protocolos:

– Unidade piloto de Prevenção a Quedas (no Centro Cirúrgico A)

– Unidade piloto de Prevenção a Lesão por Pressão (na Unidade Cardiovascular 4)

– Unidade piloto de Identificação Segura (na 5ª Unidade Cardiológica)

– Unidade piloto de Cirurgia Segura (no Centro cirúrgico)

– Unidade piloto de Medicamento Seguro

.Segurança no uso de Medicamentos (na Farmácia)

.Medicamentos e Assistência (na 4ª Unidade Cardiológica)

– Unidade piloto de comunicação (na Hemodinâmica)

Diretor geral do HAN, Dr. Luiz Carlos Passos (ao centro), com o time de Higienização das Mãos e equipe do PROADI SUS.

UTI pediátrica recebe visita de equipe do PROADI SUS

Visita da equipe do PROADI SUS à UTI Pediátrica do HAN.

A partir da esquerda: Yara Oliveira (coordenadora da pediatria e UTI pediátrica), Dra. Fernanda Martin (diretora técnica do HAN) e Dr. Luiz Carlos Passos (diretor geral do HAN).

Equipe da Qualidade e diretora técnica do Ana Nery, Dra. Fernanda Martin, também acompanharam a visita.

Diretor geral do Ana Nery, Dr. Luiz Carlos Passo exibe a camiseta da equipe do time de Higienização das Mãos.

Time de Higienização das Mãos ultrapassou com larga margem, e 6 meses antes do prazo, a meta estabelecida pelo projeto.

Dr. Luiz Carlos passos acompanhou a visita e parabenizou a equipe pelo excelente desempenho

Equipe de Heart Team participa de encontro semanal

Encontro semanal da equipe de Heart Team do Ana Nery discute casos complexos de pacientes

Foi realizada na manhã desta terça-feira, 30 de novembro, mais uma reunião semanal do Heart Team (Time do Coração), do Hospital Ana Nery.

Formada por equipes de cirurgiões cardíacos, anestesistas, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, enfermagem especializada, engenharia clínica e direção médica, o Heart Team tem como foco discutir os casos mais complexos, nos quais a decisão de intervir de forma percutânea ou cirúrgica não está clara.

Nesta terça, foram discutidos os casos de quatro homens, de 57, 58, 68 e 81 anos.

Nas reuniões do Heart Team, cada apresentação é liderada pelo clínico líder da enfermaria, com a apresentação feita pelo residente. Todos podem opinar e, em caso de não haver consenso, o clínico líder pode conduzir de forma orientada pelos melhores interesses do paciente e sua família.

Para casos mais avançados, há a participação da equipe especializada de cuidados proporcionais e paliação.

Além disso, todas as reuniões são registradas e compõem um acervo para pesquisa e consulta de casos complexos conduzidos pelo hospital.

Confira as decisões dos casos apresentados na reunião anterior:

  • Homem de 72 anos, hipertenso, ex-tabagista e possui uma hérnia inguinal.  Em 01/11/2021 foi admitido em outra instituição com diagnóstico de IAMCSST e veio regulado através do protocolo IAM para o Ana Nery, para realização de angioplastia primária (Cateterismo cardíaco com padrão tri arterial evidenciado). Realizou um eco cardiograma em 09/11/21: Diâmetro telediastólico 56mm. Diâmetro telessistólico 45mm. Septo intraventricular 12mm. Parede posterior 12mm. Diâmetro do átrio esquerdo (AE) 52mm. Diâmetro da raiz da aorta (AO) 32mm. Massa ventricular 280g. Fração de ejeção (Simpson) 49% e  Fração de ejeção (Teicholz) 39,8%. Acinesia  de parede inferolateral  (basal e médio) e inferior (basal e médio).  Contratilidade do ventrículo esquerdo: Função sistólica global do ventrículo esquerdo reduzida de grau leve, com acinesia de paredes inferolateral (basal e médio) e Inferior (basal e médio). Função diastólica do ventrículo esquerdo: Disfunção diastólica do ventrículo esquerdo grau III (grave), sugerindo pressão de enchimento elevada.Valva Mitral – Morfologia e dinâmicas normais, refluxo transvalvar moderado a grave ao Doppler e mapeamento de fluxo com cores, Vena Contracta 7,3 ERO 0,4cm, volume regurgitante 45ml.
    Decisão da equipe: Paciente com proposta cirúrgica de troca de valva mitral por bioprótese com tratamento anticalcificante e revascularização miocárdica (RM) (Mie> DA; Sf>Mg). Em posterior discussão, foi mantida indicação de clínico líder, sendo decidido por suspensão de Clopidogrel 03 dias antes do procedimento.
  • Homem de 71 anos, hipertenso, obeso, dislipidêmico e ex-tabagista, taquicardia ventricular não sustentada (TVNS) evidenciada em Holter, angina CCS III, trombo em ventrículo esquerdo, Insuficiência Carioca  de fração de ejeção reduzida (ICFER): 43% (Simpson) de etiologia isquêmica, classe funcional (CF) NYHA III e perfil (PH) A, síndrome coronariana aguda (SCA) em 2016 quando foi avaliado para cirurgia de revascularização miocárdica (RM) (porém considerado leitos distais desfavoráveis na ocasião), evoluindo com angina refrataria apesar de otimização terapêutica ambulatorial (adesão irregular?). CPME com 9% de isquemia – realizou novo CATE com progressão da lesão de tronco de coronária esquerda (TCE) para 50%; descendente anterior (DA) ocluída, coronária direita (CD) ocluída e circunflexa (Cx) com lesão.
    Decisão da equipe: Clínico líder apresenta caso com proposta cirúrgica. Hemodinamicista Sérgio afirma que anatomia do paciente não é viável para tratamento percutâneo. Optado por prosseguir com cirurgia de RM.
  • Homem de 47 anos, hipertenso, tabagisto, com diagnóstico de IAMCSST anterosseptal em 29 de outubro/2021; ressonância magnética (RNM) cardíaca com fração de ejeção (FE) 28% de etiologia isquêmica, CF NYHA I e PH A (sem viabilidade em território de ápice, porém com viabilidade nos demais). CATE com DA e CD ocluídas e lesão grave em Cx.
    Decisão da equipe: Caso apresentado com proposta cirúrgica, sendo optado por seguir com cirurgia de RM, conforme indicação de clínico líder.
  • Homem de 33 anos, internado em outra instituição hospitalar. Possui as comorbidades: leucemia de células dentríticas, infecção de corrente sanguínea por S. epidermidis.
    Decisão da equipe: Solicitada transferência por proposta por suspeita de trombo infectado para avaliação de cirurgia. Após discussão, decidido por anticoagulação por 1 mês e repetir EcoTe ou ressonância cardíaca, para posterior rediscussão.
  • Mulher de 33 anos, 13 semanas de gestação, com diagnóstico de estenose mitral. Clínico líder traz para discussão para avaliação de possibilidade de abordagem cirúrgica.
    Decisão da equipe: Consensual a decisão de esclarecer à paciente todos os riscos do procedimento para decisão em conjunto, decidindo assim mantê-la em tratamento clínico até nova conduta.
  • Homem de 60 anos, tabagista, com quadro de IAMCSST em 22/11/21 – ECG com supra de aVR e infra difuso; realizou CATE com lesão de TCE distal. No momento do CATE. Com proposta inicial pelo clínico, intervenção cirúrgica.
    Decisão da equipe: Paciente sem dor e lesão desfavorável para intervenção percutânea, sendo inicialmente optado por não prosseguir com angioplastia. Optado por seguir com cirurgia de RM após 3 dias de suspensão de clopidogrel.
  • Mulher de 84 anos, hipertensa, em finalização de tratamento para câncer de endométrio, com IAM CSST inferior em 21/11/21 – realizada tentativa de angioplastia de CD, porém sem sucesso. Apresenta padrão de lesões tri arteriais no CATE. Evolui com quadro de choque circulatório.
    Decisão da equipe: Clínico líder sugere tratamento clínico. Diante do elevado risco de abordagem cirúrgica ou novas tentativas de abordagem percutânea, optado por tratamento conservador.
  • Mulher de 69 anos, hipertensa, diabética, obesa, apresentados lesão infectada, histórico de cirurgia de RM prévia (2009), evoluindo com SCA em 07/11. CATE com MIE-DA derradeira com lesão grave no 1/3 proximal da MIE. Paciente evoluiu com quadro de edema agudo de pulmão, estabilizado após medidas. Lesão da MIE de difícil intervenção percutânea – possibilidade de dissecção de subclávia associado a lesão da MIE (?). Apresenta ainda DAOP com lesão isquêmica aguda infectada com necrose local e dor, em programação de abordagem cirúrgica do membro inferior.
    Decisão da equipe: Clínico líder apresenta caso, com proposta de tratamento clínico. Optado por discussão em conjunto com a Vascular da imagem da subclávia e sua relação com a lesão da MIE.


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